Rádio 3.0: relevância e força estratégica para o mercado publicitário
Este estudo da ABERT reúne dados nacionais e internacionais para demonstrar a relevância estratégica do rádio no ecossistema de mídia. A análise parte de fontes primárias, institutos de pesquisa, entidades setoriais e indicadores recentes para apresentar o rádio 3.0 como um meio de alcance massivo, credível, multiplataforma e altamente eficiente para o mercado publicitário.
Nosso agradecimento especial ao Conselho Superior da ABERT, à Câmara de Rádio e ao Comitê Executivo Institucional pelo apoio e confiança neste projeto.
O atual estudo contou com a valiosa contribuição do Grupo de Trabalho de Rádio da ABERT, integrado pelos conselheiros e presidentes de associações estaduais de radiodifusão: Acácio Luiz Costa, Alessandro Bonamigo Heck, Antonio Boaventura Alves, Caique Agustini, Carmen Lúcia Dummar Azulai, Fábio Bigolin, Flávio Lara Resende, Gabriel Massa, Luiz Arthur Abi Chedid, José Antonio do Nascimento Brito, Marcelo Bechara de Souza Hobaika, Mayrinck Pinto de Aguiar Júnior e Paulo Machado de Carvalho Neto.
Agradecemos ainda à equipe do TudoRádio, Daniel Starck e Cristiano Stuani, à Juliana Paiva, da RadioData, assim como à equipe da ABERT, em especial: Teresa Azevedo, Rodolfo Salema, Luiz Carlos Abrahão e Juliana Toscano.
Roberto Cervo Melão Presidente do Conselho Superior
Cristiano Lobato Flôres Presidente-Executivo
Palavra do Presidente-Executivo
PALAVRA DO PRESIDENTE-EXECUTIVO
Prezados associados, parceiros e profissionais do setor,
O rádio vive uma nova fase. E este estudo nasce exatamente desse momento de transformação.
O "Rádio 3.0" é mais do que uma reflexão sobre tecnologia. É uma visão de futuro para um meio que sempre soube evoluir, se reinventar e manter uma conexão verdadeira com as pessoas. O rádio é companhia, informação, credibilidade e emoção, agora potencializado por novas plataformas, dados, inteligência e experiências cada vez mais conectadas.
Vivemos a expansão do ecossistema do áudio. O consumo mudou, os hábitos mudaram e as possibilidades cresceram. Hoje, o conteúdo circula entre dial, streaming, aplicativos, carros conectados, assistentes de voz e redes digitais. Nesse cenário, o rádio amplia ainda mais sua força e relevância.
Este trabalho apresenta tendências, caminhos e oportunidades para que o setor avance de forma estratégica, inovadora e sustentável. O conceito de Rádio 3.0 propõe justamente essa integração entre o melhor da radiodifusão e o potencial das tecnologias digitais, combinando alcance, proximidade, interatividade e inteligência de dados.
Mais do que acompanhar mudanças, o rádio brasileiro tem todas as condições de liderar essa nova etapa do mercado de áudio. Temos credibilidade, capilaridade, conteúdo local e uma relação única com a audiência. Precisamos seguir transformando esses ativos em novas experiências, novos modelos de negócio e novas conexões com o público.
A ABERT acredita na inovação como ferramenta de fortalecimento do setor. Seguiremos trabalhando para estimular o desenvolvimento tecnológico, a modernização regulatória e a valorização da radiodifusão brasileira em todas as plataformas.
O futuro do rádio já começou. E ele será cada vez mais multiplataforma, inteligente e próximo das pessoas.
Boa leitura!
Cristiano Lobato Flôres Presidente-executivo da ABERT
A força do rádio 01 de junho de 2026
O estudo apresenta evidências nacionais e internacionais sobre alcance, credibilidade, atenção, influência dos comunicadores, retorno publicitário, mobilidade e presença multiplataforma do rádio no atual ecossistema de comunicação.
Rádio 3.0 - A força estratégica do meio multiplataforma
Este trabalho foi realizado pela ABERT, Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, a partir de uma metodologia de pesquisa fundamentada na análise de resultados, indicadores e números consolidados por empresas,...
Este trabalho foi realizado pela ABERT, Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, a
partir de uma metodologia de pesquisa fundamentada na análise de resultados, indicadores e
números consolidados por empresas, institutos e instituições de pesquisa do Brasil e do exterior.
A iniciativa nasce do entendimento de que o mercado publicitário necessita de um documento de
referência atualizado, organizado e tecnicamente embasado, capaz de apresentar, com clareza e
consistência, a força, o alcance e a relevância estratégica do rádio no atual ecossistema de
comunicação.
A metodologia adotada prioriza dados originais de institutos de pesquisa, órgãos regulatórios,
associações setoriais e estudos de mercado, com recorte temporal a partir de 2023. São consideradas
exceções e informações estruturais relevantes, como o Censo IBGE 2022 e regulamentações da
Anatel. Todas as afirmações apresentadas no relatório são acompanhadas de citação inline à
respectiva fonte primária.
O trabalho foi desenvolvido por:
Cristiano Stuani, consultor de emissoras de rádio
Daniel Starck, tudoradio.com
Juliana Paiva, CEO da Radiodata, especialista em estratégia e monetização para áudio
Este relatório é um documento vivo. Ao longo do ano, novas pesquisas, indicadores e dados
relevantes serão incorporados à medida que forem publicados por fontes primárias, garantindo que
o material permaneça atualizado, consistente e representativo da realidade do setor.
Este relatório é sobre o rádio 3.0. Não como uma fase rígida dentro de um cronograma de versões,
mas como resultado de uma evolução contínua do meio ao longo do tempo, acompanhando
mudanças tecnológicas, novos hábitos de consumo e diferentes formas de distribuição.
O rádio que nasceu no dial avançou para o streaming, incorporou o digital, passou a dialogar com
redes sociais, vídeo, podcasts, aplicativos, caixas inteligentes, carros conectados e eventos ao vivo.
Hoje se consolida como um ecossistema multiplataforma. Nesse contexto, o áudio continua sendo a
matriz central, mas circula em múltiplos ambientes, com diferentes formatos e pontos de contato
com o público.
Quando se fala em rádio multiplataforma, portanto, o conceito é mais amplo do que "a emissora
também faz vídeo". O rádio está no FM, no streaming, no aplicativo, no site, no celular, no carro, nas
caixas inteligentes, nos fones de ouvido, nas redes sociais, nos podcasts, nos cortes sob demanda, nas
ativações presenciais e em experiências digitais integradas. Dentro dessa trajetória, o rádio híbrido
Rádio 3.0: relevância e força de estratégia para o
mercado publicitário
Como este trabalho foi realizado
Sobre este relatório: o rádio 3.0
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Sumário executivo
surge como mais um momento importante de evolução, ao combinar a força do broadcast com recursos da internet, dados e interfaces conectadas, somando-se aos avanços anteriores sem substituí-los.
surge como mais um momento importante de evolução, ao combinar a força do broadcast com
recursos da internet, dados e interfaces conectadas, somando-se aos avanços anteriores sem
substituí-los.
O rádio 3.0 é, portanto, o modelo de rádio que mantém o áudio como matriz central, distribuído tanto
pelo dial quanto pelo digital, expandindo sua presença em múltiplas plataformas, dispositivos e
formatos, ao vivo e sob demanda, com vídeo e outras frentes como extensões complementares. É o
rádio que está em todos os lugares onde o ouvinte está.
O rádio é um dos meios de comunicação mais poderosos e estratégicos do ecossistema de mídia
mundial. Com bilhões de ouvintes mensais no planeta e um século de evolução, o meio se destaca
pela combinação única de alcance massivo, proximidade local e credibilidade inabalável. Este
relatório consolida as evidências mais recentes para demonstrar com dados concretos por que o
rádio merece uma fatia substancialmente maior dos investimentos publicitários no Brasil e no
mundo.
Principais achados:
Alcance incomparável: O rádio alcança 79% da população nas 13 regiões metropolitanas
monitoradas no Brasil (Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media).¹ Nos Estados Unidos, atinge
93% dos adultos mensalmente.² No Reino Unido, 86% da população adulta ouve rádio
semanalmente.³ Na Alemanha, chega a 93,7% da população em quatro semanas.⁴ Na Argentina, o
rádio alcança 98% da população semanalmente nas principais metrópoles.⁶ No México, 93,3% da
população tem acesso ao sinal de rádio FM.⁷ Estimativas da União Internacional de
Telecomunicações (UIT) apontam para bilhões de ouvintes no mundo, com presença em áreas
urbanas, rurais e remotas.⁵ O alcance do rádio é um fenômeno global e não tem rival entre os
meios de comunicação.
¹ Pesquisa Kantar IBOPE Media, 2025 | ² Nielsen Audio Today, 2026 | ³ RAJAR Q4 2025 | ⁴
European Radio Observatory 2024-25 | ⁵ ITU, fev/2025 | ⁶ Kantar IBOPE Media Argentina, Inside
Audio 2024 | ⁷ IFT, 2024
Tempo de escuta expressivo: Os brasileiros dedicam em média 3 horas e 47 minutos por dia ao
rádio, com o Rio de Janeiro liderando com 4h15, um dos maiores tempos de escuta do mundo.
Dados: Pesquisa Kantar IBOPE Media, 2025.
Credibilidade imbatível: O rádio é o meio mais confiável para os brasileiros (81%), muito acima
de TV aberta (69%) e redes sociais (41%). Dados: Pesquisa Ponto Map + V-Tracker, 2025.
Locutor como influenciador: 65% dos ouvintes catarinenses consideram o locutor da rádio um
influenciador, e 71% dos ouvintes no interior de Minas Gerais confiam na divulgação de produtos
por locutores. O apresentador de rádio é o influenciador original: constrói relações de confiança
ao longo de anos de presença diária, com vínculo genuíno com a comunidade que nenhuma
plataforma algorítmica consegue replicar. Dados: pesquisas ACAERT/IRP 2024 e AMIRT/Kantar
IBOPE Media.
ROI entre os maiores do mundo: Com base em cerca de 25.000 campanhas reais em 50 países, o
rádio entrega o 2º maior ROI entre todos os meios de comunicação, US$ 2,00 por dólar investido,
superado somente por social media. Nos EUA, o ROAS (retorno sobre o investimento publicitário)
médio atinge US$ 10,59 por dólar. Dados: Nielsen Global Compass, 2025; Nielsen Buyer
Insights/Marketron, 2025.
Sumário executivo
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Panorama global do rádio
Conversão e atenção comprovadas: 43% dos ouvintes já compraram ou pesquisaram um produto após ouvir anúncio no rádio, e 56% prestam atenção nos anúncios, índice de receptividade que poucos meios alcançam.
Conversão e atenção comprovadas: 43% dos ouvintes já compraram ou pesquisaram um produto
após ouvir anúncio no rádio, e 56% prestam atenção nos anúncios, índice de receptividade que
poucos meios alcançam. Dados: Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media.
Rádio 3.0, ecossistema multiplataforma: As emissoras de rádio são hoje plataformas de conteúdo
completas. O rádio 3.0 mantém o áudio como matriz central e expande sua presença para FM,
streaming, aplicativos, YouTube, podcasts, redes sociais, caixas inteligentes e eventos
presenciais. 99 dos 100 maiores anunciantes do Brasil já utilizaram o rádio em suas campanhas,
e o setor acumula 128 milhões de seguidores no Instagram (e centenas de milhões em todas as
redes sociais). Dados: Inside Audio 2023 / Kantar IBOPE Media; DataReportal / Digital 2025: Brazil.
Atenção sem concorrência: 58% dos ouvintes escutam rádio em casa e 27% no carro, dois
ambientes em que o rádio ocupa contextos de atenção não disputada por telas. Lar e veículo são
os principais pontos de contato do meio, com escuta frequentemente combinada ao longo do dia.
Dados: Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media.
Crescimento consistente no Brasil: O investimento publicitário em rádio saltou de R$ 975,9
milhões em 2023 para R$ 1,108 bilhão em 2025, alta de 13,5% em dois anos, com crescimento real
acima da inflação. Os dados do Cenp-Meios refletem exclusivamente investimentos via agências
de publicidade; o mercado de atendimento direto das emissoras não está computado nessa série,
o que significa que o volume real do setor é ainda maior. Dados: Cenp-Meios, 2025.
O rádio é o meio de comunicação com maior penetração planetária. Estimativas de institutos globais
apontam para bilhões de ouvintes mensalmente no mundo, com diferentes metodologias sugerindo
um número próximo de metade da população global (Deloitte Insights, 2024). Esse volume coloca o
rádio à frente de qualquer plataforma de streaming, rede social ou serviço de podcasts em termos
absolutos de alcance.
A receita global de publicidade em rádio atingiu US$ 42 bilhões em 2024, com crescimento de 1,5%
em relação ao ano anterior (Deloitte, 2024). As projeções apontam para um mercado de US$ 36,71
bilhões até 2030, com CAGR de 6% (EIN Presswire, 2026). Quando se soma o ecossistema de áudio com
publicidade (rádio, podcasts e streaming com anúncios), o mercado supera US$ 75 bilhões anuais
(Deloitte, 2024).
A tabela a seguir apresenta o alcance do rádio nos principais mercados, evidenciando uma
consistência global notável:
País / Região
Alcance do
Rádio
Métrica
Fonte
Brasil
79%
Mensal (13 RMs)
Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media
Argentina
98%
Semanal (principais metrópoles)
Inside Audio 2024 / Kantar IBOPE Media
Argentina
EUA
93%
Mensal (adultos 18+) — rádio AM/FM
Nielsen Audio Today 2026
Alemanha
93,7%
Mensal (4 semanas) — rádio todas as
formas
European Radio Observatory 2024-25
UK
86%
Semanal (adultos)
RAJAR Q4 2025
Itália
86%
Semanal
European Radio Observatory 2024-25
Panorama global do rádio
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europeus escutam rádio semanalmente, com tempo médio diário de 2 horas e 14 minutos (EBU
Estimativas da União Internacional de Telecomunicações (UIT) apontam para bilhões de ouvintes em todo o mundo, com presença em áreas urbanas, rurais e remotas sem equivalente em nenhum outro meio (ITU, fev/2025).
País / Região
Alcance do
Rádio
Métrica
Fonte
Canadá
81-85%
Semanal
Numeris Fall 2025 / Billboard Canada
Europa
(média)
83%
Semanal
EBU Audience Trends: Radio, 2025
Austrália
82%
Semanal (total radio)
Infinite Dial Australia 2025 / CRA
México
93,3%
Cobertura do sinal de FM (população)
IFT / Informe de Cobertura 2024
Perspectiva numérica: Somando Brasil (aproximadamente 160 milhões de ouvintes), EUA
(cerca de 244 milhões), Reino Unido (cerca de 50 milhões) e Alemanha (cerca de 65 milhões),
chega-se a mais de 519 milhões de ouvintes em quatro países. Estimativas da União
Internacional de Telecomunicações (UIT) apontam para bilhões de ouvintes em todo o
mundo, com presença em áreas urbanas, rurais e remotas sem equivalente em nenhum outro
meio (ITU, fev/2025).
A força do rádio se evidencia nos Estados Unidos, onde o rádio AM/FM é o meio de maior alcance
mensal, superando smartphone (89%), TV conectada (85%) e TV ao vivo (84%) (Nielsen Audio Today
2026). Na Alemanha, o dado de 93,7% reflete o alcance do rádio em todas as formas de recepção (FM,
DAB+ e online), medido em quatro semanas (European Radio Observatory 2024-25). Na Europa, 83% dos
europeus escutam rádio semanalmente, com tempo médio diário de 2 horas e 14 minutos (EBU
Audience Trends, 2025).
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O rádio no Brasil: números que impressionam
O alcance do rádio nas 13 regiões metropolitanas monitoradas é de 79% da população, índice estável entre 2024 e 2025, e 92% dos brasileiros consumiram algum tipo de áudio nos últimos 30 dias (Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE...
O alcance do rádio nas 13 regiões metropolitanas monitoradas é de 79% da população, índice estável
entre 2024 e 2025, e 92% dos brasileiros consumiram algum tipo de áudio nos últimos 30 dias (Inside
Audio 2025 / Kantar IBOPE Media).
A penetração varia entre as regiões metropolitanas e é consistentemente alta:
Região Metropolitana
Alcance (%)
Tempo Médio Diário
Grande Belo Horizonte
87%
3h47
Grande Porto Alegre
84%
3h49
Grande Goiânia
84%
3h27
Grande Florianópolis
82%
3h36
Grande Fortaleza
81%
3h37
Grande Curitiba
80%
3h29
Grande Rio de Janeiro
80%
4h15
Campinas
79%
3h32
Grande Vitória
78%
3h43
Grande São Paulo
77%
3h43
Grande Salvador
74%
3h38
Grande Recife
73%
3h50
Distrito Federal
73%
3h09
Fonte: Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media
O brasileiro dedica, em média, 3 horas e 47 minutos por dia ao rádio, um volume de exposição que
poucos meios conseguem igualar (Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media). O Rio de Janeiro lidera entre
as grandes praças com 4h15 por dia, seguido por Recife (3h50) e Porto Alegre (3h49).
O rádio no Brasil: números que impressionam
Alcance e audiência
Tempo de escuta
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Perfil do ouvinte
Em perspectiva comparativa internacional, o tempo médio brasileiro supera a média europeia de 2h14min (EBU, 2025) e se aproxima dos maiores mercados mundiais: a Alemanha registra 4h06 diárias de rádio (European Radio Observatory...
Em perspectiva comparativa internacional, o tempo médio brasileiro supera a média europeia de
2h14min (EBU, 2025) e se aproxima dos maiores mercados mundiais: a Alemanha registra 4h06 diárias
de rádio (European Radio Observatory 2024-25). Nos EUA, o consumo total de áudio gira em torno de 3h54
por dia, considerando todos os formatos, incluindo streaming e podcasts (Edison Research / Q4 2025). O
dado brasileiro reflete escuta exclusiva de rádio, o que torna a comparação indireta, mas evidencia o
elevado nível de engajamento com o meio no país.
Os dados do Inside Audio 2025 e de pesquisas regionais traçam um perfil diversificado do ouvinte
brasileiro:
O público de escuta frequente lidera: Em Santa Catarina, 66% dos ouvintes têm entre 25 e 59
anos, com 14% de Geração Z (15-24 anos) e 19% acima de 60 anos (ACAERT / IRP 2024)
Alcance multigeracional: A Rádio Nacional foi identificada como a emissora com maior
afinidade junto ao público de 15 a 24 anos em quatro praças pesquisadas pela Kantar em 2025,
indicando rejuvenescimento do perfil de audiência (Agência Brasil / EBC, 2026)
Cobertura estadual robusta: Em Santa Catarina, 8 em cada 10 catarinenses ouvem rádio, com
cerca de 1,2 milhão de ouvintes por minuto e picos de quase 2 milhões no horário matutino
(ACAERT / IRP 2024)
As associações afetivas do ouvinte com o rádio reforçam seu posicionamento único: 60% associam o
rádio a informação, 54% a emoção, 36% a diversão e 29% a companheirismo (Inside Audio 2025 / Kantar
IBOPE Media).
Perfil do ouvinte
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Brasil: panorama nacional
A análise do perfil dos ouvintes de rádio, sustentada por dados de institutos de pesquisa de abrangência nacional e regional, demonstra que o meio alcança populações demograficamente diversificadas em múltiplos contextos...
A análise do perfil dos ouvintes de rádio, sustentada por dados de institutos de pesquisa de
abrangência nacional e regional, demonstra que o meio alcança populações demograficamente
diversificadas em múltiplos contextos geográficos e socioeconômicos. Longe de concentrar sua
audiência em segmentos específicos, o rádio distribui seu alcance de forma equilibrada entre faixas
etárias, gêneros e classes sociais, característica que o distingue de plataformas de nicho e
fundamenta seu valor estratégico para anunciantes de diferentes setores.
