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Quinta, 10 Setembro 2020 11:27

USP estuda avanço da desinformação sobre COVID-19 no país

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O Brasil foi o país mais impactado pela produção sistemática de desinformação, e um dos piores do mundo no quesito achatamento da curva de contágio. A conclusão é de um estudo realizado pela Universidade de São Paulo, batizado de Agnotologia viral: negação da COVID-19 em meio à pandemia no Brasil, Reino Unido e Estados Unidos. Os motivos, adianta o pesquisador Renan Leonel, idealizador e responsável pelo levantamento, são vários: um sistema educacional pouco consolidado, uma população com menos acesso à educação e a escassez de divulgação científica.

 Selecionada entre 300 propostas de todo o mundo pelo Social Science Research Council of New York (SSRC), em parceria com a Henry Luce Foundation, a iniciativa busca apoiar projetos inovadores que investiguem os efeitos, a curto e longo prazo, da pandemia global de COVID-19 na sociedade.

 De acordo com Leonel, o projeto inicial era estudar os conhecimentos gerados pela pandemia. Mas, ao se deparar com a enxurrada de notícias falsas sobre o tema, ele desviou o caminho e resolveu abordar a desinformação e mecanismos de descrédito da ciência oficial em um ambiente sem controle. “A produção de ignorância está se tornando um ator capaz de comprometer os instrumentos de produção do conhecimento”, explicou.

 No Brasil, a equipe responsável pelo estudo se deparou com uma grande variedade de desinformação: defesa do isolamento vertical, além de benefícios da cloroquina e até de vermífugos para conter a doença. De acordo com o pesquisador, “cientistas, divulgadores científicos e jornalistas de ciência passam a ter um trabalho adicional. Além de comunicar a ciência, é preciso comunicar claramente à sociedade o que não é ciência”, salientou.

 Um estudo realizado pela Revista da Sociedade Americana de Medicina Tropical e Higiene apurou que pelo menos 800 mortes, no mundo, são decorrentes de informações falsas sobre o novo coronavírus. Foram analisadas 2.276 mensagens de texto, e 82% veiculavam conteúdo falso. As postagens foram identificadas em 25 línguas e 87 países.

Desinformação mata

Em 20 de março, a ABERT lançou uma campanha que lembra a importância do jornalismo profissional e alerta para os riscos de disseminação de falsas informações, sob pena de colocar vidas em risco durante a pandemia global de COVID-19. Com o lema "Desinformação Mata", a iniciativa é composta por vídeo para TV e redes sociais, além de spot para rádio, e está disponível para compartilhamento gratuito

 

Para acessar a campanha da ABERT, clique AQUI

 

Com informações da Agência Fapesp

 

 

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