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Sexta, 18 Novembro 2022 10:18

Rádio se adapta e oferece informação com credibilidade e colaboração

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Nos seus 100 anos, o rádio segue atual, útil, apaixonante e distribuído nas mais variadas plataformas e canais. Essa é a síntese do segundo painel do 29º Congresso Brasileiro de Radiodifusão, realizado nesta quinta-feira (17) em Brasília.

A sessão reuniu Eduardo Oinegue, apresentador da BAND, Milton Jung, radialista da Rádio CBN, e Roberto Araújo, CEO do Grupo Jovem Pan. A conversa foi mediada por Diogo Gonçalves, presidente-executivo da Rádio Itatiaia.

“O rádio é mais que uma mídia, é um jeito de comunicar”, disse Jung em sua explanação. O radialista mostrou que, ao longo dos anos, as emissoras de rádio foram se adaptando às novas tecnologias e, com isso, ocupando os mais diferentes espaços, como os carros, os celulares e o streaming.

Mesmo nos momentos mais difíceis, disse Jung, o rádio se fortalece. “Na pandemia, sem o deslocamento das pessoas, houve quem pensasse que o rádio perderia audiência. Mas isso não ocorreu”, destacou. Segundo pesquisas, continuou o radialista, 83% das pessoas tinham ouvido o rádio, cuja confiança cresceu em 20% no período. “As pessoas foram buscar informação nas fontes confiáveis, no rádio. Informação, emoção e companheirismo”.

Segundo Jung, o rádio se caracteriza pela interação, personalização, velocidade, mobilidade e múltiplas plataformas. Se comparado às redes sociais, afirmou, a diferença central está na sua credibilidade.

O radialista frisou, entretanto, que as rádios dependem de recursos humanos. “Rádio se faz com gente. Não há planejamento que sobreviva sem o profissional do rádio”, assinalou.

A visão de Eduardo Oinegue, ao contrário de Jung, que cresceu acompanhando o trabalho do pai em emissora de rádio, é de quem se formou em jornalismo impresso e ingressou no rádio mais recentemente. “O rádio é um acordo entre a escolha pessoal e a curadoria oferecida pela emissora”, disse.

Para Oinegue, a radiodifusão também é feita de diversidade, sem perder a integridade, e de sinergia. “No rádio, o ouvinte corrige os radialistas durante o programa, é uma participação mais envolvente que nas redes sociais. O rádio tem um espírito de colaboração”. O jornalista afirmou ainda que o rádio é instrumento essencial no combate às fake news.

Roberto Araújo, por sua vez, enfatizou a flexibilidade das emissoras de rádio. “Nós fazemos conteúdo que pode ser distribuído em diferentes canais”, afirmou. “Se daqui a 10 anos o rádio for distribuído por telepatia, a gente vai estar lá transmitindo.

O executivo também abordou a necessidade de defesa das liberdades de imprensa e de expressão. Ele lembrou que, no Brasil, a Constituição veda a censura e que os crimes contra a honra estão previstos na legislação.

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