O rádio alcança 79% dos brasileiros nas 13 regiões metropolitanas monitoradas, com consumo médio
de 3h47 por dia e penetração de 92% entre usuários de algum tipo de áudio, conforme o Inside Audio
2025 / Kantar IBOPE Media. Esse alcance não é uniforme: mercados do interior e de cidades médias
registram índices superiores aos das capitais, evidenciando a capilaridade estrutural do meio.
O perfil etário dos ouvintes brasileiros é notavelmente equilibrado, sem concentração excessiva em
nenhuma geração. O público feminino representa ligeira maioria na escuta convencional, enquanto a
audiência digital apresenta distribuição invertida, conforme os dados do Inside Audio 2025 / Kantar
IBOPE Media:
Faixa Etária
Participação (%)
60+ anos
21%
30–39 anos
20%
40–49 anos
19%
Demais faixas
40%
Segmento
Escuta Convencional
Escuta Web
---
---
---
Feminino
52%
49%
Masculino
48%
51%
O rádio é especialmente forte entre as mulheres, que representam 52% da audiência convencional.
Esse dado ganha dimensão estratégica quando cruzado com o comportamento de consumo feminino:
segundo pesquisa do CNDL/Varejo SA, mulheres são responsáveis por mais de 90% das decisões de
compra do lar no Brasil, e um levantamento da Nielsen, divulgado pela CNDL, aponta que elas
concentram entre 70% e 80% das decisões de compra em bens de consumo. Dado adicional da
Serasa/Opinion Box (2026) indica que 34% das mulheres brasileiras são as principais provedoras
financeiras do domicílio. Anunciar no rádio é, portanto, falar diretamente com quem decide o que
comprar.
A representatividade da faixa 60+ (21%) reflete tanto o envelhecimento demográfico brasileiro quanto
o vínculo histórico dessa geração com o veículo. A presença expressiva das faixas 30–39 e 40–49,
somando 39%, indica que o rádio é consumido intensamente em fases produtivas da vida,
frequentemente durante deslocamentos e jornadas de trabalho (Kantar IBOPE Media / Inside Audio 2025).
Perfil dos ouvintes e hábitos de consumo de rádio
Brasil: panorama nacional
Distribuição por Faixa Etária e Gênero
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penetração e credibilidade disponível.
O segmento 60+ representa uma das maiores oportunidades estratégicas do rádio.
O segmento 60+ representa uma das maiores oportunidades estratégicas do rádio. O Brasil tem 32,1
milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o que equivale a 15,6% da população, grupo que cresceu
56% desde o Censo 2010 (IBGE Censo 2022). Nos Estados Unidos, 95% dos adultos com 50+ ouvem rádio
semanalmente (Nielsen Audio Today 2026), e o rádio AM/FM alcança 84% dos adultos com 55 anos ou
mais (Edison Research / Forbes, 2025). No Brasil, estudo da UFRGS identificou que 84% dos idosos ouvem
rádio regularmente (UFRGS / RevEnvelhecer). Esse grupo etário reúne poder de compra crescente,
maior tempo disponível para escuta e fidelidade consistente ao meio: um público de alto valor para
anunciantes de saúde, serviços financeiros, turismo e varejo de maior ticket médio. Para anunciantes
que buscam alcançar esse segmento com mensagens de confiança, o rádio é o canal de maior
penetração e credibilidade disponível.
A estrutura de consumo por classe social revela que o rádio é forte entre a classe média, mas mantém
penetração considerável nos estratos de menor renda e, simultaneamente, destaca-se como
plataforma premium no ambiente digital (Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media):
Classe Social
Participação nos Ouvintes (%)
Classe C
43%
Classes A e B
40%
Classes D e E
aproximadamente 17%
Entre os ouvintes via web, o perfil é ainda mais qualificado: 67% pertencem às classes A ou B e 57%
têm entre 20 e 39 anos, dado relevante para anunciantes que buscam audiências digitais com poder
de compra elevado (Kantar IBOPE Media).
O mercado publicitário de rádio registra crescimento consistente, com desempenho acima da
inflação e muito acima dos canais digitais de áudio. Segundo o Cenp-Meios 2025, o rádio captou R$
1,108 bilhão em 2025, crescimento de +5,83% sobre 2024 e de +13,5% desde 2023 (de R$ 975,9 milhões
para R$ 1,108 bilhão) (tudoradio.com).
Nota metodológica importante: os valores do Cenp-Meios refletem exclusivamente os
investimentos publicitários realizados via agências de publicidade. O mercado de
atendimento direto das emissoras (vendas locais, patrocínios, ações comerciais sem
intermediação de agências) não está computado nessa série. O volume real investido no rádio
brasileiro é significativamente maior do que os números do painel indicam. Dados
complementares como o HotList 500 Veiculação da Crowley evidenciam a amplitude desse
mercado direto.
O crescimento de 5,83% supera em 38% o IPCA de 2025 (4,26%), demonstrando expansão real do
setor. Em comparação com o streaming de áudio digital, as emissoras FM/AM cresceram em valor
absoluto quase 14 vezes mais: R$ 61,4 milhões contra R$ 4,4 milhões adicionados pelos serviços de
streaming de áudio no mesmo período (AMIRT / Cenp-Meios 2025).
Os setores que mais investem no rádio no Brasil confirmam a diversificação da carteira de
anunciantes (Kantar IBOPE Media / Inside Audio 2025):
Distribuição por Classe Social
Investimento Publicitário no Brasil
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Estados Unidos: alcance e audiência
O alcance é transversal a faixas etárias e grupos étnicos: Segmento Demográfico Alcance Semanal (%) Total adultos 18+ 93% 18–34 anos 89% 35–49 anos 94% 50+ anos 95% Audiência negra 93% Audiência hispânica 94% A faixa 35–49 anos e...
Setor Anunciante
Share (%)
Supermercados e atacado
10,8%
Ensino
6,9%
Saúde
6,6%
Serviços ao consumidor
5,4%
Auto revendas
3,2%
Lojas de departamento
2,9%
Telecomunicações
2,6%
Restaurantes e similares
2,3%
O rádio alcança 93% dos adultos americanos com 18 anos ou mais por semana, superando o
smartphone (89%), a TV conectada (85%) e a TV ao vivo (84%), segundo o Nielsen Audio Today 2026. O
alcance é transversal a faixas etárias e grupos étnicos:
Segmento Demográfico
Alcance Semanal (%)
Total adultos 18+
93%
18–34 anos
89%
35–49 anos
94%
50+ anos
95%
Audiência negra
93%
Audiência hispânica
94%
A faixa 35–49 anos e o público com 50 anos ou mais registram os maiores índices de alcance (94% e
95%, respectivamente), reafirmando o rádio como o meio de maior penetração entre adultos em fase
de pico de consumo e poder aquisitivo (Nielsen Audio Today 2026).
A pesquisa Share of Ear Q1 2025 da Edison Research quantifica a dominância do rádio AM/FM no consumo
de áudio suportado por anúncios:
Faixa Etária
Share de áudio com publicidade (áudio suportado por anúncios) para rádio
18–34 anos
47%
25–54 anos
60%
35+ anos
73%
Estados Unidos: alcance e audiência
Alcance por Demografias (Nielsen Audio Today 2026)
Participação no Tempo de Áudio (Edison Research 2025)
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Projeção Digital
No quarto trimestre de 2025, o tempo médio de consumo de áudio nos EUA foi de 3h54 por dia, dos quais 63% foram de conteúdo com publicidade (áudio suportado por anúncios).
No quarto trimestre de 2025, o tempo médio de consumo de áudio nos EUA foi de 3h54 por dia, dos
quais 63% foram de conteúdo com publicidade (áudio suportado por anúncios). Dentro desse
segmento, o rádio respondeu por 61% do consumo, os podcasts por 21% e os serviços de streaming
por 15% (Nielsen / The Record Q4 2025 e Edison Research Q4 2025). Entre homens e mulheres, a
distribuição do tempo de áudio para AM/FM é praticamente idêntica: 65% do tempo de áudio
suportado por anúncios das mulheres e 64% do tempo dos homens são dedicados ao rádio ([Radio
Ink / Edison Research Q3 2025](https://radioink.com/2025/12/09/yet-again-am-fm-radio-leads-us-sustentado
por publicidade-audio/)).
Os dados de Marketron 2025 e Statista 2023 revelam os principais setores investidores em rádio nos
Estados Unidos, com projeções de crescimento consistentes para o rádio OTA (over-the-air):
Setor
Investimento Total
Projeção OTA
Projeção Digital
Finanças e seguros
US$ 2 bilhões
−3,3%
+2,2%
Varejo
US$ 1,5 bilhão
+3,5%
+3,2%
Saúde
US$ 824 milhões
+0,8%
+3,5%
Restaurantes
US$ 635 milhões
+5,8%
+11,7%
Supermercados
US$ 351 milhões
+5,7%
+7,8%
Varejo, restaurantes e supermercados, setores com forte dependência de impacto local e frequência
de mensagem, projetam crescimento positivo para o rádio OTA, evidenciando o papel estratégico do
meio em campanhas de ativação regional e promoção de tráfego para pontos de venda (Marketron
2025).
A pesquisa AGERT/IRP 2024 constitui o estudo de audiência de rádio mais abrangente já realizado no
estado. O rádio alcança 88% da população gaúcha em 30 dias, equivalendo a aproximadamente 7,86
milhões de pessoas, conforme apontam a AGERT / IRP 2024 e o tudoradio.com.
Indicador
Resultado
Alcance em 30 dias
88% da população gaúcha (aproximadamente 7,86 milhões de pessoas)
Ouvintes/minuto (dias úteis)
1,3 milhão
Ouvintes/minuto (07h–18h)
2 milhões
Tempo de escuta (seg–sex)
5h30/dia
Alcance Grande Porto Alegre (Inside Audio 2025)
84% / 3h49 de escuta diária
A Grande Porto Alegre registra o 2º maior alcance de rádio no Brasil (84%), com tempo médio de
escuta diária de 3h49, índice superior ao de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, segundo o Inside
Audio 2025 / Kantar IBOPE Media.
Investimento Publicitário por Setor nos EUA
Rio Grande do Sul
Audiência e Tempo de Consumo
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Perfil Etário dos Ouvintes Gaúchos
Esse dado é especialmente relevante para setores como saúde, serviços financeiros e varejo de maior ticket médio, historicamente associados a esse estrato demográfico (AGERT/IRP 2024).
Faixa Etária
Participação (%)
12–24 anos
12%
25–34 anos
18%
35–44 anos
19%
45–59 anos
25%
60+ anos
26%
O perfil etário gaúcho é ligeiramente mais maduro que a média nacional, com 51% dos ouvintes
concentrados acima dos 45 anos. Esse dado é especialmente relevante para setores como saúde,
serviços financeiros e varejo de maior ticket médio, historicamente associados a esse estrato
demográfico (AGERT/IRP 2024).
Local de Escuta
% dos Ouvintes
Casa
75%
Carro
44%
Trabalho
31%
Celular
28%
Apps ou site da emissora
8%
A escuta domiciliar predomina (75%), mas o carro (44%) e o trabalho (31%) ampliam o contato do
ouvinte com o veículo em contextos de alta receptividade à mensagem publicitária. O nível de
confiança é notável: 64,3% dos gaúchos consideram o rádio o meio mais confiável, 69% classificam
os locutores como influenciadores, 68% acreditam nas recomendações feitas por locutores e 70%
julgam as propagandas no rádio mais confiáveis que na internet (AGERT/IRP 2024 e tudoradio.com).
A Pesquisa ACAERT/IRP 2024 documenta um mercado de rádio de grande vitalidade: 8 em cada 10
catarinenses ouvem rádio, com alcance de 76% em janela de 14 dias e 1,2 milhão de ouvintes por
minuto no prime time, com picos de quase 2 milhões nos períodos matutinos (ACAERT).
Faixa Etária
Alcance (%)
15–24 anos
73%
25–34 anos
75%
35–44 anos
79%
45–59 anos
85%
60+ anos
74%
Perfil Etário dos Ouvintes Gaúchos
Locais de Escuta e Confiança no Veículo
Santa Catarina
Alcance por Faixa Etária (30 dias)
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penetração de rádio do país, posição que não encontra equivalente em nenhuma outra região:
A faixa 45–59 anos registra o maior alcance estadual (85%), seguida de 35–44 anos (79%).
A faixa 45–59 anos registra o maior alcance estadual (85%), seguida de 35–44 anos (79%). A faixa
jovem de 15–24 anos apresenta alcance de 73%, indicando que o rádio captura a Geração Z
catarinense em proporção significativa. Do total de ouvintes, 14% são da Gen Z (15–24 anos), 66% têm
entre 25 e 59 anos e 19% têm 60 anos ou mais (ACAERT/IRP 2024).
O rádio catarinense se destaca por alcançar com força os estratos de maior renda e escolaridade,
refutando a percepção equivocada de que o meio é exclusivamente popular:
Segmento
Alcance (%)
Renda acima de 5 SM
79%
Renda de 2–5 SM
84%
Renda até 2 SM
73%
Escolaridade superior (completo/incompleto)
82%
Ensino médio completo
75%
Ensino fundamental/analfabetos
78%
O segmento de renda entre 2 e 5 salários mínimos registra o maior alcance (84%), enquanto o grupo
com ensino superior completo ou incompleto apresenta alcance de 82%, ambos superiores à média
estadual geral (ACAERT/IRP 2024).
Na Grande Florianópolis, o Inside Audio 2025 da Kantar IBOPE Media registrou alcance de 82% e
tempo médio diário de 3h36, confirmando a capital catarinense entre os mercados de rádio mais
expressivos do Sul do país (Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media).
A Região Sul concentra três dos mercados de rádio de maior alcance do Brasil. Os dados do Inside
Audio 2025 / Kantar IBOPE Media posicionam as três capitais sulistas entre as sete praças com maior
penetração de rádio do país, posição que não encontra equivalente em nenhuma outra região:
Capital
Alcance (%)
Tempo Médio Diário
Grande Porto Alegre
84%
3h49
Grande Florianópolis
82%
3h36
Grande Curitiba
80%
3h29
Para o Paraná, os dados disponíveis se restringem ao mercado da Grande Curitiba, monitorado pela
Kantar IBOPE. Não há, até o momento, pesquisa estadual equivalente às realizadas pela AGERT (RS)
ou pela ACAERT (SC). A audiência de FM em Curitiba cresceu 2,3% no primeiro trimestre de 2025
com a nova metodologia da Kantar, conforme tudoradio.com.
Alcance por Renda e Escolaridade
Florianópolis: dados Inside Audio 2025
Região Sul: PR, SC e RS combinados
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O ouvinte de rádio em São Paulo
A Região Sul registrou, em 2025, a maior taxa de crescimento regional do país em investimento publicitário de rádio: +R$ 30,3 milhões (+20,5%), segundo os dados do Cenp-Meios 2025 compilados por AMIRT e tudoradio.com.
A Região Sul registrou, em 2025, a maior taxa de crescimento regional do país em investimento
publicitário de rádio: +R$ 30,3 milhões (+20,5%), segundo os dados do Cenp-Meios 2025 compilados por
AMIRT e tudoradio.com. No conjunto de todas as mídias, a região investiu R$ 442,3 milhões no primeiro
semestre de 2025 (+10,9% sobre o primeiro semestre de 2024), segundo levantamento do Sindijorers.
Indicador
Valor
Variação
Crescimento de rádio na Região Sul (2025)
+R$ 30,3 milhões
+20,5%
Crescimento de rádio no Sudeste (2025)
+R$ 15,8 milhões
+3%
Crescimento de rádio nacional (2025)
+R$ 17,9 milhões
+18,3%
Investimento total das mídias (Sul, 1S 2025)
R$ 442,3 milhões
+10,9%
A AESP, Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo, encomendou ao
GerpCati Opinião Pública um estudo quantitativo de opinião pública com origem na necessidade de
conhecer a intenção de voto dos paulistas a candidatos, ampliando o escopo para o comportamento
de consumo de mídia da população. O levantamento foi conduzido por entrevistas telefônicas via
sistema CATI, entre 16 e 20 de março de 2026, com 1.000 entrevistados representando a população
com 16 anos ou mais votante no Estado de São Paulo, com dados ponderados por sexo, faixa etária,
renda familiar e regiões. A margem de erro é de +/- 3,16 p.p. com intervalo de confiança de 95,5%
(AESP / GerpCati, mar/2026).
Frequência de escuta de rádio no Estado de São Paulo:
Frequência
%
Todos os dias
34%
Algumas vezes por semana
17%
Raramente
26%
Nunca
20%
Não sabe/não respondeu
3%
Fonte: AESP / GerpCati Opinião Pública, mar/2026
Base: 1.000 entrevistas
Confiança: 95,5%
O dado revela que 51% dos paulistas ouvem rádio com regularidade (todos os dias ou algumas vezes
por semana), sustentando um alcance expressivo mesmo no estado com maior oferta de meios
alternativos do país.
Local onde os paulistas ouvem rádio (base filtro: ouvintes regulares, 803 entrevistas):
Local de escuta
%
No carro
69%
Investimento Publicitário Regional
O ouvinte de rádio em São Paulo
Pesquisa AESP / GerpCati: consumo de rádio no Estado de São Paulo (2026)
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Credibilidade: O grande diferencial do rádio
O carro lidera com folga (69%), o que reforça a importância da frota veicular no potencial de alcance do rádio e confirma os dados do Extended Radio do Ibope sobre contextos de escuta.
Local de escuta
%
Em casa
25%
No trabalho
11%
Pelo celular ou internet
10%
Outro lugar
3%
Fonte: AESP / GerpCati Opinião Pública,
mar/2026
Base filtro: 803 entrevistas (ouvintes
regulares)
Nota: a soma pode diferir de 100% por
arredondamento.
O carro lidera com folga (69%), o que reforça a importância da frota veicular no potencial de alcance
do rádio e confirma os dados do Extended Radio do Ibope sobre contextos de escuta. O celular ou
internet aparece com 10%, consolidando o dispositivo móvel como ponto de acesso em crescimento.
Fake news e credibilidade do rádio:
A mesma pesquisa da AESP/GerpCati mapeou a percepção dos paulistas sobre o meio que mais
espalha notícias falsas:
Meio
%
Internet (portais, redes sociais e aplicativos)
75%
Televisão
18%
Jornais e revistas impressos
2%
Rádio
1%
Não sabe/não respondeu
4%
Fonte: AESP / GerpCati Opinião Pública, mar/2026
Base: 1.000 entrevistas
Confiança: 95,5%
O rádio é apontado por apenas 1% dos entrevistados como o meio que mais espalha notícias falsas, o
menor índice entre todos os meios listados. O dado confirma, com dados primários do Estado de São
Paulo, o diferencial de credibilidade do rádio em relação às plataformas digitais, que concentram
75% da percepção negativa dos entrevistados.
Em um cenário marcado pela desinformação e pela crise de confiança nas mídias digitais, o rádio
desponta como o meio de comunicação mais confiável do Brasil. A pesquisa "Credibilidade das
Mídias", conduzida pela Ponto Map e V-Tracker com 2.051 entrevistas em todas as regiões do país
(margem de erro de 2,2 p.p., 95% de confiança, amostra baseada no Censo 2022 do IBGE), revelou os
seguintes índices:
Meio de Comunicação
Credibilidade (%)
Frequência de Acesso (%)
Rádio
81% (1º lugar)
47%
TV fechada
75%
52%
TV aberta
69%
65%
Mídia impressa
68%
41%
Aplicativos de mensagens
51%
73%
Credibilidade: O grande diferencial do rádio
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Intensidade de uso de mídia: ouvir rádio:
Essa disparidade representa uma vantagem competitiva singular para anunciantes que buscam associar suas marcas a veículos confiáveis.
