Secretário do Minicom critica estudo do CpQD sobre 700 MHz
Qui, 27 de Outubro de 2011 17:43
Genildo Lins O secretário de comunicação eletrônica do Ministério das Comunicações, Genildo Lins, desqualificou parte do estudo do CPqD sobre o uso da faixa de 700 MHz. Ele criticou a simulação de realocação de canais feita para o município de São Paulo, resultado do remanejamento no processo de digitalização da televisão.
A principal crítica do secretário é de que a análise do centro de pesquisa não considerou os municípios vizinhos. O estudo foi recomendado pela entidade que representa as empresas de telefonia, o Sinditelebrasil. “O estudo não analisa o impacto nos municípios vizinhos. Isso é básico. Qualquer estudo que não olhar essa questão não é um bom estudo”, disse, durante o 28º Encontro Telesíntese, que aconteceu na última terça (25), em Brasília.
De acordo com a pesquisa, após a desativação do sinal analógico, o município de São Paulo só precisaria de um canal digital para cobrir a área, e ainda haveria mais quatro canais vagos, na faixa entre 14 e 51.
Na opinião do diretor-geral da Abert, Luís Roberto Antonik, o estudo é “tendencioso”. “Não sobram canais porque, dependendo da geografia, uma geradora precisará de vários outros canais para replicar o sinal e alcançar os municípios vizinhos. E, em São Paulo, há um enorme congestionamento no espectro da radiodifusão”, explicou.
Durante o seminário da Telesíntese, José Manoel Rios, um dos técnicos do CPqD, explicou que, de fato, na primeira etapa, o impacto nos municípios vizinhos não foi considerado. Mas que será levado em conta na segunda etapa do trabalho.
O assunto voltou a ser debatido no mesmo dia, em audiência pública na Câmara dos Deputados. “Sobre a suspeita de que o estudo é parcial, basta verificar quem está financiando”, atacou o diretor da Abra, Frederico Nogueira.
O engenheiro e presidente do Comitê do Espectro da Radiodifusão da Abert, Paulo Balduíno, propôs a contratação de uma consultoria independente para verificar com isenção o uso efetivo do espectro pelo setor de Telecom.
Foto: Assessoria de Comunicação do Ministério das Comunicações
Assessoria de Comunicação da Abert
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