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"Vai ser uma experiência nova de ver TV", diz presidente da Abert sobre o sinal digital

Fabio Gadotti

Notícias do Dia

O setor de radiodifusão catarinense lançou durante a semana a campanha de desligamento da TV analógica na Grande Florianópolis. A partir de 31 de janeiro do ano que vem, os moradores da Capital, São José, Palhoça, Biguaçu e Paulo Lopes terão transmissão exclusivamente digital. O planejamento prevê que até dezembro de 2018 mais de 1.,3 mil cidades já estejam sem o sinal analógico.

“O sinal digital vai propiciar uma experiência nova de ver televisão, com muito mais qualidade”, afirma o presidente da Abert, Paulo Tonet Camargo, que veio a Florianópolis para o evento que marcou o início do processo de transição tecnológica em Santa Catarina. Nesta entrevista ao ND, o dirigente da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão fala sobre a importância da mudança, os benefícios ao telespectador e também o novo mercado que desafia a televisão.

Por quê o senhor considera que essa migração do analógico para o digital é importante e boa para o país?

É importante sobre dois aspectos. Primeiro, avaliando sob o aspecto do público-consumidor, que vai poder acessar a uma forma de entretenimento livre, aberta e gratuita de muito mais qualidade. A população, com o correr dos anos, vai se tornando mais exigente em relação à qualidade. E sobre tudo, serviços e produtos. E assim é em relação a entretenimento. O sinal digital vai propiciar uma experiência nova de ver televisão, com muito mais qualidade. Do ponto de vista das empresas, vamos ter uma tecnologia mais robusta, uma cobertura maior e com um custo muito mais baixo.

Por quê o considera o Brasil um case mundial? Pelas dimensões territoriais e pelas diferenças sociais?

Primeiro, pela dimensão territorial e concentração populacional nos grandes centros. E, segundo, pelas experiências que nós vimos em migrações do analógico para digital em vários países, como é o exemplo do México, país semelhante ao nosso. Lá, tivemos decréscimo de audiência na TV aberta de quase 25%. No Brasil, onde nós já desligamos o analógico a audiëncia aumentou.

A que o senhor atribui esse aumento da audiência nos locais onde já ocorreu a migração do sinal?

As pessoas estão assistindo mais televisão porque têm melhor qualidade. E estamos fazendo de forma que a população na saia prejudicada. No caso do México, uma parte dos telespectadores ficou sem acesso à TV. Isso foi uma bandeira que a Abert levantou desde o início: nenhum brasileiro sem acesso à televisão aberta.

A prioridade agora é o processo de migração, mas essa tecnologia vai permitir logo adiante mais possibilidades de interação com o telespectador, não?

Sim. Achamos que o primeiro desafio é implementarmos o sinal digital. A partir daí, vamos começar a desenvolver junto com a população, com os costumes das comunidades, esta possibilidade de interatividade que a tecnologia propicia. Isso ainda não é uma prioridade. Agora o foco é fazer com que todas as pessoas tenham acesso à televisão digital. A partir daí, vamos começar a desenvolver esta possibilidade de interação. Por exemplo, a TV digital permite a audiodescrição, instrumento de acessibilidade que permite que as pessoas com deficiência visual tenham acesso ao conteúdo da programação, com a descrição das cenas. A TV digital vai propiciar também a interação com as pessoas com deficiência auditiva. Uma série e coisas.

O processo de desligamento do sinal analógico está permitindo também conhecer um pouco mais sobre os hábitos dos telespectadores brasileirose sobre o papel da TV na difusão de informação e entretenimento?

Exatamente. Estamos mergulhando nas comunidades, através das pesquisas e das patrulhas digitais, tirando dúvidas sobre a migração. Estamos conhecendo o que eu chamo de Brasil profundo. Principalmente nas periferias. É bem interessante.

Como o senhor avalia o nível de informação do brasileiro sobre o processo de migração do sinal analógico para o digital?

Nas comunidades onde isso está acontecendo, o índice é alto. vamos ter oportunidade de de ver aqui em Santa Catarina a quantidade de informação que a população vai receber sobre a televisão digital.

O senhor considera que a TV aberta está se adequando bem às aceleradas mudanças do mercado, disputando com serviços de streaming e novas plataformas?

Acho que sim. Nunca podemos esquecer o seguinte: a TV aberta é o meio mais robusto de transmissão. Se tivéssemos a melhor internet do mundo e todos quisessem assistir um jogo da Seleção Brasileira, de final da Copa, não tem rede que suporte isso. Só a radiodifusão. A TV aberta vai continuar cumprindo o seu papel e o rádio também. A internet é um reforço de plataforma para os conteúdos que veiculamos. É assim que entendemos essa nova tecnologia. A Netflix tem lá o seu nicho de mercado, como a TV a cabo, mas isso não faz com se substitua a importância do rádio e da televisão.

Última modificação emSegunda, 26 Junho 2017 10:47
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