Meio de Comunicação
Credibilidade (%)
Frequência de Acesso (%)
Redes sociais
41%
74%
Fonte: Pesquisa Ponto Map + V-Tracker, 2025
A inversão entre credibilidade e frequência de acesso é particularmente reveladora: enquanto as
redes sociais são acessadas por 74% da população, somente 41% confiam no que encontram nelas. O
rádio, acessado por 47%, goza da confiança de 81%. Essa disparidade representa uma vantagem
competitiva singular para anunciantes que buscam associar suas marcas a veículos confiáveis.
Os principais fatores que sustentam a confiança no rádio são: uso de fontes confiáveis (51%),
apresentação clara de dados (35%) e qualidade do conteúdo (32%)
O estudo "Rio em Foco", realizado pela Midiacom Rio de Janeiro em parceria com a Quaest (pesquisa
qualitativa, entrevistas individuais online com agentes do setor de comunicação e mídia do estado do
Rio de Janeiro, coleta entre 11 de agosto e 19 de setembro de 2025), traz dados sobre o comportamento
de consumo de mídia e a percepção do impacto econômico do setor pelos cariocas e fluminenses
(Midiacom RJ / Quaest, 2025).
Intensidade de uso de mídia: ouvir rádio:
O estudo mapeou a intensidade de uso de diferentes canais de mídia, classificando os respondentes
em usuários frequentes (ao menos uma vez por semana), moderados e eventuais. O rádio aparece
como o terceiro meio de maior consumo frequente entre todos os canais avaliados:
Estudo Rio em Foco: mídia, credibilidade e impacto econômico no Rio de Janeiro
(Midiacom RJ / Quaest, 2025)
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Escutar podcasts
O rádio ocupa a terceira posição em frequência de uso, superando TV fechada, streaming de vídeo e podcasts.
Canal de mídia
Uso frequente (%)
Assistir TV aberta
72%
Ouvir música em aplicativos
67%
Ouvir rádio
60%
Assistir vídeos gravados no YouTube
50%
Assistir TV fechada
47%
Assistir aplicativos de streaming
45%
Ler jornais ou revistas online
41%
Assistir programas ao vivo no YouTube
39%
Escutar podcasts
26%
Fonte: Midiacom RJ / Quaest, 2025
Estudo qualitativo, agentes do setor de comunicação e mídia do estado do RJ.
O rádio ocupa a terceira posição em frequência de uso, superando TV fechada, streaming de vídeo e
podcasts. O estudo conclui que "a mídia tradicional (TV aberta e rádio) ainda é consumida com alta
frequência pelos moradores do estado, dado seu caráter democrático, devido à gratuidade".
Percepção do impacto econômico do setor de mídia:
Os cariocas e fluminenses reconhecem o papel do setor de mídia como indutor econômico do estado,
com destaque para o turismo:
Afirmação
Concordância (%)
O setor de mídia do RJ aumenta o turismo no estado
77%
O setor de mídia do RJ movimenta outros setores econômicos
62%
Se o setor de mídia saísse do RJ, a economia seria impactada negativamente
61%
A indústria de mídia do RJ impacta positivamente a arrecadação de impostos
60%
O setor de mídia do RJ contribui para a geração de empregos
59%
O setor de mídia do RJ contribui para o desenvolvimento econômico
58%
Fonte: Midiacom RJ / Quaest, 2025
A análise de regressão do estudo aponta que 80,9% da percepção de impacto do setor de mídia está
ligada ao fator econômico, com 18,4% ao fator social e simbólico e 0,7% ao cultural. O setor se
mostra essencial não pelo seu valor intrínseco isolado, mas por potencializar o desenvolvimento e a
visibilidade de outros segmentos da economia.
(Pesquisa Ponto Map + V-Tracker, 2025). O rádio é descrito como 100% brasileiro, local, auditado por
terceiros, com legislação protetiva e gratuito, atributos que nenhuma plataforma digital global pode
reivindicar com a mesma legitimidade.
Em Santa Catarina, pesquisa específica da ACAERT apontou que 64% dos ouvintes confiam nos
comerciais que ouvem e 59,6% consideram o rádio uma fonte confiável de informação (ACAERT / IRP
2024). Em Minas Gerais, pesquisa da AMIRT com Kantar IBOPE mapeou que 71% dos ouvintes
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O locutor como influenciador: credibilidade e confiança
confiam na divulgação de produtos por locutores, uma taxa de endorsement praticamente inigualável entre meios de comunicação (AMIRT/Kantar IBOPE Media, pesquisa regional MG).
confiam na divulgação de produtos por locutores, uma taxa de endorsement praticamente
inigualável entre meios de comunicação (AMIRT/Kantar IBOPE Media, pesquisa regional MG).
Na dimensão internacional, o Eurobarometer confirma que o rádio é o meio de comunicação mais
confiável da Europa pelo 12º ano consecutivo: 56% dos europeus confiam no rádio, contra 49% para
TV, 49% para imprensa escrita, 35% para internet e 20% para redes sociais. Em 26 dos 37 países
europeus pesquisados, o rádio ocupa a primeira posição em confiança (Radiocentre / Eurobarometer).
No Reino Unido, o dado é ainda mais expressivo: 69% confiam no rádio para notícias factuais e
verdadeiras, superando a TV (60%) e as redes sociais (27%), posicionando o rádio como a fonte
noticiosa mais confiável do país (Radiocentre Breaking News 2024). Estudos internacionais indicam altos
níveis de confiança no rádio em situações urgentes: nos Estados Unidos, 91% dos motoristas confiam
no rádio local para notícias urgentes, segundo pesquisa da Audacy (tudoradio.com, 2025).
O apresentador de rádio é o influenciador original do ecossistema de mídia. Décadas antes de o
termo "influenciador" ser cunhado pelo marketing digital, locutores e apresentadores de rádio já
exerciam influência direta sobre decisões de consumo, formação de opinião e comportamento de
comunidades inteiras. A diferença fundamental entre o influenciador digital e o apresentador de
rádio reside na natureza do vínculo: enquanto o primeiro opera por meio de algoritmos de
recomendação e métricas de engajamento efêmero, o segundo constrói relações de confiança
interpessoal ao longo de anos, frequentemente décadas, de presença diária na rotina do ouvinte. Essa
conexão autêntica com a comunidade é uma vantagem competitiva estrutural que nenhum algoritmo
pode replicar.
As pesquisas mais recentes, tanto brasileiras quanto internacionais, quantificam essa vantagem com
precisão. Os dados revelam que a confiança depositada no apresentador de rádio se transfere de
forma orgânica para as marcas, produtos e serviços por ele recomendados, um fenômeno que a
literatura internacional denomina Trust Halo e que confere ao rádio uma posição singular no
ecossistema publicitário.
A pesquisa realizada pela ACAERT em parceria com o Instituto de Rádio Pesquisa (IRP) em Santa
Catarina em 2024 trouxe um dado revelador: 65% dos ouvintes consideram o locutor de rádio um
influenciador. Na mesma pesquisa, 64% dos ouvintes declararam confiar nos comerciais que ouvem
no rádio e 59,6% consideram o rádio uma fonte confiável de informação (ACAERT / IRP Rádio SC 2024).
Esses percentuais indicam que, para a maioria dos ouvintes, o locutor é muito mais que um veículo
de transmissão: é uma figura de autoridade pessoal cujas recomendações são acolhidas com
confiança genuína.
No interior de Minas Gerais, pesquisa da AMIRT com Kantar IBOPE Media mapeou o que se pode
chamar de cadeia de confiança do rádio: 73% dos ouvintes confiam no que ouvem no rádio; 71%
confiam na divulgação de produtos e serviços feita por locutores; 66% confiam nas propagandas
veiculadas; e 59% confiam que o conteúdo do rádio não é fake news (AMIRT/Kantar IBOPE Media,
pesquisa interior MG). Essa progressão é metodologicamente significativa porque demonstra que a
O locutor como influenciador: credibilidade e confiança
O influenciador original
Dados do Brasil: A força do locutor como influenciador
Página 18
excludentes no universo do rádio.
Etapa da Cadeia de Confiança % de Confiança Fonte Confiam no que ouvem no rádio 73% AMIRT/Kantar IBOPE (pesquisa regional MG) Confiam na divulgação por locutores 71% AMIRT/Kantar IBOPE (pesquisa regional MG) Confiam nas...
confiança se mantém em patamares elevados ao longo de toda a cadeia, do conteúdo editorial à
publicidade, com erosão mínima entre cada etapa.
Etapa da Cadeia de Confiança
% de Confiança
Fonte
Confiam no que ouvem no rádio
73%
AMIRT/Kantar IBOPE (pesquisa regional MG)
Confiam na divulgação por locutores
71%
AMIRT/Kantar IBOPE (pesquisa regional MG)
Confiam nas propagandas veiculadas
66%
AMIRT/Kantar IBOPE (pesquisa regional MG)
Confiam que não é fake news
59%
AMIRT/Kantar IBOPE (pesquisa regional MG)
Ainda segundo a AMIRT, 72% dos ouvintes utilizam o rádio como referência contra fake news, e 74%
acreditam que os melhores eventos são produzidos pelo rádio (contra 28% para TV e 13% para
jornal). As palavras que os ouvintes mineiros mais associam ao rádio são igualmente reveladoras:
38% o definem como confiável, 34% como divertido, 34% como tradicional, 29% como companheiro e
21% como moderno (AMIRT/Kantar IBOPE Media, pesquisa interior MG). A coexistência de "confiável"
e "moderno" no imaginário do ouvinte refuta a noção de que tradição e inovação seriam atributos
excludentes no universo do rádio.
Outro dado estratégico revelado pela pesquisa é o de que 82% confiam no conteúdo veiculado pelo
rádio. Em termos de rejuvenescimento de audiência, 42% dos ouvintes de 12 a 19 anos declararam
ter começado a ouvir rádio nos últimos três anos, sinalizando uma renovação geracional do público
(AMIRT/Kantar IBOPE Media, pesquisa interior MG).
O estudo Inside Audio 2025 acrescenta uma dimensão qualitativa à relação locutor-ouvinte: 19% dos
ouvintes citam a "sensação de proximidade ou conversa direta com o locutor" como uma das
características mais marcantes da publicidade no rádio (Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media). Esse
dado evidencia que o efeito publicitário do rádio opera em um registro interpessoal, como uma
recomendação de alguém próximo, que é qualitativamente distinto do impacto impessoal dos
formatos programáticos digitais.
Os dados brasileiros encontram paralelo direto na pesquisa internacional. A iHeartMedia, em
parceria com a Publicis Media Exchange (PMX) e a consultoria Magid, publicou o estudo "Audio Trust
Halo", uma das investigações mais abrangentes já realizadas sobre a relação entre confiança no
apresentador e eficácia publicitária em áudio. Como sintetizou Mike Bloxham, EVP da Magid: "Radio
personalities are the original influencers", os apresentadores de rádio são os influenciadores originais (
iHeartMedia).
Os resultados do estudo são eloquentes: 55% dos ouvintes de rádio e podcast prestam mais atenção
nos comerciais do que em outros meios; 53% consideram as propagandas mais relevantes; e 51%
confiam mais nos anunciantes quando o anúncio é veiculado no rádio ou em podcasts. O estudo
também revelou o impacto emocional do meio: quando os participantes foram privados de rádio por
três dias, reportaram sentir-se "solitários" (lonely), "desconectados" (disconnected) e "sobrecarregados"
(overwhelmed), termos que revelam o papel do rádio como companhia e âncora emocional na vida
cotidiana.
O mecanismo central identificado pelo estudo, o Trust Halo, demonstra que a confiança construída
pelo ouvinte com o apresentador se estende naturalmente para a publicidade e as recomendações de
produtos. Em todas as 9 categorias de consumo pesquisadas, ouvintes de anúncios em áudio
Dados internacionais: O trust halo e a confiança global
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ROI e eficácia publicitária: A lacuna entre percepção e realidade
apresentaram probabilidade de compra superior à de ouvintes de streaming sem anúncios, evidência de que o contexto de confiança do rádio potencializa a intenção de compra de forma transversal a diferentes setores (iHeartMedia).
apresentaram probabilidade de compra superior à de ouvintes de streaming sem anúncios,
evidência de que o contexto de confiança do rádio potencializa a intenção de compra de forma
transversal a diferentes setores (iHeartMedia).
Na Europa, o Eurobarometer confirma que o rádio é o meio mais confiável pelo 12º ano consecutivo:
56% dos europeus confiam no rádio, contra 49% para TV, 49% para imprensa, 35% para internet e
20% para redes sociais. No Reino Unido, a confiança atinge 61%. Em 26 dos 37 países europeus
pesquisados, o rádio ocupa a primeira posição em confiança entre todos os meios de comunicação
(Radiocentre / Eurobarometer). O estudo "Breaking News" do Radiocentre UK (2024) detalha que 69% dos
britânicos confiam no rádio para notícias factuais e verdadeiras, contra 60% para TV e 27% para
redes sociais, posicionando o rádio como a fonte noticiosa mais confiável do Reino Unido (Radiocentre
Breaking News 2024).
A consultoria Ebiquity, em parceria com o Radiocentre, publicou o estudo "Re-evaluating Media",
que posicionou o rádio como o 2º meio mais valioso para marketing em períodos de recessão
(superado somente pela TV) e como o 1º em "targeting the right people in the right place at the right
time", a capacidade de alcançar a pessoa certa, no lugar certo e no momento certo. O estudo revelou
uma lacuna significativa entre a percepção dos profissionais de marketing e a evidência empírica: os
profissionais ranqueiam o rádio muito abaixo do que os dados de eficácia justificam (Radiocentre).
País
Dado de Confiança
Fonte
Brasil (SC, ACAERT)
65% consideram locutor influenciador
ACAERT / IRP 2024
Brasil (MG, AMIRT)
71% confiam na divulgação por locutores
AMIRT/Kantar IBOPE (pesquisa
regional MG)
EUA (iHeartMedia)
55% mais atenção em anúncios; 51% mais confiança nos
anunciantes
iHeartMedia / Audio Trust Halo
Europa (Eurobarometer)
56% confiam no rádio — 1º lugar pelo 12º ano consecutivo
Radiocentre / Eurobarometer
Reino Unido
(Radiocentre)
69% confiam no rádio para notícias factuais
Radiocentre Breaking News 2024
Austrália (CRA)
11% do investimento em rádio duplica a eficácia da
campanha
CRA, 2025
Os dados convergem para uma conclusão transversal: o rádio é a plataforma de influência mais
autêntica e confiável do ecossistema de mídia. A confiança no locutor funciona como um
multiplicador de eficácia publicitária, um ativo intangível que se traduz em taxas superiores de
atenção, recall, intenção de compra e conversão.
Esta é, possivelmente, a seção mais importante deste relatório para decisores de investimento
publicitário. Existe um paradoxo bem documentado: o rádio é um dos meios com maior retorno
sobre investimento no mundo, mas ainda recebe uma parcela de investimento publicitário muito
abaixo do seu alcance real.
Tabela comparativa: confiança no rádio e no locutor por país
ROI e eficácia publicitária: A lacuna entre percepção e realidade
Página 20
O ranking global de ROI
A base de dados Nielsen Global Compass, que agrega aproximadamente 25.000 ROIs de campanhas reais, em 100 categorias e 50 países, posiciona o rádio como o 2º meio de maior ROI global: Posição Meio ROI por US$ 1 investido 1º...
A base de dados Nielsen Global Compass, que agrega aproximadamente 25.000 ROIs de campanhas
reais, em 100 categorias e 50 países, posiciona o rádio como o 2º meio de maior ROI global:
Posição
Meio
ROI por US$ 1 investido
1º
Social Media
US$ 2,22
2º
Rádio
US$ 2,00
3º
Display/Banner
US$ 1,52
4º
Search (Busca)
US$ 1,16
5º
Connected TV (CTV)
US$ 1,15
Fonte: Radio Matters / Nielsen Global Compass, 2025
A Nielsen Global Annual Marketing Survey mostra que 46% dos profissionais de marketing
consideram o ROI do rádio inferior ao de outros meios: search lidera a percepção de eficácia, com
65% de aprovação entre os entrevistados. A realidade medida conta uma história diferente. O banco
de dados Nielsen Global Compass, que consolida cerca de 25.000 ROIs de campanhas em 100 categorias
e 50 países, posiciona o rádio como o 2º maior ROI entre todos os meios, com US$ 2,00 retornados por
dólar investido, superado somente por social media (US$ 2,22) e superando display (US$ 1,52), search
(US$ 1,16) e TV conectada (US$ 1,15) (Radio Matters / Nielsen, 2025). Essa lacuna entre percepção e
resultado configura uma oportunidade concreta de subinvestimento: marcas que revisam seus
orçamentos em favor do rádio capturam retornos que a concorrência ignora.
Dados do Nielsen Audio Today 2026 reforçam a dominância do rádio no ecossistema de áudio: 61%
de todo o tempo de áudio com publicidade nos EUA é consumido em rádio AM/FM, confirmando o
O ranking global de ROI
O paradoxo da percepção
Página 21
ROI por mercado
Entre adultos de 18 a 34 anos, 77% de todo o áudio com publicidade vai para rádio + podcasts, e a combinação alcança 94,4% desse público, números que desmentem a percepção de que o rádio seria irrelevante para audiências jovens.
rádio como a plataforma âncora do mercado de áudio publicitário. Entre adultos de 18 a 34 anos, 77%
de todo o áudio com publicidade vai para rádio + podcasts, e a combinação alcança 94,4% desse
público, números que desmentem a percepção de que o rádio seria irrelevante para audiências
jovens. A penetração entre públicos diversos é igualmente robusta: rádio + podcasts alcançam 93%
dos adultos negros 18+ e 94% dos adultos hispânicos 18+ (Nielsen Audio Today 2026).
Estados Unidos: O ROAS (retorno sobre o investimento publicitário) médio do rádio nos EUA é de US$
10,59 para cada dólar investido, segundo Nielsen Buyer Insights (Marketron / Nielsen, 2025). Em
categorias específicas, os resultados são ainda mais impressionantes: supermercados (US$ 23 por
dólar), peças automotivas (US$ 21) e varejo de massa (US$ 16,37). Quando 20% do orçamento digital é
realocado para rádio, o alcance no público 25-54 cresce 26% (de 74,5M para 93,6M pessoas), e o CPM
cai de US$ 17 para US$ 12 (Nielsen Media Impact / Radio Ink, 2025).
Reino Unido: O estudo High Gain Audio (WPP Media + Radiocentre, análise de £ 148 milhões em
mídia em 141 marcas) demonstrou que o áudio broadcast entrega ROI de curto prazo de £ 2,30 por
libra (32% acima da média de todos os meios) e ROI de longo prazo de £ 5,00 por libra (21% acima da
média). O broadcast radio pode sustentar 90% mais investimento antes de atingir limites marginais
de ROI (Radio Ink / WPP + Radiocentre, 2025).
Canadá: O rádio entrega ROI de CA$ 2,35 por dólar no curto prazo e supera em 1,3x o ROI médio geral
de mídia. Quando adicionado ao mix de campanha, melhora o ROI total em 2% (Nielsen Canada / Radio
Connects).
Austrália: Dados da Commercial Radio Australia (CRA) indicam que alocar 11% do orçamento
publicitário em rádio pode dobrar a eficácia geral da campanha (CRA, 2025). Na prática: se uma
empresa investe R$ 1.000 em mídia, direcionar R$ 110 para o rádio pode dobrar os resultados da
campanha inteira, sem aumentar o orçamento total. O rádio age como multiplicador dos
investimentos em outros meios.
No Brasil, os dados de comportamento pós-publicidade são altamente positivos:
43% dos ouvintes já compraram ou pesquisaram produto/serviço após ouvir anúncio em áudio
(Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media)
56% prestam atenção nos anúncios de rádio (Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media)
56% gostam do formato das propagandas em rádio (Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media)
Em Santa Catarina, 40% da população lembra de ter ouvido comerciais no rádio nos últimos 30
dias (ACAERT / IRP 2024)
Os fatores que tornam a publicidade memorável no rádio incluem: humor e leveza (47%),
criatividade na narrativa (28%), novidades e promoções (28%), relevância pessoal (25%) e sensação
de proximidade com o locutor (19%) (Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media).
