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Quinta, 11 Maio 2017 12:13

Parlamento – deputado Alex Canziani (PTB-PR)

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Em visita à ABERT, o deputado Alex Canziani (PTB-PR) foi recebido pelo presidente Paulo Tonet Camargo, conselheiros e diretores de entidades ligadas à Comunicação.

O parlamentar, que é presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação, falou à Rádio ABERT sobre os dois eventos mundiais relacionados à matemática que serão sediados no Brasil e também sobre o andamento do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê metas e diretrizes para a educação nos próximos anos.

Leia os principais trechos da entrevista.

Deputado, a lei que criou o biênio da matemática é de sua autoria. Neste ano e em 2018, dois importantes eventos mundiais da matemática ocorrerão no país. Como valorizar e incentivar o ensino dessa disciplina?
A matemática é fundamental na vida das pessoas. No dia a dia, as pessoas estão se utilizando da matemática, seja para fazer uma compra, uma negociação, um parcelamento. E mais do que isso, os países mais desenvolvidos são aqueles que têm uma percepção maior da matemática. Quando analisamos o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, o Brasil está entre os piores lugares no mundo em relação à matemática. Neste ano, teremos no mês de julho, a Olimpíada de Matemática, e, no ano que vem, o Congresso Mundial de Matemática. Quando propus esse projeto, o meu objetivo foi aproveitar esses eventos que acontecerão no país para valorizar e incentivar essa disciplina importante.E tudo isso passa pela capacitação dos professores e pelo método de aprendizagem da disciplina. Muito se “vende” na escola que é uma disciplina difícil e cheia de regras. Mas se o professor souber como ensinar,certamente a matemática pode ser ensinada de forma mais empolgante.

Em 2014, foi a aprovado o Plano Nacional de Educação (PNE), que determina diretrizes, metas e estratégias para educação nos próximos 10 anos. Como está o andamento do PNE? Os objetivos serão alcançados?
Na época em que foi aprovado, fiz uma crítica inicial ao Plano. Disse que havia muitas metas e poderia acontecer de pouco ser feito. Hoje, três anos depois, é possível perceber que muitas metas não serão atingidas e isso é ruim. Muitas metas no Plano foram ambiciosas, contando com um dinheiro novo como os royaltes do petróleo. O Brasil peca por algumas coisas. Por que fazer tudo de uma vez só? A educação é muito importante, mas é preciso ir por etapas, focando determinados temas. O PNE cria diretrizes do ensino infantil até a pós graduação. Era preciso focar primeiramente no ensino infantil e básico, se não der prioridade a isso, talvez o jovem nem chegue à pós-graduação. Na minha visão, precisamos focar na capacitação dos professores das crianças mais jovens. Se a criança não tiver estímulo na escola desde cedo, ela não chegará à pós graduação.

Deputado, qual sua avaliação das reformas estruturais propostas para o país, como a previdência e a trabalhista?
As reformas são fundamentais. E nós brasileiros não gostamos de mudança. Só que, se você não mudar, você perde o momento. O mundo mudou muito nos últimos anos. Sobre a Reforma Trabalhista, o país e a legislação precisam se adequar às novas realidades. A CLT tem mais de 70 anos e não podemos achar que ela seja adequada à realidade atual. É importante dizer que tudo o que foi feito não tirou qualquer direito do trabalhador. Já sobre a Reforma da Previdência, é preciso mudar também. As pessoas vivem mais e precisam trabalhar mais. Não tem mais cabimento a pessoa chegar aos 50 anos e se aposentar. Hoje uma pessoa com 50, 60 anos está no ápice da vida e da profissão. A previdência não aguenta uma pessoa se aposentar aos 50 e viver mais 50. O Brasil precisa fazer essa reforma.

A ABERT, Anj, Aner e Unesco lançaram uma campanha com o objetivo de combater as notícias falsas. Como o senhor está acompanhando este tema?
Acredito que se combata isso com jornalismo sério e profissional. Hoje, a pessoa, pelo seu telefone ou pela rede social, envia uma mensagem falsa e isso vai para o mundo todo. Mensagens falsas atacam e atingem pessoas causando sérios problemas. Então, essa campanha da ABERT e das demais entidades no combate às notícias falsas vem no momento certo.

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