Um dado adicional da RAB reforça a vantagem do áudio: a atenção dedicada ao áudio é 128% mais
forte do que a televisão, segundo o estudo Dentsu Attention Economy. Segundo a RAB (2025), o rádio
AM/FM apresenta custo por resultado significativamente inferior ao da TV em determinados cenários
ROI por mercado
Eficácia no Brasil
Página 22
anteriores para calcular o ROI real obtido.
de campanha, com estudos indicando até 8 vezes maior eficiência de custo em formatos comparáveis (RAB, 2025).
de campanha, com estudos indicando até 8 vezes maior eficiência de custo em formatos comparáveis
(RAB, 2025).
O que é ROI de mídia
ROI de mídia significa: para cada R$ 1,00 investido em determinado meio de comunicação, quanto de
retorno em vendas esse investimento gera. Um ROI de R$ 7,00 significa que cada real investido gerou
R$ 7,00 de receita adicional para o anunciante.
O que as pesquisas mostram sobre o rádio
O estudo Nielsen Buyer Insights, um dos mais respeitados do mundo em mensuração de eficácia
publicitária, analisou campanhas reais nos Estados Unidos e encontrou que o rádio gera, em média,
US$ 10,59 de retorno em vendas para cada dólar investido (resultado em dólar, referente ao mercado
norte-americano), o segundo maior ROI entre todos os meios de comunicação medidos (Marketron /
Nielsen, 2025).
A consultoria Ebiquity, em seu estudo "Re-evaluating Media", analisou dados de mais de 2.000
campanhas publicitárias e concluiu que o rádio entrega resultados significativamente superiores ao
que os anunciantes esperam antes de investir, revelando uma lacuna entre percepção e realidade que
favorece quem decide anunciar antes que a concorrência perceba o valor real do meio.
Como funciona uma compra de mídia no rádio na prática
Um anunciante que queira anunciar em uma emissora de rádio regional passa, em geral, pelo
seguinte processo:
1. Definição do objetivo: Aumentar vendas no fim de semana? Lançar um produto? Fixar uma
promoção? O objetivo define o formato (spot, live read, patrocínio de programa) e a duração da
campanha.
2. Escolha da emissora e horário: O departamento comercial da emissora apresenta o mapa de
audiência por horário (com dados do Extended Radio do Ibope), e o anunciante escolhe o horário
com melhor perfil para seu público. Uma padaria que quer atrair clientes de manhã, por
exemplo, concentra spots entre 6h e 9h, exatamente o horário de pico do FM.
3. Produção do spot: Um comercial de 30 segundos em rádio custa em média R$ 500 a R$ 2.000 para
produção, uma fração do custo de produção de TV ou vídeo digital. O locutor da emissora pode
gravar o anúncio com sua própria voz, transferindo automaticamente a credibilidade que tem
com os ouvintes para a marca anunciante.
4. Veiculação: O anunciante contrata um pacote de inserções, por exemplo, 3 spots por dia durante
30 dias. Em uma emissora com 50.000 ouvintes no horário escolhido, isso resulta em
aproximadamente 4,5 milhões de oportunidades de contato ao longo do mês (50.000 ouvintes × 3
inserções × 30 dias).
5. Resultado mensurável: O retorno aparece no volume de ligações, no aumento de fluxo de
clientes, no tráfego ao site ou nas vendas do período, e pode ser comparado com campanhas
anteriores para calcular o ROI real obtido.
ROI na prática: o que a pesquisa diz e como funciona uma compra de mídia
Página 23
O chip FM no celular: rádio gratuito na palma da mão
Por que o rádio converte: O rádio combina custo de produção baixo, alcance local denso e exposição repetida em um formato que o ouvinte não pula.
Por que o rádio converte: O rádio combina custo de produção baixo, alcance local denso e
exposição repetida em um formato que o ouvinte não pula. Mas a vantagem mais valiosa é o
locutor: não é alguém que lê uma mensagem. É uma pessoa presente na rotina diária do
ouvinte, muitas vezes por anos ou décadas. Essa presença diária constrói um vínculo de
confiança autêntica que supera qualquer influenciador digital sem vínculo real com a
comunidade. O locutor recomenda um produto como um amigo de confiança recomendaria, e
o ouvinte responde a isso. Os dados confirmam: 65% dos ouvintes catarinenses consideram o
locutor um influenciador (ACAERT/IRP 2024), 71% dos ouvintes no interior de Minas Gerais
confiam nas recomendações de produtos feitas por locutores (AMIRT/Kantar IBOPE), e o
efeito de confiança se estende para as marcas anunciadas em todas as 9 categorias de
consumo pesquisadas internacionalmente (iHeartMedia / Audio Trust Halo). Nenhuma plataforma
algorítmica replica esse ativo.
O rádio sempre teve como vocação ser um meio livre, democrático e de acesso irrestrito, garantindo
a todos os ouvintes, sem depender de pacotes de dados ou assinaturas, o acesso gratuito à
informação, ao entretenimento e aos serviços de utilidade pública. Desde o aparelho tradicional até o
celular, o rádio evoluiu com o avanço tecnológico e, atualmente, está disponível na palma da mão por
meio do chip FM, presente em muitos modelos comercializados no Brasil.
O chip FM permite o acesso às emissoras de rádio sem que o ouvinte precise utilizar o pacote de
dados da operadora de telefonia, tornando o rádio acessível mesmo em regiões com cobertura de
internet limitada ou para usuários de planos pré-pagos.
Em maio de 2021, o Ministério das Comunicações (MCom) publicou a Portaria nº 2.523/2021, que
dispõe sobre a recepção do serviço de rádio FM nos equipamentos de telefonia móvel e incumbiu a
Anatel de adotar medidas para que os celulares tecnicamente aptos a receber sinais de rádio FM
saíssem de fábrica com o chip FM ativado (Ministério das Comunicações / Portaria MCom nº 2.523/2021).
Em dezembro de 2021, a Anatel publicou o Ato nº 10.003/2021, regulamentando a ativação obrigatória
do chip FM nos aparelhos celulares comercializados no Brasil. A partir dessa regulamentação, todo
celular com hardware capaz de receber sinais de rádio FM deve ter essa funcionalidade habilitada
como condição para a homologação do aparelho (Anatel / Ato nº 10.003/2021).
Em 2024, a Anatel publicou o Despacho Decisório nº 5.657/2024, impondo medidas rigorosas para
plataformas de comércio eletrônico: exige que os celulares comercializados no Brasil apresentem o
código de homologação adequado, determina a retirada de anúncios de produtos sem homologação e
prevê multas entre R$ 200 mil/dia e R$ 1 milhão/dia em caso de descumprimento (Anatel / Despacho
Decisório nº 5.657/2024).
A Anatel mantém uma lista atualizada de modelos homologados com recepção de rádio FM
habilitada, incluindo fabricantes como Samsung, Motorola, Xiaomi, Positivo, Asus, Infinix, ZTE, Itel,
Tecno Mobile e Oppo, entre outros (Anatel / Celulares com Recepção de Rádio FM).
A ABERT tem sido uma das principais defensoras dessa agenda, atuando junto ao governo federal e
ao Congresso Nacional para garantir a efetividade da obrigatoriedade do chip FM como requisito de
O chip FM no celular: rádio gratuito na palma da mão
Regulamentação no Brasil
Página 24
Brasil: rádio no carro
homologação, assegurando que os consumidores brasileiros tenham acesso gratuito ao serviço de radiodifusão FM independentemente do plano de dados contratado.
homologação, assegurando que os consumidores brasileiros tenham acesso gratuito ao serviço de
radiodifusão FM independentemente do plano de dados contratado.
O automóvel é o ambiente natural do rádio, e os dados globais confirmam que essa relação se
fortalece ano após ano. Em um cenário de crescente concorrência digital, o rádio mantém posição de
liderança no ambiente veicular.
No Brasil, 27% dos ouvintes consomem rádio no carro ou moto, enquanto 58% ouvem durante
atividades cotidianas em casa e 12% no trabalho presencial (Inside Audio 2023 / Kantar IBOPE Media).
Com mais de 48 milhões de veículos em circulação ativa no país e entrada mensal de 427 mil veículos
novos (Anfavea, janeiro 2026), o carro representa um dos maiores ambientes de escuta de rádio do
Brasil. Em perspectiva internacional, dados da Audacy indicam que nos Estados Unidos 91% dos
motoristas confiam no rádio local para notícias urgentes, reforçando o papel estratégico do meio no
ambiente automotivo (tudoradio.com, 2025).
O rádio híbrido representa a evolução natural do meio no ambiente automotivo: sistemas que
integram broadcast FM/AM com recepção via dados (DAB+, internet), permitindo acesso ao mesmo
conteúdo pelo dial ou pelo streaming sem interrupção. Nos veículos conectados, o rádio pode
transmitir metadados, imagem, informações de trânsito e programação visual no painel automotivo,
ampliando o valor da experiência sem abrir mão do alcance universal do broadcast. À medida que o
parque automotivo brasileiro se renova com veículos mais conectados, o rádio se beneficia
diretamente dessa transição.
Nos EUA, 83% do áudio com anúncios consumido no carro é rádio AM/FM, e essa proporção sobe
para 80%+ quando considerada toda a escuta in-car com publicidade (Westwood One / Edison Q4 2025;
Nielsen Audio Today 2026). A escuta fora de casa representa 65% do uso semanal do rádio, sendo que
68% dessa escuta fora de casa ocorre no carro, chegando a 73% nos horários de pico (drive time)
(Nielsen Audio Today 2026).
Dado revelador: 53% de toda a escuta de rádio over-the-air nos EUA acontece dentro de veículos,
índice que cresceu 25% na última década, quando em 2015 era de 42% (Westwood One / Edison Q4 2025).
Rádio e mobilidade: alcance, hábito e oportunidade no ambiente automotivo
Brasil: rádio no carro
Estados Unidos: A dominância no carro
Página 25
O cenário in-car nos outros mercados
Austrália: 84% dos australianos maiores de 18 anos que viajaram de carro no último mês ouviram rádio, com 10,2 milhões de ouvintes in-car na rádio comercial (CRA / Infinite Dial Australia 2025; CRA GfK Survey 7, 2025).
Austrália: 84% dos australianos maiores de 18 anos que viajaram de carro no último mês ouviram
rádio, com 10,2 milhões de ouvintes in-car na rádio comercial (CRA / Infinite Dial Australia 2025; CRA GfK
Survey 7, 2025).
Canadá: O AM/FM detém 75% do share de áudio in-car com anúncios entre adultos, e em veículos
com Apple CarPlay ou Android Auto, o share sobe para 88-93% (Radio Connects / ROTM Fall 2023).
Alemanha: 45% dos adultos ouvem áudio online no carro (quase 32 milhões de pessoas), com o rádio
mantendo liderança entre os formatos, cada vez mais via web (VAUNET / Online Audio Monitor 2025).
O Extended Radio do Ibope é a mensuração oficial da Kantar IBOPE Media que une, em um único
painel, os ouvintes da emissora no dial FM/AM e os ouvintes pelo ambiente digital (aplicativo, site,
streaming e plataformas de áudio online). Em termos práticos: enquanto o painel tradicional conta
quem liga o rádio em casa ou no carro, o Extended Radio do Ibope soma também quem ouve a
mesma emissora pelo celular ou pelo computador, revelando o alcance real do veículo em todos os
ambientes. O resultado hora a hora, capturado para uma emissora de referência da Grande São Paulo
em fevereiro de 2026, revela padrões de consumo fundamentais para a estratégia comercial (Extended
Radio do Ibope, fev/2026):
O cenário in-car nos outros mercados
Audiência hora a hora: dial vs. digital (São Paulo, fev/2026)
Página 26
Rádio 3.0: digital e multiplataforma
Horário Ouvintes DIAL (FM) Ouvintes DIGITAL Ratio 05:00 15.732 22.263 Digital com maior presença na madrugada 06:00 47.697 31.727 FM assume a liderança 07:00 66.770 38.070 FM cresce no rush matinal 08:00 100.515 40.319 FM supera...
Horário
Ouvintes DIAL (FM)
Ouvintes DIGITAL
Ratio
05:00
15.732
22.263
Digital com maior presença na madrugada
06:00
47.697
31.727
FM assume a liderança
07:00
66.770
38.070
FM cresce no rush matinal
08:00
100.515
40.319
FM supera 100k
09:00
146.738
39.004
FM em plena aceleração
10:00
168.822
36.775
Pico do FM
12:00
116.837
35.626
Queda no almoço
14:00
140.373
31.318
Retomada à tarde
17:00
111.760
17.475
Início da queda
19:00
87.258
12.045
Noite
23:00
43.973
6.763
Madrugada
Leitura estratégica:
O pico do FM ocorre às 10h (168.822 ouvintes), com o horário nobre se estendendo das 8h às 15h:
o prime time do rádio coincide com o horário comercial, o momento de maior receptividade do
ouvinte
O FM supera o digital em aproximadamente 3,9 vezes ao longo do dia: para cada ouvinte que
acessa a emissora pelo streaming ou app, quase 4 ouvem pelo dial FM. O broadcast AM/FM é o
canal principal; o digital funciona como extensão complementar, ampliando o alcance sem
substituir a audiência tradicional
A audiência digital é mais estável ao longo do dia (entre 30-40 mil ouvintes contínuos), sugerindo
uso como fundo sonoro durante o trabalho, um contexto de alta frequência de exposição à
mensagem publicitária
A transformação digital do rádio brasileiro avança em ritmo superior à média global. O rádio 3.0,
com o áudio como matriz central distribuído pelo dial e pelo digital, é mensurado no Brasil pela
Kantar IBOPE Media por meio do Extended Radio do Ibope, que capta a audiência combinada de dial
terrestre e streaming digital. A Kantar IBOPE Media monitora 56 das maiores emissoras do Brasil no
formato Extended Radio do Ibope, que mede a audiência combinada de dial terrestre e streaming
digital.
Os dados do Extended Radio do Ibope, que monitora o incremento de alcance que o digital
(streaming, apps) adiciona ao FM para as 10 principais emissoras, revelam uma tendência
consistente de crescimento do digital como canal complementar ao rádio broadcast (Extended Radio
do Ibope, 2026):
Rádio 3.0: digital e multiplataforma
Extended Radio do Ibope no Brasil
Incremento digital: série histórica (jul/2024 a fev/2026)
Página 27
Incremento digital
Período Incremento digital Tempo médio no digital Jul/2024 55% 1h21min Ago/2024 69% 1h19min Set/2024 67% 1h16min Out/2024 74% 1h14min Nov/2024 71% 1h17min Dez/2024 65% 1h18min Jan/2025 69% 1h20min Fev/2025 65% 1h19min Mar/2025...
Período
Incremento digital
Tempo médio no digital
Jul/2024
55%
1h21min
Ago/2024
69%
1h19min
Set/2024
67%
1h16min
Out/2024
74%
1h14min
Nov/2024
71%
1h17min
Dez/2024
65%
1h18min
Jan/2025
69%
1h20min
Fev/2025
65%
1h19min
Mar/2025
67%
1h17min
Abr/2025
67%
1h19min
Mai/2025
77%
1h19min
Jun/2025
61%
1h20min
Jul/2025
66%
1h22min
Ago/2025
75%
1h20min
Set/2025
75%
1h19min
Out/2025
75%
1h17min
Nov/2025
73%
1h15min
Dez/2025
83%
1h16min
Jan/2026
79%
1h15min
Fev/2026
73%
1h14min
Média geral
aproximadamente 70%
aproximadamente 1h17min
Leitura estratégica: O incremento digital cresceu de uma média de 67% no segundo semestre de 2024
para 73% no início de 2026, com pico histórico de 83% em dezembro de 2025. Isso significa que, para
cada 10 ouvintes que as grandes emissoras alcançam no dial FM, outras 7 a 8 pessoas são adicionadas
pelos canais digitais, ampliando o alcance sem canibalizar a audiência tradicional. O digital e o FM
são complementares, não concorrentes.
Os dados do Extended Radio do Ibope evidenciam que o digital já representa uma parcela expressiva
do alcance das principais emissoras brasileiras, com percentuais que variam de 34% a mais de 68%
de incremento digital sobre a audiência no dial, dependendo da emissora e do período analisado
(tudoradio.com, 2025).
Plataforma
% dos Ouvintes de Rádio
Dial AM/FM tradicional
70%
YouTube
33%
Plataformas de consumo
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globais de rádio híbrido são:
Plataforma % dos Ouvintes de Rádio Serviços de streaming de áudio 16% Aplicativos das próprias emissoras 13% Redes sociais das emissoras 12% Fonte: Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media O ecossistema de áudio é complementar, não...
Plataforma
% dos Ouvintes de Rádio
Serviços de streaming de áudio
16%
Aplicativos das próprias emissoras
13%
Redes sociais das emissoras
12%
Fonte: Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media
O ecossistema de áudio é complementar, não substitutivo. No Brasil, 50% dos ouvintes de rádio
também consomem podcasts, e 60% escutam streaming de música (Portal dos Jornalistas, 2025). Nos
EUA, enquanto digital audio puro (Spotify + Pandora + podcasts) alcança 33% da população, a
combinação rádio + digital salta para 74% ([Westwood One / Edison Q3 2025](https://www.westwoodone.
com/blog/2025/12/08/q3-2025-edison-share-of-ear-am-fm-radio-dominates-sustentado por publicidade-audio-
while-podcast-audiences-age-as-older-audiences-surge/)). Podcast + rádio combinados alcançam
94,4% dos adultos 18-34 nos EUA (Radio Ink / Nielsen, 2025).
DAB+ na Europa: No Reino Unido, 50 milhões de adultos (86%) sintonizam o rádio
semanalmente, com média de 20,3 horas por semana. Desse total, 75% de toda a escuta já é
digital (DAB + online), 64% dos proprietários de smart speakers os utilizam para ouvir rádio e
38% dos britânicos ouvem podcasts ao menos uma vez por mês (RadioToday / RAJAR Q4 2025)
Smart speakers: Na Austrália, estão presentes em 4 em cada 10 domicílios (Infinite Dial Australia
2025). No UK, 18,5% de todas as horas de escuta de rádio são via smart speakers (RadioToday /
RAJAR Q4 2025)
Rádio híbrido: tecnologia que combina transmissão broadcast tradicional (FM/AM/DAB) com
streaming via internet (IP), permitindo ao ouvinte alternar entre os dois modos de forma
transparente, sem perda de sinal. É a principal aposta do setor para garantir a presença do rádio
nos carros conectados e nos dispositivos digitais de nova geração. As principais plataformas
globais de rádio híbrido são:
DTS AutoStage (Xperi): plataforma de rádio híbrido desenvolvida pela Xperi, integrada a 16
milhões de veículos de 13 marcas automotivas em 146 países, conforme dados de maio de
2026 (Radio World, maio 2026). Suporta mais de 60.000 emissoras e 170.000 transmissões.
Apenas na América do Norte, 6 milhões de veículos já utilizam simultaneamente o DTS
AutoStage e o HD Radio. Em janeiro de 2026, a Mercedes-Benz adotou o conjunto completo
Xperi (HD Radio + DTS AutoStage Audio + DTS:X), marcando um avanço da tecnologia no
segmento premium (Xperi / investor.xperi.com, jan 2026). O Broadcaster Portal é gratuito para
emissoras e fornece dados de alcance por estação, atividade por horário, mapas de calor
geográficos, conteúdos mais ouvidos e analytics para monetização publicitária. Pesquisa
interna da Xperi aponta que 88% dos motoristas consomem áudio enquanto dirigem, e o
carro é visto como um "terceiro espaço" especialmente por usuários da Geração Z e
proprietários de veículos de luxo;
HD Radio: tecnologia proprietária da Xperi para transmissão digital em faixa AM e FM, com
mais de 110 milhões de veículos nos EUA e próxima de atingir 60% dos carros novos
embarcados anualmente na América do Norte (Xperi / investor.xperi.com);
Podcasts como complemento
Tendências globais de digitalização
Página 29
O peso digital do setor de rádio
Radioplayer: plataforma criada pelos próprios radiodifusores, presente em 23 países, reúne mais de 10.000 emissoras e já está integrada a 15 marcas automotivas, com presença em mais de 4 milhões de carros conectados globalmente.
Radioplayer: plataforma criada pelos próprios radiodifusores, presente em 23 países, reúne
mais de 10.000 emissoras e já está integrada a 15 marcas automotivas, com presença em mais
de 4 milhões de carros conectados globalmente. Conta com parcerias com montadoras como
Audi, BMW, Renault e XPENG, combinando broadcast com streaming IP para ampliar a
presença do rádio nos painéis dos veículos conectados (Radioplayer);
RadioDNS: padrão técnico aberto e gratuito para rádio híbrido, já implementado em 26
países (Europa, América do Norte, Rússia e Austrália), presente em veículos das marcas
Audi, VW, Porsche e BMW. Desenvolvido pela European Broadcasting Union (EBU), NPR, BBC
e outros, o RadioDNS conecta o sinal broadcast à internet para adicionar imagens,
metadados, interatividade, analytics e troca automática entre sinal broadcast e streaming
(service following), mantendo a escuta quando o sinal terrestre enfraquece. O uso é gratuito
para radiodifusores, fabricantes, ouvintes e provedores de tecnologia. A cobertura já é
expressiva em mercados como Austrália, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Itália, Noruega,
Espanha e Suécia, vários deles com mais de 80% a 90% de adesão entre os radiodifusores
participantes (RadioDNS)
A transformação digital do rádio brasileiro transcende o streaming e a medição por Extended Radio
do Ibope. As emissoras construíram, ao longo da última década, uma presença massiva nas redes
sociais que as posiciona como verdadeiras plataformas de conteúdo multiplataforma. O Inside Audio
2025 da Kantar IBOPE Media mostra que 33% dos ouvintes de rádio no Brasil consomem conteúdo de
emissoras via YouTube, plataforma que se consolidou como a principal vitrine digital do setor, com
os principais canais de emissoras brasileiras figurando entre os maiores do país em suas categorias
(Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media). Complementarmente, 33% consomem via streaming de áudio,
16% via aplicativos das emissoras e 12–13% via redes sociais (Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media).
Essa realidade transforma a equação de valor do rádio para o anunciante: uma campanha veiculada
em uma emissora de rádio pode, simultaneamente, alcançar ouvintes no dial FM, espectadores no
YouTube, seguidores no Instagram e TikTok, e assinantes de podcasts, tudo sob a mesma marca
editorial, com a credibilidade e a proximidade que distinguem o rádio de plataformas
exclusivamente digitais.
Os perfis de emissoras de rádio no Instagram somam 128 milhões de seguidores no Brasil,
consolidando o setor como uma das maiores presenças institucionais da plataforma no país.
Para compreender a dimensão desse número, é necessário situá-lo no contexto do Instagram
brasileiro em 2025. Segundo o relatório Digital 2025: Brazil, produzido pela DataReportal em parceria com We
Are Social e Meltwater:
Indicador
Dado
Total de usuários ativos no Brasil
146,1 milhões a 150 milhões
Penetração na população brasileira
66% a 69%
Presença digital do rádio brasileiro e rádio 3.0
O ecossistema digital do rádio
O peso digital do setor de rádio
Página 30
anunciantes e agências:
O contraste é estrategicamente revelador: o rádio alcança 79% da população nas regiões metropolitanas monitoradas (Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media), superando os 66%–69% de penetração do Instagram.
Indicador
Dado
Usuários que acessam a plataforma ao menos uma vez ao dia
93%
Usuários que utilizam o Instagram para decidir compras
70%
Perfil de gênero
58,4% mulheres / 41,6% homens
Concentração etária
Jovens adultos
Fonte: DataReportal / Digital 2025: Brazil
We Are Social e Meltwater, 2025.
O contraste é estrategicamente revelador: o rádio alcança 79% da população nas regiões
metropolitanas monitoradas (Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media), superando os 66%–69% de
penetração do Instagram. O meio de maior alcance do Brasil também acumula 128 milhões de
seguidores institucionais dentro da rede social, um volume equivalente a quase 90% do total de
usuários brasileiros da plataforma.
Além do Instagram, as emissoras brasileiras construíram audiências expressivas em YouTube,
TikTok, Facebook e demais plataformas, elevando o total de seguidores do setor para centenas de
milhões quando somadas todas as redes sociais. Para referência, a base total de usuários de redes
sociais no Brasil em 2025 era de: WhatsApp (169M), YouTube (144M), Instagram (146M–150M),
Facebook (111,3M), TikTok (98,6M) e X (22,1M) (DataReportal / Digital 2025: Brazil). O setor de rádio,
reunindo as presenças digitais de suas emissoras, compete em volume de audiência com as maiores
plataformas do país, com audiência construída sobre credibilidade editorial e relacionamento local
(Portal Making Of, 2025).
Os dados de presença digital do rádio brasileiro permitem conclusões de alto valor estratégico para
anunciantes e agências:
Os perfis de emissoras de rádio no Instagram somam 128 milhões de seguidores, e o setor
acumula centenas de milhões nas demais redes sociais, uma audiência digital de grande
expressão, construída sobre credibilidade editorial e relacionamento local (DataReportal / Digital
2025: Brazil).
YouTube é a principal vitrine digital do rádio: 33% dos ouvintes consomem conteúdo de
emissoras pelo YouTube (Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media), com os principais canais de
emissoras brasileiras entre os maiores do país em suas categorias.
O setor gera bilhões de visualizações por trimestre nas plataformas digitais, com emissoras de
diferentes portes e regiões construindo audiências digitais massivas a partir de uma base de
ouvintes fiéis (Portal Making Of, 2025).
O rádio vai muito além das "ondas": é podcast, YouTube, Instagram, TikTok, streaming, portal e
caixas inteligentes. O rádio 3.0 é um hub de conteúdo de áudio multiplataforma que oferece ao
anunciante um ecossistema integrado de alcance, frequência e engajamento, com o áudio como
matriz central e o digital como extensão complementar.
Síntese estratégica digital
Página 31
Cenário competitivo: rádio vs. plataformas digitais
Os dados de todos os principais mercados convergem para uma conclusão: o rádio é uma plataforma de alcance massivo e alta eficácia, com vantagens competitivas estruturais sobre as plataformas digitais.
Os dados de todos os principais mercados convergem para uma conclusão: o rádio é uma plataforma
de alcance massivo e alta eficácia, com vantagens competitivas estruturais sobre as plataformas
digitais. O que emerge dos números é uma relação de complementaridade, não de substituição, entre
rádio e plataformas digitais.
Nos EUA, anunciantes percebem que o Spotify e Pandora detêm 41% do mercado de áudio, mas a
realidade mostra que o rádio AM/FM é 11 vezes maior que o Spotify com anúncios e 13 vezes maior
que o Pandora ([Edison "Share of Ear" Q3 2025 / Westwood One](https://www.westwoodone.com/blog/202
5/12/08/q3-2025-edison-share-of-ear-am-fm-radio-dominates-sustentado por publicidade-audio-while-
podcast-audiences-age-as-older-audiences-surge/)). Na Austrália, o rádio comercial atinge 4 vezes
mais pessoas do que o Spotify com anúncios (Infinite Dial Australia 2025).
A Kantar IBOPE Media em seu relatório Media Trends & Predictions 2025 afirma: "O alcance do rádio
é alto e é uma fonte altamente confiável de conteúdo selecionado, com o potencial de combinar
ofertas lineares e de streaming" (Kantar IBOPE Media / Media Trends 2025).
A abordagem vencedora não é "rádio OU digital", mas "rádio E digital": rádio como base de alcance e
credibilidade, potencializado por extensões digitais (streaming, podcasts, redes sociais, mídia
programática).
O ecossistema de rádio brasileiro é um dos mais ricos e diversificados do mundo. As emissoras não
formam um bloco homogêneo: cada uma opera dentro de um formato específico, voltado a um perfil
definido de ouvinte. Essa segmentação é um dos maiores ativos comerciais do rádio, pois permite ao
anunciante atingir públicos muito específicos com alta precisão.
Os dados a seguir foram compilados pelo agregador de rádios tudoradio.com a partir dos registros de
emissoras cadastradas nas plataformas de monitoramento do setor. É importante notar que
emissoras com formato híbrido podem aparecer em mais de uma categoria.
Formato
Nº de emissoras
Perfil do ouvinte
Popular: hits e ecléticas
2.089
Público amplo, todas as idades, predominância popular
Popular: jornalismo
630
Adultos 35+, interesse em informação e política
Popular: música regional
669
Ouvintes com identidade cultural regional forte
Popular: sertanejo
498
Público do agronegócio e cidades do interior
Adulto contemporâneo
476
Adultos 30-55, classe média, consumidores ativos
Religiosas: gospel e evangélicas
536
Comunidade evangélica, todas as idades
Futebol ao vivo e esportes
620
Homens 18-45, alto engajamento com marcas esportivas
Cenário competitivo: rádio vs. plataformas digitais
A lacuna de investimento
A estratégia de complementaridade
Formatos e perfis das emissoras brasileiras
Distribuição por formato e perfil
Página 32
Panorama territorial
Formato Nº de emissoras Perfil do ouvinte Religiosas: católicas 156 Comunidade católica, perfil familiar Jovem: Top 40 e Pop CHR 244 Jovens 15-34, alta atividade nas redes sociais Jornalismo 278 Formadores de opinião, executivos,...
Formato
Nº de emissoras
Perfil do ouvinte
Religiosas: católicas
156
Comunidade católica, perfil familiar
Jovem: Top 40 e Pop CHR
244
Jovens 15-34, alta atividade nas redes sociais
Jornalismo
278
Formadores de opinião, executivos, classe AB
Popular: sertanejo
498
Interior, agronegócio, forte fidelidade
Jovem adulto
36
Transição 25-35, consumidores de tecnologia
Adulto/rock
31
Adultos 30-50, alto poder aquisitivo
Jovem adulto alternativo/rock
16
Nicho premium, urbano, classe AB
Jovem: dance e eletrônica
5
Nicho jovem, festas e eventos
Religiosas: espíritas
14
Comunidade espírita, perfil reflexivo
Total geral: mais de 6.800 emissoras cadastradas em formatos comerciais, religiosos e temáticos (com
sobreposição em formatos híbridos)
A escolha do formato da emissora é uma decisão estratégica de segmentação. Um anunciante de
insumos agrícolas encontra seu público-alvo nas rádios de música regional e sertanejo. Uma escola
de idiomas atinge mais precisamente seus prospects nas rádios de adulto contemporâneo, jornalismo
e jovem adulto. Uma rede de supermercados busca o maior alcance possível e por isso prioriza as
populares/ecléticas com 2.089 emissoras.
A diversidade de formatos também explica por que o rádio aparece entre os anunciantes de todos os
setores da economia: não existe público que o rádio não alcance. A tabela acima representa uma
cobertura virtualmente completa do espectro demográfico brasileiro, do jovem urbano ao
trabalhador rural, do evangélico ao formador de opinião da classe AB.
A combinação de formatos com a presença em mais de 5.500 municípios (dos 5.570 do Brasil)
posiciona o rádio como o meio de comunicação com maior capilaridade territorial do país. Nenhuma
outra plataforma, seja TV aberta, internet ou outdoor, iguala essa combinação de formatos
especializados, presença local e custo de veiculação acessível.
O Brasil é um país de dimensões continentais e extrema heterogeneidade demográfica. Segundo o
Censo Demográfico 2022 do IBGE, o território nacional abriga 5.570 municípios e 203,1 milhões de
habitantes (IBGE / Governo Federal, 2023). A distribuição populacional, no entanto, é profundamente
desigual: 70,6% dos municípios (3.935 cidades) têm até 20.000 habitantes, mas concentram 16,5% da
população (33,5 milhões de pessoas) (Poder360 / Censo 2022). No extremo oposto, 319 municípios (5,7%
do total) possuem mais de 100 mil habitantes e concentram 57% da população, aproximadamente
115,8 milhões de pessoas (IBGE / Censo 2022).
Por que o formato importa para o anunciante
Capilaridade: emissoras em municípios de todos os portes
O rádio nos municípios brasileiros: cobertura por faixa populacional
Panorama territorial
Página 33
qualquer emissora de rádio.
A tabela a seguir detalha a distribuição dos municípios brasileiros por faixa populacional, evidenciando a concentração demográfica que define o mapa de cobertura do rádio: Faixa Populacional Nº de Municípios % do Total Pop.
A tabela a seguir detalha a distribuição dos municípios brasileiros por faixa populacional,
evidenciando a concentração demográfica que define o mapa de cobertura do rádio:
Faixa Populacional
Nº de Municípios
% do Total
Pop. Estimada
% da Pop. Brasil
Até 5.000 hab.
aproximadamente 1.288
23,1%
aproximadamente 3,8 milhões
aproximadamente 1,9%
5.001 a 10.000 hab.
aproximadamente 1.207
21,7%
aproximadamente 8,9 milhões
aproximadamente 4,4%
10.001 a 20.000 hab.
aproximadamente 1.440
25,8%
aproximadamente 20,8 milhões
aproximadamente 10,2%
20.001 a 50.000 hab.
aproximadamente 896
16,1%
aproximadamente 26,0 milhões
aproximadamente 12,8%
50.001 a 100.000 hab.
aproximadamente 350
6,3%
aproximadamente 24,0 milhões
aproximadamente 11,8%
100.001 a 500.000 hab.
aproximadamente 304
5,5%
aproximadamente 60,8 milhões
aproximadamente 30,0%
500.001 a 1.000.000 hab.
aproximadamente 50
0,9%
aproximadamente 33,0 milhões
aproximadamente 16,3%
Acima de 1.000.000 hab.
15
0,27%
aproximadamente 43,0 milhões
aproximadamente 21,2%
TOTAL
5.570
100%
203,1 milhões
100%
Fonte: IBGE / Censo 2022
Poder360 / Censo 2022
A estrutura de radiodifusão sonora do Brasil é a maior da América Latina. O Painel de Radiodifusão
da Anatel, atualizado em junho de 2025, consolida o panorama do setor com dados de outorgas ativas
e municípios cobertos (Anatel, Painel de Radiodifusão / PowerBI, 2025):
Tipo de serviço
Outorgas
Municípios com outorga
FM (Frequência Modulada)
4.728
2.175
Rádio comunitária (RADCOM)
5.398
4.261
AM (Amplitude Modulada)
646
513
RTR (Retransmissoras de Rádio)
789
229
OT (Onda Tropical)
58
47
OC (Onda Curta)
50
14
Total rádio (todos os tipos)
11.669
4.552
Fonte: Anatel, Painel de Radiodifusão / PowerBI, 2025
Em termos de cobertura populacional, as emissoras FM — com 4.774 estações ativas (4.726 principais
e 48 complementares) — beneficiam uma população estimada de 163 milhões de pessoas. O
percentual de municípios com pelo menos uma outorga FM é de 39,04%, enquanto 60,96% dos
municípios brasileiros ainda não contam com emissora FM outorgada. Do total de outorgas FM,
78,05% estão licenciadas (regulares). Os 4.552 municípios com ao menos algum serviço de rádio
representam mais de 89% dos 5.570 municípios brasileiros, com 1.019 municípios ainda sem
qualquer emissora de rádio.
O setor vive um momento de expansão e modernização simultâneas. No processo de migração AM-
FM, 1.185 emissoras já realizaram a transição para a faixa FM até dezembro de 2023, com adesão de
96% das emissoras AM Classe C elegíveis (Ministério das Comunicações, janeiro 2024).
Universo de emissoras de rádio (Anatel 2025)
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Classificação e cobertura por classe de emissora FM
A regulação brasileira classifica as emissoras FM em 11 faixas de potência e cobertura, conforme o Ato nº 8.104/2022 da Anatel.
A regulação brasileira classifica as emissoras FM em 11 faixas de potência e cobertura, conforme o
Ato nº 8.104/2022 da Anatel. A tabela a seguir sintetiza a classificação completa das emissoras FM, das
menores estações de 300W às grandes emissoras educativas de 100 kW:
Classe
Potência Máx. (ERP)
Raio Máx. de
Cobertura
Destinação Principal
C
300 W
7 km
Comercial, cidade muito
pequena
B2
1 kW
12 km
Comercial, cidade pequena
B1
3 kW
16 km
Comercial, cidade pequena-
média
A4
5 kW
24 km
Comercial, cidade média
A3
15 kW
31 km
Comercial, cidade média-grande
A2
30 kW
36 km
Comercial, cidade grande
A1
50 kW
40 km
Comercial, metrópole/capital
E3
60 kW
54 km
Educativa, cidade grande
E2
75 kW
66 km
Educativa, capital/metrópole
E1
100 kW
78 km
Educativa, grande metrópole
Fonte: Anatel, Ato nº
8.104/2022
Scribd, Tabela de Potências e
Coberturas
A amplitude dessa classificação revela a versatilidade do sistema brasileiro de radiodifusão: desde
pequenas estações Classe C de 300W, capazes de cobrir municípios interioranos, até emissoras Classe
E1, com 100 kW de potência e raio de cobertura de até 78 km, suficiente para abranger toda uma
região metropolitana como São Paulo ou Rio de Janeiro.
Classificação e cobertura por classe de emissora FM
Página 35
Onde o brasileiro ouve rádio
A presença capilar do rádio nos municípios brasileiros é uma de suas maiores vantagens estruturais.
A presença capilar do rádio nos municípios brasileiros é uma de suas maiores vantagens estruturais.
O sistema de radiodifusão sonora alcança municípios de todas as faixas populacionais, desde as
grandes metrópoles até pequenas cidades do interior, com oferta de emissoras FM e AM comerciais
que nenhum outro meio de comunicação replica com a mesma amplitude territorial.
Em municipios com até 5.000 habitantes, a média é de 2,5 a 3,7 emissoras por município, segundo
levantamento a partir dos dados de licenciamento da Anatel (Anatel, dez/2024). Para o anunciante
regional, isso representa presença garantida de veículos de rádio mesmo nos mercados mais
interiorizados do país, sem equivalente em nenhum outro meio de comunicação.
Além da cobertura territorial por emissoras, a força do rádio no Brasil pode ser dimensionada a
partir de dois grandes universos físicos: os domicílios onde vivem os brasileiros e a frota de veículos
que percorre as ruas e estradas do país. O cruzamento desses dados com os indicadores de audiência
produz um retrato quantificado do potencial de exposição ao rádio que nenhuma outra mídia, digital
ou tradicional, consegue igualar em termos de atenção simultânea e indivisa.
Os dados do Kantar IBOPE Media (EasyMedia4, 13 praças, jan–mar/2026, total de emissoras, ambos os
sexos, todos os dias) mapeiam os ambientes de escuta do rádio no Brasil, revelando uma distribuição
que reforça a importância tanto do lar quanto do veículo como pontos de contato com a audiência:
Local de Escuta
% dos
Ouvintes
Em casa (atividades
cotidianas)
58%
No carro ou moto
particular
27%
No trabalho
presencial
12%
Teletrabalho
7%
No trajeto (transporte
público)
5%
Rua / ar livre
4%
Táxi / aplicativos de
transporte
4%
Outros locais
4%
Fonte: Kantar IBOPE
Media
EasyMedia4
13
praças
jan/2026 a
mar/2026
Total
emissoras
Ambos os
sexos
Todos os dias
(Kantar IBOPE
Media)
O rádio nos municípios: capilaridade que nenhum outro meio alcança
O potencial de alcance do rádio: domicílios e veículos no Brasil
Onde o brasileiro ouve rádio
Página 36
convencional. O paradoxo se explica pelo consumo multiplataforma: o rádio hoje é acessado pelo
A soma supera 100% porque a escuta ocorre de forma combinada: a mesma pessoa pode ouvir em casa e no carro ao longo do dia.
A soma supera 100% porque a escuta ocorre de forma combinada: a mesma pessoa pode ouvir em
casa e no carro ao longo do dia. A predominância do lar (58%) e do veículo (27%) reforça a relevância
desses dois ambientes, nos quais o rádio ocupa contextos de atenção não disputada por telas. Como
os percentuais não são mutuamente exclusivos, não é metodologicamente correto somá-los para
inferir um contingente único de ouvintes (Inside Audio 2023 / Kantar IBOPE Media).
A comparação entre o Inside Audio 2021 e 2023 revela uma tendência significativa: a escuta no carro
cresceu de 24% para 27%, enquanto a escuta em casa recuou de 71% para 58%, reflexo do retorno à
mobilidade pós-pandemia e da consolidação do veículo como segundo principal ponto de contato
com a audiência de rádio (SERT/SC / Inside Audio 2021; Inside Audio 2023 / Kantar IBOPE Media).
O Censo Demográfico 2022 do IBGE registrou 90,7 milhões de domicílios no Brasil, dos quais 72,4
milhões estavam ocupados, com uma média de 2,79 moradores por domicílio, queda de 15% em
relação a 2010, quando a média era de 3,31 (IBGE Agência de Notícias; G1 / IBGE Censo 2022). Já a PNAD
Contínua 2024 estima o universo em aproximadamente 80 milhões de domicílios particulares
permanentes (IstoÉ Dinheiro / PNAD 2024; Agência Brasil).
Um indicador que merece contextualização é a presença de aparelhos receptores nos domicílios:
segundo a PNAD 2024, 48,5% dos domicílios (cerca de 38,8 milhões) possuíam aparelho de rádio
convencional (IBGE / Agência de Notícias; Coletiva.net). Esse número, porém, reflete uma das múltiplas
vias de acesso ao rádio, não a audiência real do meio.
A realidade é que o rádio é ouvido por 79% da população nas 13 regiões metropolitanas monitoradas
(Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media), um patamar muito superior aos 48,5% que possuem aparelho
convencional. O paradoxo se explica pelo consumo multiplataforma: o rádio hoje é acessado pelo
celular (29% dos ouvintes, segundo o Extended Radio do Ibope, jan–mar/2026), pelo YouTube (33%
dos ouvintes), por serviços de streaming de áudio (16%), por aplicativos das próprias emissoras
(13%) e pelas redes sociais (12%) (Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media). O aparelho de rádio
O Brasil em números, domicílios, moradores e audiência nas casas
Página 37
Rádio (aparelho convencional)
convencional tornou-se um entre vários canais de acesso, a audiência migrou do receptor, não do conteúdo.
convencional tornou-se um entre vários canais de acesso, a audiência migrou do receptor, não do
conteúdo. Menos aparelhos de rádio nos lares, mesma ou maior audiência: essa é a síntese do rádio
3.0.
O celular no ecossistema do rádio 3.0: Os dados do Extended Radio do Ibope para as 13 regiões
metropolitanas monitoradas (jan–mar/2026, total de emissoras, todos os dias, ambos os sexos)
revelam com precisão como os brasileiros acessam o rádio por dispositivo. O aparelho de rádio
convencional ainda responde pela maior fatia de acesso, mas o celular já ocupa posição central no
ecossistema digital. A tabela a seguir apresenta os equipamentos utilizados para ouvir rádio, com os
valores repercentualizados, ou seja, calculados sobre o total de ouvintes de rádio, excluindo os que
não ouvem (Extended Radio do Ibope, jan–mar/2026):
Equipamento
Alcance
Rádio (aparelho convencional)
76%
Celular
29%
Computador
3%
Outros equipamentos
4%
Fonte: Extended Radio do Ibope, jan–mar/2026 / Kantar IBOPE Media 13 RM, total de emissoras, ambos os
sexos, todos os dias.
O celular é, portanto, o segundo dispositivo de acesso ao rádio no Brasil, utilizado por 29% dos
ouvintes, o que equivale a aproximadamente 46 milhões de pessoas considerando os 160 milhões de
ouvintes mensais estimados. O Inside Audio 2025 da Kantar IBOPE Media confirma que o celular se
consolidou como o principal gateway digital do ouvinte para o ecossistema do rádio 3.0, sendo o
ponto de entrada privilegiado para streaming, aplicativos e plataformas das emissoras (Inside Audio
2025 / Kantar IBOPE Media).
Para sustentar esse alto volume de consumo de áudio digital, o Brasil conta com uma infraestrutura
móvel expressiva. Dados consolidados de fevereiro de 2026 mostram que o país possui 271,2 milhões
de linhas de celular ativas, englobando todas as categorias (Anatel, fev/2026). Quando se excluem as
conexões de Internet das Coisas (IoT), como máquinas de cartão e rastreadores, o mercado
contabiliza mais de 217,1 milhões de linhas humanas ativas, o que garante uma média superior a um
aparelho celular por habitante. De acordo com a PNAD Contínua 2024 do IBGE, 87,4% dos domicílios
brasileiros possuem telefone celular (IBGE / PNAD 2024).
Essa forte adoção do celular como o "novo rádio portátil" é diretamente impulsionada pela mudança
no perfil de consumo de dados dos brasileiros. Em 2026, o mercado móvel consolidou sua inversão
estrutural: as linhas de modalidade pós-paga (incluindo os planos controle) atingiram 177,6 milhões
de chips ativos, superando com folga os 93,2 milhões de celulares que ainda operam no sistema pré-
pago (Anatel, fev/2026). Essa predominância do pós-pago é fundamental para o setor, pois oferece aos
usuários as franquias de internet necessárias para consumir rádio em trânsito sem a preocupação de
esgotar seus pacotes de dados.
O Inside Audio 2025 da Kantar IBOPE Media confirma que o celular se tornou o principal gateway do
ouvinte para o ecossistema digital do rádio 3.0, superando o aparelho convencional como ponto de
entrada para streaming, aplicativos e plataformas das emissoras (Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media).
Em termos absolutos, considerando que 79% dos 203,1 milhões de brasileiros ouvem rádio nas
regiões metropolitanas monitoradas, estima-se que mais de 160 milhões de pessoas tenham contato
Página 38
potencial de presença do rádio no ambiente doméstico
com o rádio mensalmente, grande parte delas via dispositivos móveis (Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media).
com o rádio mensalmente, grande parte delas via dispositivos móveis (Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE
Media).
Os dados do Extended Radio do Ibope revelam também os contextos do dia em que o rádio é
consumido: onde o brasileiro está quando ouve rádio. Os valores repercentualizados confirmam a
predominância do lar e do veículo como os dois principais ambientes de escuta:
Contexto de consumo
Alcance
Em casa, atividades cotidianas
58%
No carro/moto particular
27%
No trabalho presencial
10%
Em casa, trabalhando em home office
7%
No carro/moto tipo táxi ou app
6%
No transporte público
5%
Na rua/ao ar livre, se deslocando
4%
Outros contextos
3%
Fonte: Extended Radio do Ibope, jan–mar/2026 / Kantar IBOPE Media 13 RM, total de emissoras, ambos os
sexos, todos os dias.
A soma dos percentuais repercentualizados ultrapassa 100% porque a escuta ocorre de forma
combinada ao longo do dia: a mesma pessoa pode ouvir rádio em casa de manhã e no carro durante o
deslocamento. Os dados confirmam que 58% dos ouvintes escutam rádio em casa e 27% no carro
particular, dois ambientes em que o rádio ocupa contextos de atenção não disputada por telas.
O cruzamento dos dados demográficos (IBGE), de frota (Sindipeças/Senatran) e de audiência (Kantar
IBOPE Media) permite quantificar o potencial de exposição ao rádio com precisão inédita.
No lar:
O Brasil possui aproximadamente 80 milhões de domicílios particulares permanentes (PNAD
Contínua 2024), com média de 2,79 moradores por domicílio (Censo 2022), o que dimensiona o
potencial de presença do rádio no ambiente doméstico
O rádio alcança 79% da população nas 13 regiões metropolitanas monitoradas pela Kantar
IBOPE Media, dado que reflete os principais mercados urbanos do país
Entre esses ouvintes, 58% declaram consumir rádio em casa, indicando que o ambiente
doméstico segue como o principal ponto de contato do meio
Cada ouvinte dedica, em média, 3h47/dia ao rádio, um dos maiores tempos de consumo entre
todos os meios de comunicação
No veículo:
A frota de 48,1 milhões de autoveículos circulantes (Sindipeças 2024) amplia significativamente
o potencial de exposição ao rádio no ambiente automotivo, especialmente pela presença
universal do receptor nos veículos
O potencial quantificado
Página 39
Frota e audiência nos carros
Em ambos os ambientes, o rádio ocupa posição central: no lar, como companhia durante atividades cotidianas; no carro, onde ocupa posição predominante, pois o motorista não pode interagir com telas.
27% dos ouvintes declaram escutar rádio no carro, consolidando o veículo como o segundo
principal ambiente de consumo do meio
No carro, 84% do tempo de consumo de áudio com publicidade é rádio AM/FM, dado dos EUA
que reflete a dominância absoluta do meio no ambiente veicular (Edison Research / Westwood One
Audio Census)
A cada ano, aproximadamente 2,7 milhões de veículos novos com receptor de rádio entram na
frota brasileira
Fontes para os cálculos: IBGE Censo 2022 | Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media | Sindipeças 2024
O resultado é um universo de audiência de grande expressão: o Brasil possui 80 milhões de
domicílios (PNAD Contínua 2024) e 48,1 milhões de veículos em circulação ativa (Sindipeças 2024),
com presença praticamente universal de receptores de rádio. Em ambos os ambientes, o rádio ocupa
posição central: no lar, como companhia durante atividades cotidianas; no carro, onde ocupa posição
predominante, pois o motorista não pode interagir com telas.
O veículo é o segundo grande ambiente de escuta do rádio no Brasil e, sob muitos aspectos, o mais
valioso, pois oferece atenção exclusiva em um contexto livre de telas concorrentes. A frota brasileira
configura o que pode ser chamado de maior parque de receptores de rádio do país: a grande maioria
dos veículos novos vendidos no Brasil vem com receptor integrado, conferindo ao meio presença
praticamente universal na frota nacional.
Indicador
Valor
Fonte
Frota total registrada (Senatran, jan/2025)
127,1 milhões
Senatran / Ministério dos
Transportes
Frota total registrada (estimativa dez/2025)
aproximadamente 129 milhões
Jornal do Bras / Veloe-FIPE
Frota circulante, autoveículos (Sindipeças
2024)
48,1 milhões
Sindipeças, Frota Circulante
2024
Frota e audiência nos carros
Página 40
Rádio AM/FM
Para efeito de audiência potencial de rádio, a frota circulante é o indicador mais relevante.
Indicador
Valor
Fonte
Automóveis
39,0 milhões
Anuário Sindipeças 2025
Comerciais leves
6,4 milhões
Anuário Sindipeças 2025
Caminhões
2,2 milhões
Anuário Sindipeças 2025
Ônibus
395 mil
Anuário Sindipeças 2025
Motocicletas em circulação
14,0 milhões
Sindipeças, Frota Circulante
2024
Total frota circulante (auto + moto)
62,1 milhões
AutoData / Sindipeças
Emplacamentos 2025 — autoveículos
2,69 milhões
Anfavea, Release Janeiro 2026
Emplacamentos 2025 — motocicletas
(recorde)
2,2 milhões
JC / Fenabrave
Total emplacamentos 2025
5,12 milhões
Balcão Automotivo / Fenabrave
Média mensal de emplacamentos (auto +
moto)
aproximadamente 427 mil veículos novos com rádio
FM/mês
Anfavea; JC / Fenabrave
A diferença entre frota registrada (aproximadamente 129 milhões) e frota circulante
(aproximadamente 62 milhões) decorre do fato de que a primeira inclui todos os veículos já
emplacados no país, muitos sucateados, fora de circulação ou sem uso regular, enquanto a segunda
contabiliza os veículos efetivamente em operação (Sindipeças, Frota Circulante 2024). Para efeito de
audiência potencial de rádio, a frota circulante é o indicador mais relevante.
O dado mais impactante para o mercado publicitário é a velocidade de renovação da frota: a cada
mês, aproximadamente 224 mil autoveículos e 183 mil motocicletas são emplacados, totalizando
cerca de 427 mil veículos novos por mês, todos com receptor de rádio integrado (Anfavea, Release
Janeiro 2026; JC / Fenabrave). Em 2025, pela primeira vez na história, as vendas de motocicletas (2,2
milhões) superaram as de carros de passeio (aproximadamente 2,0 milhões), com alta de 17,1%, um
marco que amplia ainda mais o universo de veículos com receptor de rádio (JC / Fenabrave).
Levantamento da Edison Research, baseado no estudo Share of Ear (Q2 2025 a Q1 2026) e focado no
mercado dos Estados Unidos, mostra que o rádio AM/FM segue como principal meio de consumo de
áudio sustentado por publicidade dentro dos automóveis, independentemente da montadora
analisada. A pesquisa avaliou a participação do tempo de consumo de mídias no ambiente
automotivo (veículo principal conduzido, pessoas 18+) e apontou liderança ampla do rádio em todas
as marcas observadas (tudoradio.com, maio 2026):
Marca / Grupo
Rádio AM/FM
Podcasts
SiriusXM*
Pandora
Spotify
Chevrolet
90%
2%
4%
2%
2%
Honda
83%
8%
2%
2%
4%
Hyundai
81%
8%
4%
5%
1%
Ford
81%
8%
5%
4%
2%
Nissan
86%
5%
4%
1%
2%
Consumo de áudio no carro nos EUA: liderança do rádio AM/FM por montadora
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atenção e consumo do rádio na atualidade.
Marca / Grupo Rádio AM/FM Podcasts SiriusXM* Pandora Spotify Subaru 83% 9% 3% 2% 2% Toyota 84% 8% 3% 1% 3% Tesla 74% 17% 3% 3% 3% General Motors (grupo) 90% 2% 4% 2% 2% Stellantis (grupo) 90% 3% 3% 2% 1% *SiriusXM inclui tanto...
Marca / Grupo
Rádio AM/FM
Podcasts
SiriusXM*
Pandora
Spotify
Subaru
83%
9%
3%
2%
2%
Toyota
84%
8%
3%
1%
3%
Tesla
74%
17%
3%
3%
3%
General Motors (grupo)
90%
2%
4%
2%
2%
Stellantis (grupo)
90%
3%
3%
2%
1%
*SiriusXM inclui tanto conteúdo de rádio quanto de streaming.
Stellantis inclui: Jeep, Fiat, Peugeot, Citroën, RAM e Maserati.
Fonte: Edison Research — Share of Ear Q2 2025 – Q1 2026 | Grupo Active Audio da Cumulus
Media/Westwood One | Pessoas 18+.
Entre os maiores índices registrados estão General Motors (Chevrolet) e Stellantis (Jeep, Fiat,
Peugeot, Citroën, RAM e Maserati), ambos com 90% de participação do rádio no consumo de áudio
automotivo. Mesmo na Tesla, marca associada a um perfil mais digitalizado de consumo, o rádio
segue dominante, com 74% de participação. Os podcasts aparecem como segunda opção, mas ainda
muito distantes do rádio, enquanto plataformas de streaming sustentadas por publicidade, como
Spotify e Pandora, registram participações geralmente abaixo de 5%.
Os dados reforçam a importância de tecnologias complementares como RDS, rádio híbrido e
metadados, além de consolidarem o ambiente automotivo como um dos principais espaços de
atenção e consumo do rádio na atualidade.
O ambiente veicular merece destaque especial porque constitui um dos raros espaços da vida
contemporânea onde a atenção do consumidor não é disputada por telas. No carro, o motorista não
pode, por lei e por segurança, olhar para o celular. O rádio, nesse contexto, ocupa uma posição de
liderança na atenção auditiva, com poucos meios capazes de competir nesse ambiente.
O tempo médio de deslocamento nas grandes cidades brasileiras varia entre 1 hora e 1 hora e 30
minutos por dia, janela em que o rádio é o meio de maior atenção disponível, sem competição de
telas, notificações ou scroll de feeds. Nesse intervalo diário, o ouvinte está em condição de escuta
dedicada, com receptividade elevada a conteúdos informativos e publicitários.
Os dados internacionais confirmam a dominância do rádio no carro. Nos Estados Unidos, 53% de
toda a escuta de rádio AM/FM ocorre dentro de veículos, proporção que cresceu 25% na última
década (era 42% em 2015) (Edison Research / Westwood One Audio Census). Ainda nos EUA, 84% do tempo
de áudio com publicidade no carro é ocupado pelo rádio AM/FM, uma dominância que relega
Spotify, podcasts e outros serviços digitais a coadjuvantes no ambiente veicular (Edison Research /
Westwood One Audio Census).
No Canadá, o cenário é semelhante: o rádio AM/FM detém 75% do share de áudio in-car com
anúncios entre adultos, subindo para 88-93% em veículos com Apple CarPlay ou Android Auto,
paradoxalmente, os sistemas que deveriam facilitar o acesso ao streaming acabam reforçando a
escuta de rádio (Radio Connects / ROTM Fall 2023). Na Austrália, 84% dos motoristas que viajaram de
carro no último mês ouviram rádio (CRA / Infinite Dial Australia 2025).
Rádio e mobilidade: alcance, hábito e oportunidade no ambiente automotivo
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cada um equipado com receptor de rádio, e a frota cresce a um ritmo de aproximadamente 427 mil
A implicação estratégica é direta: o Brasil tem mais de 48 milhões de veículos em circulação ativa, cada um equipado com receptor de rádio, e a frota cresce a um ritmo de aproximadamente 427 mil unidades por mês.
A implicação estratégica é direta: o Brasil tem mais de 48 milhões de veículos em circulação ativa,
cada um equipado com receptor de rádio, e a frota cresce a um ritmo de aproximadamente 427 mil
unidades por mês. No ambiente do carro, onde o rádio não compete com telas e, nos EUA, concentra
mais de 84% do áudio com publicidade (Edison Research), o meio oferece uma janela de 60 a 90
minutos diários de atenção por motorista. Para o anunciante, esse é um inventário de exposição
publicitária mensurável e de alta receptividade que se renova e se expande a cada mês.
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Associações de classe
O rádio é o meio escolhido pelos anunciantes mais diversos da economia brasileira.
O rádio é o meio escolhido pelos anunciantes mais diversos da economia brasileira. A análise das
478.091 inserções publicitárias monitoradas pelo HotList 500 Veiculação da Crowley Broadcast Analysis
do Brasil, nas sete principais praças do país (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto
Alegre, Recife e Campinas) entre janeiro e março de 2026, revela quais setores mais investiram no
meio.
O levantamento consolida três meses de monitoramento real de veiculação, cobrindo emissoras FM e
AM das sete maiores praças brasileiras. Cada "inserção" equivale a um spot publicitário efetivamente
veiculado e monitorado. A classificação setorial foi aplicada ao universo de 478 mil inserções; 22% do
volume não apresentou identificação setorial clara e foi agrupado em "Outros/não classificados".
A base de dados do IBOPE Advertising Intelligence 2025 revela a composição do investimento publicitário
em rádio em nível nacional e na praça de Porto Alegre, com granularidade por categoria de
produto/serviço:
Ranking
Categoria
Share
1º
Grandes varejistas
9,5%
2º
Campanhas públicas
6,3%
3º
CS Automotivo
6,1%
4º
Outros comércios e serviços
6,1%
5º
Eventos
6,0%
6º
Educação básica
3,8%
7º
Serviços de saúde
3,3%
8º
CS Construção e decoração
3,3%
9º
Restaurantes e fast foods
3,1%
10º
Institucional financeiro e securitário
2,2%
11º
Construção e incorporação
2,1%
12º
Créditos
2,0%
13º
Apostas e loterias
1,9%
14º
Varejo montadoras
1,8%
15º
Associações de classe
1,7%
Fonte: IBOPE Advertising Intelligence, 2025
Quem anuncia no rádio: ranking de setores (jan-mar 2026)
Categorias de investimento no rádio, dados IBOPE Advertising Intelligence (2025)
Nacional, top 15 categorias (share de investimento, 2025)
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Celcoin, Verisure
Porto Alegre apresenta perfil de investimento distinto do nacional, com destaque para automotivo, saúde e construção, refletindo a força industrial e a classe média gaúcha: Ranking Categoria Share 1º CS Automotivo 7,9% 2º...
Porto Alegre apresenta perfil de investimento distinto do nacional, com destaque para automotivo,
saúde e construção, refletindo a força industrial e a classe média gaúcha:
Ranking
Categoria
Share
1º
CS Automotivo
7,9%
2º
Campanhas públicas
7,7%
3º
Outros comércios e serviços
6,5%
4º
Grandes varejistas
6,3%
5º
Serviços de saúde
5,3%
6º
CS Construção e decoração
5,3%
7º
Associações de classe
4,9%
8º
Institucional financeiro e securitário
4,0%
9º
CS Farmacêutico
2,9%
10º
Educação básica
2,6%
11º
Eventos
2,3%
12º
Mídia e conteúdo impresso
2,2%
13º
Cartões e pagamentos
2,1%
14º
Apostas e loterias
2,1%
15º
CS Vestuário e acessórios
2,1%
Fonte: IBOPE Advertising Intelligence, 2025
Diferenciais de Porto Alegre vs. Nacional: O automotivo lidera em POA com 7,9% vs. 6,1% nacional;
saúde e farmácias combinados chegam a 8,2% (vs. 3,3% nacional); associações de classe têm 4,9%
(vs. 1,7% nacional), refletindo a tradição cooperativista da região.
Ranking
Setor
Inserções
monitoradas
Share
(%)
Exemplos de
anunciantes
1º
Varejo e comércio
69.554
14,5%
Atacadão, Assaí, Casas
Bahia, Shopee, Havan
2º
Governo e setor público
59.474
12,4%
Campanhas Públicas,
Prefeituras, TSE, CEMIG
3º
Automotivo
50.800
10,6%
Toyota, Chevrolet,
Movida, BYD, Monroe
4º
Entretenimento e
turismo
42.776
8,9%
Beto Carrero, Cineart,
Igrejas, KTO Brasil
5º
Finanças, bancos e
seguros
42.169
8,8%
BTG Pactual, C6 Bank,
Celcoin, Verisure
Porto Alegre, top 15 categorias (share de investimento, 2025)
Ranking consolidado: todas as praças, jan-mar 2026
Ranking
Setor
Inserções
monitoradas
Share
(%)
Exemplos de
anunciantes
6º
Educação e cursos
37.995
7,9%
CNA, Colegio Objetivo,
Uninassau, PUC
7º
Saúde e farmácias
24.564
5,1%
Unimed, Prevent Senior,
Drogaria Araujo
8º
Alimentação e
restaurantes
22.546
4,7%
Heineken, Goiasminas,
99 Food, padarias
9º
Telecom e tecnologia
13.080
2,7%
Claro, TIM, Vivo, Sky,
Starlink
10º
Logística e transportes
5.562
1,2%
Braspress, Correios, CSN,
Azul
11º
Imobiliário
3.110
0,7%
MRV, Cyrela, Direcional
—
Outros/não classificados
106.461
22,3%
—
TOTAL
11 setores + outros
478.091
100%
Fonte: HotList 500 Veiculação /
Crowley Broadcast Analysis do Brasil,
jan-mar 2026
7 praças: SP, RJ, BH, BSB,
POA, REC, CAM
478.091 inserções
monitoradas
Os dados por praça evidenciam particularidades regionais importantes para a estratégia comercial
das emissoras:
Ranking por praça (jan-mar 2026)
Página 46
Porto Alegre, 61.650 inserções
Setor Inserções Share Varejo e comércio 17.763 16,2% Governo e setor público 12.276
Setor
Inserções
Share
Varejo e comércio
17.763
16,2%
Governo e setor público
12.276
11,2%
Educação e cursos
11.464
10,5%
Entretenimento e turismo
10.368
9,5%
Finanças, bancos e seguros
9.625
8,8%
Jan: 35.579
Fev: 37.148
Mar: 36.703
Setor
Inserções
Share
Varejo e comércio
18.797
21,7%
Automotivo
9.728
11,3%
Finanças, bancos e seguros
9.624
11,1%
Entretenimento e turismo
8.847
10,2%
Governo e setor público
8.778
10,2%
Jan: 30.458
Fev: 28.200
Mar: 27.801
Setor
Inserções
Share
Governo e setor público
19.529
21,3%
Automotivo
13.076
14,2%
Varejo e comércio
10.739
11,7%
Finanças, bancos e seguros
8.496
9,3%
Entretenimento e turismo
8.136
8,9%
Jan: 32.249
Fev: 27.921
Mar: 31.618
Setor
Inserções
Share
Governo e setor público
6.732
10,9%
Saúde e farmácias
6.049
9,8%
Finanças, bancos e seguros
5.362
8,7%
Varejo e comércio
4.703
7,6%
Automotivo
4.536
7,4%
São Paulo, 109.430 inserções
Rio de Janeiro, 86.459 inserções
Belo Horizonte, 91.788 inserções
Porto Alegre, 61.650 inserções
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Análise estratégica do ranking
Alguns pontos de destaque: Varejo lidera no consolidado: Atacadão, Assaí, Casas Bahia e Shopee figuram entre os maiores anunciantes, validando que as maiores redes varejistas do Brasil mantêm o rádio como pilar de suas campanhas...
Setor
Inserções
Share
Jan: 21.238
Fev: 20.193
Mar: 20.219
Setor
Inserções
Share
Automotivo
7.684
14,0%
Varejo e comércio
6.665
12,1%
Educação e cursos
6.562
11,9%
Entretenimento e turismo
5.481
10,0%
Finanças, bancos e seguros
4.661
8,5%
Jan: 19.268
Fev: 17.463
Mar: 18.240
Setor
Inserções
Share
Governo e setor público
6.953
16,0%
Varejo e comércio
6.328
14,6%
Entretenimento e turismo
4.398
10,1%
Alimentação e restaurantes
4.266
9,8%
Automotivo
4.059
9,3%
Jan: 14.083
Fev: 14.676
Mar: 14.716
Setor
Inserções
Share
Automotivo
5.002
16,5%
Varejo e comércio
4.559
15,0%
Entretenimento e turismo
2.917
9,6%
Finanças, bancos e seguros
2.349
7,7%
Educação e cursos
1.851
6,1%
Jan: 10.234
Fev: 9.783
Mar: 10.301
O ranking confirma e atualiza os dados históricos do setor. Alguns pontos de destaque:
Varejo lidera no consolidado: Atacadão, Assaí, Casas Bahia e Shopee figuram entre os maiores
anunciantes, validando que as maiores redes varejistas do Brasil mantêm o rádio como pilar de suas
campanhas de alcance massivo. A liderança do varejo é especialmente pronunciada no Rio de Janeiro
(21,7%) e em Campinas (15,0%).
Brasília, 54.971 inserções
Recife, 43.475 inserções
Campinas, 30.318 inserções
Análise estratégica do ranking
Página 48
anunciantes do meio.
Governo em 2º no consolidado: A presença do setor público entre os maiores anunciantes é especialmente expressiva em Belo Horizonte (21,3%) e Recife (16,0%), praças com forte atuação de governos estaduais e prefeituras.
Governo em 2º no consolidado: A presença do setor público entre os maiores anunciantes é
especialmente expressiva em Belo Horizonte (21,3%) e Recife (16,0%), praças com forte atuação de
governos estaduais e prefeituras. Para as emissoras, representa receita estável e diversificada, com
padrão de veiculação regular ao longo do ano.
Automotivo em 3º: O setor automobilístico mantém presença forte em todas as praças, com destaque
para Campinas (16,5%) e Brasília (14,0%). A renovação contínua da frota brasileira e o lançamento de
novos modelos sustentam esse volume. BYD e outras marcas chinesas emergiram como novos
anunciantes relevantes.
Porto Alegre tem perfil diferenciado: A praça gaúcha é a única entre as sete onde saúde e farmácias
figuram no segundo lugar (9,8%), refletindo o perfil do mercado local, com forte presença da rede
Panvel e das cooperativas de saúde da região.
Educação forte no primeiro trimestre: A forte presença de universidades e cursos (7,9% no
consolidado) confirma um padrão nacional concentrado no início do ano, período de vestibulares e
matrículas. CNA, Colegio Objetivo e Uninassau estão entre os maiores investidores do período.
Comparação com dados históricos: Os dados da Crowley 2026 são coerentes com a série histórica do
Kantar IBOPE Media, que identificava varejo, educação e saúde como os principais setores
anunciantes do rádio brasileiro. A principal mudança é a ascensão do setor financeiro digital
(fintechs e apps de proteção veicular) e das plataformas de apostas esportivas como novos grandes
anunciantes do meio.
O ranking abaixo identifica as 10 maiores campanhas monitoradas pelo HotList 500 Veiculação /
Crowley Broadcast Analysis, consolidando as sete praças entre janeiro e março de 2026. Foram
excluídas da contagem as inserções de autopromoção das próprias emissoras de rádio.
Ranking
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Inserções
Share
1º
Campanhas Públicas
12.908
2,76%
2º
Verisure Monitoramento
8.050
1,72%
3º
TSE, Tribunal Superior Eleitoral
6.763
1,44%
4º
Unimed (todas as regionais)
5.230
1,12%
5º
Governo de Minas Gerais
5.202
1,11%
6º
Atacadão
4.940
1,05%
7º
BTG Pactual
4.546
0,97%
8º
Assaí Atacadista
4.352
0,93%
9º
Toyota do Brasil
4.265
0,91%
10º
Ministério da Educação
3.826
0,82%
Fonte: HotList 500 Veiculação / Crowley Broadcast
Analysis do Brasil, jan-mar 2026
Base: 468.325 inserções (excluídas
autopromoções de emissoras)
Top 10 anunciantes: consolidado (7 praças, jan-mar 2026)
Página 49
BH, Belo Horizonte (91.788 inserções)
Leitura estratégica: A presença do governo (federal, estadual e TSE) nos três primeiros lugares confirma o rádio como canal preferencial de comunicação pública massiva.
Nota: A posição do TSE no ranking reflete, em grande medida, a divulgação obrigatória de
campanhas institucionais e comunicados eleitorais previstos nos arts. 93 e 93-A da Lei nº
9.504/1997, não se confundindo com investimentos publicitários de natureza comercial.
Leitura estratégica: A presença do governo (federal, estadual e TSE) nos três primeiros lugares
confirma o rádio como canal preferencial de comunicação pública massiva. O setor financeiro digital
(BTG Pactual) e o varejo atacadista (Atacadão, Assaí) lideram entre os anunciantes privados,
demonstrando que o rádio é escolhido por marcas com alto volume de veiculação e necessidade de
alcance capilar.
#
Anunciante
Inserções
Share
1º
Campanhas Públicas
3.471
3,24%
2º
Prefeitura de São Paulo
2.810
2,62%
3º
Verisure Monitoramento
2.461
2,30%
4º
Casas Bahia
2.038
1,90%
5º
Shopee
1.946
1,82%
#
Anunciante
Inserções
Share
1º
Supermercado Mundial
3.375
3,97%
2º
Supermarket
2.812
3,31%
3º
Supermercado Guanabara
2.324
2,73%
4º
Verisure Monitoramento
1.868
2,20%
5º
TSE, Tribunal Superior Eleitoral
1.731
2,04%
Destaque RJ: Três redes de supermercados no top 5 refletem a alta competitividade do varejo
alimentar no mercado carioca e o uso intensivo do rádio como mídia de oferta.
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Inserções
Share
1º
Governo de Minas Gerais
5.202
5,82%
2º
Campanhas Públicas
3.245
3,63%
3º
Unimed BH
2.303
2,58%
4º
Supermercados EPA
1.772
1,98%
5º
TSE, Tribunal Superior Eleitoral
1.646
1,84%
Top 5 anunciantes por praça (jan-mar 2026)
SP, São Paulo (109.430 inserções)
RJ, Rio de Janeiro (86.459 inserções)
BH, Belo Horizonte (91.788 inserções)
Página 50
REC, Recife (43.475 inserções)
Destaque BH: Maior concentração de anúncios governamentais entre todas as praças, reflexo da capital mineira como sede da gestão do estado. # Anunciante Inserções Share 1º Governo do Rio Grande do Sul 2.655 4,31% 2º Banco...
Destaque BH: Maior concentração de anúncios governamentais entre todas as praças, reflexo da
capital mineira como sede da gestão do estado.
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Inserções
Share
1º
Governo do Rio Grande do Sul
2.655
4,31%
2º
Banco Banrisul
2.565
4,16%
3º
Unimed POA
1.223
1,98%
4º
Sicredi
966
1,57%
5º
Braspress Transportadora
856
1,39%
Destaque POA: Única praça onde dois bancos figuram no top 5, evidenciando a força do setor
financeiro gaúcho (Banrisul e Sicredi) como anunciante de rádio.
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Inserções
Share
1º
Sobradinho Carnes
1.366
2,55%
2º
Home Center Castelo Forte
1.347
2,51%
3º
Brascar Proteção Veicular
1.069
1,99%
4º
Campanhas Públicas
1.001
1,87%
5º
Forte Atacadista
932
1,74%
Destaque BSB: Perfil mais pulverizado, com destaque para anunciantes locais e regionais, indicando
que o rádio em Brasília serve como canal de construção de marca para empresas de médio porte.
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Inserções
Share
1º
Campanhas Públicas
1.895
4,46%
2º
Governo de Pernambuco
1.047
2,46%
3º
Prefeitura do Recife
921
2,17%
4º
Unimed Recife
855
2,01%
5º
Engarrafamento Pitu
775
1,82%
Destaque REC: Maior concentração de três esferas governamentais (federal, estadual e municipal)
simultaneamente no top 5, confirmando o rádio como principal canal de comunicação pública no
Nordeste.
POA, Porto Alegre (61.650 inserções)
BSB, Brasília (54.971 inserções)
REC, Recife (43.475 inserções)
Página 51
argumento comercial junto a anunciantes:
# Anunciante Inserções Share 1º Verisure Monitoramento 976 3,36% 2º Campanhas Públicas 900 3,09% 3º Loja Maravilhas do Lar 893 3,07% 4º Colégio Oficina do Estudante 668 2,30% 5º Rocha Auto Peças 652 2,24% Destaque CAM: Presença...
#
Anunciante
Inserções
Share
1º
Verisure Monitoramento
976
3,36%
2º
Campanhas Públicas
900
3,09%
3º
Loja Maravilhas do Lar
893
3,07%
4º
Colégio Oficina do Estudante
668
2,30%
5º
Rocha Auto Peças
652
2,24%
Destaque CAM: Presença forte de anunciantes locais e de médio porte, característica típica de praças
do interior paulista, onde o rádio local ainda é o principal veículo de massa para o comércio regional.
A pesquisa Target Group Index (TGI) Brasil 2025, R4, aplicada em Porto Alegre, revela o perfil
comportamental e as intenções de consumo dos ouvintes de rádio, um dado essencial para o
argumento comercial junto a anunciantes:
Comportamento / intenção de consumo
Ouvintes de rádio
Ouvintes de rádio + streaming
Consumidores de cerveja (últimos 12 meses, 18+)
37,5%
39,6%
Planejam viagem nos próximos 12 meses
25,1%
26,7%
Usaram app de delivery
23,2%
24,8%
Próxima viagem será nacional
18,3%
19,5%
Intenção de compra de smartphone
17,4%
18,7%
Fonte: TGI Brasil 2025 R4 / Kantar IBOPE Media, Porto Alegre
Leitura estratégica: Os ouvintes de rádio em Porto Alegre apresentam comportamento de consumo
ativo em categorias de alto valor: quase 1 em cada 4 planeja viagem; quase 1 em cada 4 usa apps de
delivery; e 17,4% têm intenção de comprar smartphone. Para anunciantes das categorias automotivo,
turismo, alimentação, telecom e finanças, o ouvinte de rádio é um consumidor de alto potencial, e
não um perfil residual ou passivo. A combinação com streaming eleva levemente todos os
indicadores, confirmando que o ouvinte multiplataforma tem perfil ainda mais qualificado.
A seguir, 21 razões fundamentadas em pesquisa que evidenciam a força, o alcance e a eficácia do
rádio como meio publicitário, especialmente relevantes para agências de publicidade, planejadores
de mídia e anunciantes na hora de avaliar e justificar investimentos no veículo:
1. *"O rádio alcança 79% da população nas principais metrópoles do Brasil, com tempo médio de
3h47 de escuta diária, uma exposição superior à da maioria dos meios digitais." (Inside Audio 2025
/ Kantar IBOPE Media)
2. *"O rádio é o meio mais confiável do Brasil (81%), muito acima de TV aberta (69%) e redes
sociais (41%). Sua marca se associa a credibilidade real." (Pesquisa Ponto Map + V-Tracker, 2025)
CAM, Campinas (30.318 inserções)
Perfil comportamental do ouvinte de rádio: poder de compra e intenção
Argumentos estratégicos para departamentos comerciais
Página 52
localidades sem outros veículos de comunicação, o rádio local é a principal fonte de
3. *"43% dos ouvintes já compraram ou pesquisaram um produto após ouvir anúncio no rádio, uma taxa de conversão direta que poucos meios alcançam." (Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media) 4. *"O ROI do rádio é o 2º maior do mundo...
3. *"43% dos ouvintes já compraram ou pesquisaram um produto após ouvir anúncio no rádio,
uma taxa de conversão direta que poucos meios alcançam." (Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media)
4. *"O ROI do rádio é o 2º maior do mundo entre todos os meios de comunicação, segundo a
Nielsen Global Compass com dados de 25.000 campanhas em 50 países." (Radio Matters / Nielsen,
2025)
5. *"R$ 1,1 bilhão foram investidos em rádio em 2025, crescimento de 13,5% em dois anos, acima
da inflação. Os dados do Cenp-Meios refletem o mercado via agências; o mercado direto das
emissoras adiciona volume ainda maior a esse universo." (Cenp-Meios, 2025)
6. *"Nos EUA, cada dólar investido em rádio retorna US$ 10,59 em vendas. Em supermercados, esse
retorno chega a US$ 23 por dólar." (Marketron / Nielsen Buyer Insights, 2025)
7. *"56% dos ouvintes prestam atenção nos anúncios de rádio, e 56% gostam do formato
publicitário do meio. É mídia com receptividade real." (Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media)
8. *"Estudos da RAB (2025) indicam que o rádio apresenta maior eficiência de custo em
comparação com a TV em determinados cenários, com até 8 vezes mais resultado por
investimento em formatos comparáveis. A atenção ao áudio é 128% mais forte que a da televisão
(Dentsu Attention Economy)." (RAB / Dentsu Attention Economy, 2025)
9. *"92% dos brasileiros consomem algum formato de áudio, e o rádio é a âncora desse
ecossistema. No Extended Radio do Ibope, o digital adiciona em média 70% de ouvintes
incrementais às grandes emissoras (média jul/2024–fev/2026), com pico de 83% em dezembro de
2025, demonstrando que digital e FM são complementares, não concorrentes." (Inside Audio 2025 /
Kantar IBOPE Media; Extended Radio do Ibope, 2026)
10. *"O rádio no carro domina: nos EUA, 83% do áudio com anúncios no carro é rádio AM/FM;
pesquisa da Audacy com motoristas americanos indica que 91% confiam no rádio local para
notícias urgentes. No Brasil, 27% dos ouvintes declaram escutar rádio no carro, o segundo
ambiente de maior penetração do meio." (Edison Research / Westwood One Q4 2025; Inside Audio 2023 /
Kantar IBOPE Media)
11. *"O rádio é 100% brasileiro, local, auditado por terceiros e gratuito. Nenhuma plataforma digital
global reúne todos esses atributos." (Pesquisa Ponto Map + V-Tracker, 2025)
12. *"Emissoras hoje operam no modelo Rádio 3.0: spots no dial + streaming + podcasts + redes
sociais + programática + vídeo. Uma campanha de rádio é uma campanha multiplataforma e
multiformato." (Portal dos Jornalistas, 2025)
13. *"No UK, realocar até 24% do orçamento para áudio melhora o ROI geral da campanha em 8,2%.
O rádio broadcast pode receber 90% mais investimento antes de perder eficiência." (Radio Ink /
WPP + Radiocentre, 2025)
14. *"99 dos 100 maiores anunciantes do Brasil já utilizaram o rádio em suas campanhas, as maiores
marcas do país confiam no meio." (Kantar IBOPE Media / Inside Audio 2023)
15. *"Os perfis de emissoras de rádio no Instagram somam 128 milhões de seguidores. O setor gera
bilhões de visualizações por trimestre nas plataformas digitais e é, hoje, uma das maiores
presenças de conteúdo digital do país." (DataReportal / Digital 2025: Brazil; Portal Making Of, 2025)
16. *"O rádio está presente em praticamente todos os municípios brasileiros, inclusive nos
menores: municípios com 2.001 a 5.000 habitantes têm em média 2,5 emissoras; aqueles entre
5.001 e 10.000 habitantes registram média de 3,7 emissoras. Para milhões de brasileiros em
localidades sem outros veículos de comunicação, o rádio local é a principal fonte de
informação." (Anatel, dez/2024; IBGE Censo 2022)
Página 53
no rádio para
17. *"O Brasil tem aproximadamente 129 milhões de veículos registrados e mais de 48 milhões em circulação ativa, com presença praticamente universal de receptores de rádio.
17. *"O Brasil tem aproximadamente 129 milhões de veículos registrados e mais de 48 milhões em
circulação ativa, com presença praticamente universal de receptores de rádio. A cada mês, mais
427 mil veículos novos com receptor de rádio entram na frota. O carro é o maior 'parque de
rádios' do país." (Senatran / Ministério dos Transportes, 2025; Anfavea, Release Janeiro 2026; Balcão
Automotivo / Fenabrave 2025)
18. *"58% dos ouvintes escutam rádio em casa e 27% no carro, dois ambientes em que o rádio ocupa
contextos de atenção não disputada por telas. Lar e veículo são os principais pontos de contato
do meio, com escuta frequentemente combinada ao longo do dia." (Inside Audio 2023 / Kantar IBOPE
Media; Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media)
19. *"65% dos ouvintes de Santa Catarina consideram o locutor um influenciador (ACAERT/IRP
2024), e em Minas Gerais 71% confiam na divulgação de produtos feita por locutores
(AMIRT/Kantar IBOPE 2022). O rádio é a plataforma de influência mais autêntica e confiável do
mercado." (ACAERT / IRP 2024; AMIRT/Kantar IBOPE 2022)
20. *"O efeito 'Trust Halo' é exclusivo do rádio: a confiança que o ouvinte constrói com o
apresentador se estende naturalmente para marcas, produtos e recomendações anunciadas, em
todas as 9 categorias de consumo pesquisadas." (iHeartMedia / Audio Trust Halo, 2022)
21. *"O rádio é o meio mais confiável da Europa pelo 12º ano consecutivo (Eurobarometer). No
Reino Unido, 69% confiam no rádio para notícias factuais, superando a TV (60%) e as redes
sociais (27%)." (Radiocentre / Eurobarometer)
Indicador
Brasil
Argentina
EUA
UK
Alemanha
Canadá
Austrália
Alcance
79% (mensal, 13
RMs)
98%
(semanal,
metrópoles)
93% (mensal,
rádio AM/FM,
adultos 18+)
86%
(semanal)
93,7%
(mensal,
rádio
todas as
formas)
81-85%
(semanal)
82%
(semanal)
Tempo de
escuta ¹
3h47/dia (rádio)
5h14/dia
(Buenos
Aires)
3h54/dia
(todos os
formatos de
áudio)
20,6h/semana
(2h56/dia)
4h06/dia
8h/semana
(1h08/dia)
—
ROI (por
unidade
investida)
43%
compram/pesquisam
pós-anúncio
—
US$ 10,59
(ROAS:
retorno sobre
o
investimento
publicitário)
£ 2,30 (curto
prazo)
—
CA$ 2,35
(curto
prazo)
Dobra
eficácia
com 11%
do
orçamento
Credibilidade
81% (1º lugar entre
os meios)
—
91% confiam
no rádio para
notícias
urgentes
(Audacy)
69% confiam
para notícias
factuais
(Radiocentre)
—
—
—
Tabelas comparativas finais
Tabela 1: Brasil vs. mundo, indicadores-chave
Página 54
Tabela 2: métricas consolidadas do rádio brasileiro
Indicador Brasil Argentina EUA UK Alemanha Canadá Austrália
Indicador
Brasil
Argentina
EUA
UK
Alemanha
Canadá
Austrália
Confiança no
locutor
65% consideram
influenciador
(ACAERT); 71%
confiam na
divulgação (AMIRT)
—
55% mais
atenção em
anúncios;
51% mais
confiança
nos
anunciantes
(iHeartMedia)
69% confiam
no rádio para
notícias
(Radiocentre)
—
—
—
Investimento
publicitário
R$ 1,108 bi (via
agências)
—
US$ 12,3 bi
(2025)
£ 747M
€700M
CA$ 1+ bi
AU$ 1,6 bi
(est.)
Alcance
digital
(Extended
Radio do
Ibope)
Incremento médio
de 70% (série
jul/2024–fev/2026)
—
11%
(streaming
de AM/FM)
75% (DAB+ e
online)
56%
ouvem
web radio
12% via
streaming
33% em
25-54
¹ Indicadores com metodologias distintas (alcance mensal/semanal; tempo de escuta de rádio
vs. áudio total), apresentados para efeito comparativo de ordem de grandeza. Fontes: Kantar
IBOPE Media, Nielsen, RAJAR, EBU, European Radio Observatory, Inside Audio Argentina.
| Audiência digital (crescimento) | até 68% de alcance originado no digital (Extended Radio do
Ibope) | +7,8% receita digital 2025 | +97% receita digital desde 2018 | +4pp áudio online no
carro | +33% streaming em 4 anos | +18% mercado digital 2024 |
Fontes: Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media | Nielsen Audio Today 2026 | RAJAR Q4 2025 | European Radio
Observatory 2024-25 | Numeris / Billboard Canada | CRA Australia
Indicador
Dado
Fonte
Alcance do rádio (metrópoles)
79% da população
Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media
Consumo de qualquer formato de áudio
92% da população
Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media
Tempo médio de escuta diário
3h47 (média nacional)
Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media
Maior tempo por praça
4h15 (Rio de Janeiro)
Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media
Investimento publicitário (2025)
R$ 1,108 bilhão
tudoradio.com / Cenp-Meios, 2026
Participação no bolo publicitário
R$ 1,108 bi
tudoradio.com / Cenp-Meios, 2026
Credibilidade
81% (1º lugar entre meios)
Pesquisa Ponto Map + V-Tracker, 2025
Atenção nos anúncios
56% dos ouvintes
Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media
Compram/pesquisam após ouvir anúncio
43% dos ouvintes
Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE Media
Consumo no carro/moto
27% dos ouvintes
Maior alcance por RM
87% (Grande Belo Horizonte)
ACAERT / Inside Audio 2025
ROI global do rádio (Nielsen)
2º lugar (US$ 2,00/dólar)
Radio Matters / Nielsen, 2025
Ouvintes que consideram locutor influenciador
65%
ACAERT / IRP 2024
Confiança na divulgação por locutores
71%
AMIRT/Kantar IBOPE 2022
Tabela 2: métricas consolidadas do rádio brasileiro
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Os autores
O rádio é um meio de massa, local, eficiente e confiável, e na sua forma atual, o rádio 3.0, é também multiplataforma: presente no dial, no streaming, nas redes sociais, nos aplicativos, nos podcasts, nas caixas inteligentes e...
O rádio é um meio de massa, local, eficiente e confiável, e na sua forma atual, o rádio 3.0, é também
multiplataforma: presente no dial, no streaming, nas redes sociais, nos aplicativos, nos podcasts, nas
caixas inteligentes e nos carros conectados. Os dados reunidos neste relatório demonstram isso com
consistência, em múltiplas métricas, mercados e metodologias.
No Brasil, o rádio lidera em credibilidade e alcance. Com 79% de alcance nas 13 regiões
metropolitanas monitoradas, 3h47 de escuta diária, credibilidade de 81% (maior entre todos os
meios), investimento publicitário em crescimento real acima da inflação e mais de 10.000 emissoras
em operação no país, o rádio é uma das plataformas de comunicação de maior penetração e
confiança disponíveis para anunciantes no Brasil.
O rádio está em todos os ambientes do brasileiro. No dial FM/AM em casa. No carro, onde 27% dos
ouvintes acompanham o rádio durante os deslocamentos, em uma frota de 48 milhões de veículos
ativos. No trabalho. No streaming e nas plataformas digitais, onde o Extended Radio do Ibope registra
incremento médio de 70% na audiência das maiores emissoras ao longo de 20 meses (jul/2024–
fev/2026). No YouTube, no Instagram, no TikTok. Em caixas inteligentes e em painéis automotivos
conectados. O rádio é o meio que acompanha o ouvinte em todos os momentos do dia, sem pedir
atenção exclusiva e sem ser pulado.
A força dos comunicadores é única. O locutor de rádio constrói relações de confiança ao longo de
anos de presença diária na rotina do ouvinte. Essa conexão autentica a mensagem publicitária de
uma forma que nenhuma plataforma algorítmica consegue replicar. No Brasil, 65% dos ouvintes
catarinenses consideram o locutor um influenciador (ACAERT / IRP 2024) e 71% dos ouvintes no
interior de Minas Gerais confiam nas recomendações de produtos feitas por locutores (AMIRT/Kantar
IBOPE). Internacionalmente, o efeito de confiança identificado pelo estudo iHeartMedia/PMX/Magid
demonstra que essa confiança se transfere diretamente para as marcas anunciadas em todas as
categorias de consumo pesquisadas (iHeartMedia / Audio Trust Halo).
O rádio entrega ROI entre os maiores do mundo. O 2º maior ROI global entre todos os meios de
comunicação, segundo o banco de dados Nielsen com 25.000 campanhas em 50 países (Radio Matters /
Nielsen, 2025). Nos EUA, o ROAS (retorno sobre o investimento publicitário) médio do rádio chega a
US$ 10,59 por dólar (Marketron / Nielsen Buyer Insights, 2025). Na Austrália, alocar 11% do orçamento em
rádio pode dobrar a eficácia geral da campanha (CRA, 2025). No Brasil, 43% dos ouvintes já
compraram ou pesquisaram um produto após ouvir anúncio em rádio (Inside Audio 2025 / Kantar IBOPE
Media).
A combinação de alcance massivo, credibilidade imbatível, influência dos comunicadores, presença
multiplataforma e retorno comprovado sobre o investimento posiciona o rádio como um dos meios
de comunicação mais completos e eficientes do ecossistema publicitário. Para anunciantes que
buscam eficiência real, o rádio é a resposta. Os dados estão à mesa.
Daniel Starck é jornalista, empresário e proprietário do tudoradio.com, maior portal brasileiro
dedicado à radiodifusão, com mais de 20 anos no ar. Formado em Comunicação Social pela PUC-PR,
teve passagens por emissoras como CBN, Rádio Clube e Rádio Paraná. Atua como consultor e
palestrante nas áreas artística e digital do rádio, com participação em eventos promovidos por
Conclusão
Os autores
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dispositivos, inteligência artificial, sites e streaming.
Possui sólido conhecimento em tecnologia aplicada ao rádio, com foco em aplicativos, mídia programática, novos dispositivos, inteligência artificial, sites e streaming.
entidades como SET, AESP, AMIRT, ACAERT, ASSERPE, AERP e MidiacomPB. Possui sólido
conhecimento em tecnologia aplicada ao rádio, com foco em aplicativos, mídia programática, novos
dispositivos, inteligência artificial, sites e streaming.
Cristiano Stuani é formado em Administração com pós-graduação em Planejamento e
Gerenciamento Estratégico. Professor universitário com vasta experiência em marketing artístico e
digital em diversas emissoras do Paraná e de São Paulo, incluindo a coordenação da 98 FM de
Curitiba e a gestão artística da Massa FM em São Paulo, Curitiba, Maringá e Londrina. Como Head de
Digital do Grupo Massa de Comunicação, liderou estratégias digitais em TVs, emissoras de rádio e
portais. Continua sua formação em inteligência artificial e atua como consultor para emissoras de
rádio e coordenador do PDA (Programa de Desenvolvimento ACAERT), cursos profissionalizantes
para associados de Santa Catarina.
Juliana Paiva é CEO da Radiodata, empresa especializada em estratégia e monetização para áudio.
Com 26 anos de experiência no mercado de rádio, foi editora-chefe do Jornal da Manhã da Jovem Pan
e editora da CBN. Liderou a expansão de redes das rádios Globo, CBN, Transamérica, Antena 1 e
Padre Marcelo Rossi, com a abertura de mais de 150 emissoras afiliadas. Tem no portfólio projetos
para grandes emissoras como TMC, UOL, CNN, Nova Brasil, Rede Bahia e Rádio Melodia. Formada em
jornalismo, com especialização em storytelling e MBA em Economia.
Relatório compilado em abril de 2026, com dados de Kantar IBOPE Media, Nielsen, Edison Research, RAJAR,
EBU, Deloitte, RAB, Radiocentre, CRA Australia, Radio Connects Canada, Cenp-Meios, SindiRádio, AMIRT,
ACAERT, iHeartMedia/PMX/Magid, Eurobarometer, Ebiquity e demais fontes citadas ao longo do texto. Os
dados do Cenp-Meios refletem exclusivamente investimentos via agências de publicidade; o mercado direto
das emissoras não está computado nessa série.
Autores
Os autores
Cristiano Stuani
Cristiano Stuani é formado em Administração com pós-graduação em Planejamento e Gerenciamento Estratégico. Professor universitário com vasta experiência em marketing artístico e digital em diversas emissoras do Paraná e de São Paulo, incluindo a coordenação da 98 FM de Curitiba e a gestão artística da Massa FM em São Paulo, Curitiba, Maringá e Londrina. Como Head de Digital do Grupo Massa de Comunicação, liderou estratégias digitais em TVs, emissoras de rádio e portais. Continua sua formação em inteligência artificial e atua como consultor para emissoras de rádio e coordenador do PDA, Programa de Desenvolvimento ACAERT.
Juliana Paiva
Juliana Paiva é CEO da Radiodata, empresa especializada em estratégia e monetização para áudio. Com 26 anos de experiência no mercado de rádio, foi editora-chefe do Jornal da Manhã da Jovem Pan e editora da CBN. Liderou a expansão de redes das rádios Globo, CBN, Transamérica, Antena 1 e Padre Marcelo Rossi, com a abertura de mais de 150 emissoras afiliadas. Tem no portfólio projetos para grandes emissoras como TMC, UOL, CNN, Nova Brasil, Rede Bahia e Rádio Melodia. Formada em jornalismo, com especialização em storytelling e MBA em Economia.
Daniel Starck
Daniel Starck é jornalista, empresário e proprietário do tudoradio.com, maior portal brasileiro dedicado à radiodifusão, com mais de 20 anos no ar. Formado em Comunicação Social pela PUC-PR, teve passagens por emissoras como CBN, Rádio Clube e Rádio Paraná. Atua como consultor e palestrante nas áreas artística e digital do rádio, com participação em eventos promovidos por entidades como SET, AESP, AMIRT, ACAERT, ASSERPE, AERP e MidiacomPB. Possui sólido conhecimento em tecnologia aplicada ao rádio, com foco em aplicativos, mídia programática, novos dispositivos, inteligência artificial, sites e streaming.
Expediente
Expediente institucional
Comitê Executivo Institucional
Presidente-ExecutivoCRISTIANO LOBATO FLÔRES
Presidente do Conselho SuperiorROBERTO CERVO MELÃO
Vice-presidentes institucionaisALFONSO AURIN
CAIQUE AGUSTINI
FLÁVIO LARA RESENDE
PAULO TONET CAMARGO
Câmara de Rádio e Câmara de Televisão
CÂMARA DE RÁDIO
CÂMARA DE TELEVISÃO
Titular
Titular
ACÁCIO LUIZ COSTA
ANTÔNIO CARLOS MAGALHÃES JÚNIOR
ROBERTO CERVO MELÃO
DANIEL ABRAVANEL
MARCELO BECHARA DE SOUZA HOBAIKA
VICENTE JORGE RODRIGUES
EMANUEL SOARES CARNEIRO
JAIME CÂMARA JÚNIOR
JOÃO VITOR XAVIER
CARLOS SANCHEZ
JOSÉ ANTÔNIO DO NASCIMENTO BRITO
JOÃO MONTEIRO DE BARROS NETO
MARCELO CARVALHO
ANDRÉ BASBAUN
MARISE WESTPHAL HARTKE
MARCO ANTÔNIO GOMES ALVES
ORLANDO JOSÉ ZOVICO
OTÁVIO DUMIT GADRET
PAULO MACHADO DE CARVALHO NETO
PAULO TONET CAMARGO
ANTÔNIO CARLOS COUTINHO
ALFONSO AURIN
HELOÍSA HELENA DE MACEDO E ALMEIDA MOREIRA
FLÁVIO FERREIRA DE LARA RESENDE
Suplentes:
Suplentes:
GABRIEL MARTINEZ MASSA
PHELIPPE DAOU NETO
JOSÉ ERNESTO FREITAS CAMARGO
ALESSANDRA NOGUEIRA GAMA
FERNANDO VIEIRA DE MELLO
LUIZ AUGUSTO BARRETO
LUÍS EDUARDO LEÃO DE CARVALHO
EDUARDO CARLOS
RAFAEL PIZANI
GEIZOM SOKACHESKI
VANDERLEI SANTOS DE SOUSA
JOÃO CARLOS PAÊS MENDONÇA
GUILHERME AUGUSTO MACHADO
FERNANDO DI GÊNIO
LUCIANO PIMENTA CORRÊA PERES
RODRIGO MARTINEZ
RICARDO ZOVICO
EDUARDO BOSCHETTI
CARLOS HENRIQUE AGUSTINI
CARLOS AMARAL
EDSON QUEIROZ NETO
THIAGO LEAL
JOÃO BORK SAAD
Conselho Fiscal
SILVIMAR FLÁVIO RAMIRO
VALDIRENE PEDROSA
PEDRO AUGUSTO FRANÇA
CLAUDIO MASSETTTI NETO
LUCENIR NOLETO MONTEIRO
GULIVER AUGUSTO LEÃO
Associações estaduais
ACAERT - SC Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão
ACERT – CE Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão
AERP – PR Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná
AERTES - ES Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Espírito Santo
AESP – SP Associação de Emissoras de Rádio e TV do Estado de São Paulo
AGERT- RS Associação Gaúcha das Emissoras de Rádio e TV
AMART – MA Associação Maranhense de Rádio e Televisão
AMERT – AM Associação Amazonense de Emissoras de Rádio e Televisão
AMIRT – MG Associação Mineira de Rádio e Televisão
APERT – PA Associação Paraense de Emissoras de Rádio e Televisão
ASSERPE – PE Associação das Empresas de Radiodifusão de Pernambuco
AVEC – DF Associação dos Veículos de Comunicação do Distrito Federal
MIDIACOM – Mato Grosso do Sul
MIDIACOM-Rio de Janeiro
MIDIACOM – Rio Grande do Norte
MIDIACOM - Paraíba
SERT – GO Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de Goiás
Comentários
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