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    Durante audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado, na quarta-feira (24), o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações Marcos Pontes defendeu a necessidade de atualizar a legislação do setor de radiodifusão. “A lei que rege esse setor é de 1962, precisa ser atualizada. A atualização e a desregulação vão ajudar a melhorar o ambiente de negócios”, afirmou Pontes.

    Ao apresentar as metas e prioridades do MCTIC, Pontes pediu ajuda do Parlamento para aumentar o orçamento da pasta. “Dada a importância e a amplitude da atividade de ciência e tecnologia no país e a importância para o desenvolvimento nacional, o orçamento é incoerente com essa importância”, disse.

    Marcos Pontes destacou que a reorganização da estrutura e das atividades integradas do sistema de ciência, tecnologia e inovação no Brasil, a melhoria da telefonia móvel e a universalização do acesso à banda larga são algumas das prioridades do MCTIC.

    Levantamento da Revenue Analytics, empresa de consultoria dos Estados Unidos, apontou que apesar do crescimento um pouco lento, “o rádio conseguiu segurar seus públicos e anunciantes, em contraste com outros setores da mídia, como os jornais, que demoraram a se adaptar aos tempos de mudança”.


    De acordo com a pesquisa, o rádio está preparado e adaptado aos novos desafios no consumo de mídia, seguindo as tendências para 2019 como os anúncios em áudio digital, o uso de diferentes plataformas, a evolução da organização das vendas e a personalização de programação.

    O levantamento pontuou ainda algumas tendências do setor de radiodifusão para os próximos anos. Segundo a consultoria, os investimentos publicitários irão, cada vez mais, para mídias tradicionais que também atuam nos ambientes digitais. “A transmissão de áudio em ambientes digitais teve um aumento de seis vezes nos últimos oito anos. Esse resultado prevê que a maior parte de investimentos será feita em mídias digitais”, diz a pesquisa.

    Outro ponto do levantamento mostra que as pessoas querem experiências personalizadas, e as mídias tradicionais estão atentas a isso.

    A consultoria indica também que a fusão entre grandes empresas de mídia pode ajudar as emissoras de radiodifusão a disputar publicidade em ambientes digitais com as empresas de tecnologia.

    O estudo completo da Revenue Analytics está disponível para download em https://research.revenueanalytics.com/2019MediaTrends

    *Com informações do Tudoradio.com

    O Instituto Palavra Aberta e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) anunciaram, na quinta-feira (25), em Brasília, o termo de cooperação internacional em educação e mídia. As entidades pretendem formar professores em educação midiática e digital, que ensinarão os alunos a ter um olhar analítico e crítico. A primeira ação conjunta da parceria será a construção de um currículo para formação de professores, a partir de diretrizes já publicadas pela UNESCO, e o trabalho por sua implementação em cursos de Pedagogia e Letras.

    A presidente executiva do Palavra Aberta, Patrícia Blanco, destacou o ensino de mídias como essencial para a manutenção da democracia. “Acreditamos que uma sociedade crítica, que consiga interpretar e diferenciar uma informação de qualidade feita por jornalismo profissional, é que será responsável por manter a democracia que vivemos e a liberdade de expressão, um pilar fundamental da democracia”, afirmou Patrícia Blanco.

    Marlova Noleto, diretora da UNESCO no Brasil, ressaltou que a formação de mentes críticas é vital para a realidade atual. “A liberdade de expressão é um direito consagrado e essencial para a realização de todos os direitos humanos. Ela deve ser reafirmada com exaustão, pois, principalmente com a proliferação das fake news, o risco desse direito ficou ainda mais forte. Ao disseminar notícias falsas, são transmitidas falsas verdades, que são perigosas para a democracia. Por isso a educação midiática é fundamental”, disse Marlova.

    Após a abertura do evento, a deputada e presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação, Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), e o gerente geral do Canal Futura, João Alegria, falaram sobre os desafios e a importância da educação midiática na formação das próximas gerações. “As plataformas digitais são uma ferramenta de exercício da cidadania, mas que precisam ter sua utilização qualificada. As escolas e os professores precisam estar preparados para a educação midiática, explicar os tipos de comunicação, ensinar a fazer uma leitura crítica e a selecionar o material que chega em mãos”, destacou a deputada.

    Alegria lembrou que as novas tecnologias são fundamentais para o futuro da educação. “Esse tempo não é de descanso, é de oportunidades, de agir e transformar. Dificilmente a escola se transformará sem a tecnologia e a cultura digital. É importante repensar a aprendizagem a partir de um ponto de vista digital”, comentou João Alegria.

    As soluções para os problemas do Sistema Mosaico, software que automatiza e acelera as solicitações de radiodifusores para inclusão de canais e licenciamento de estações de radiodifusão, foram discutidas na quarta-feira (24), em reunião com representantes da ABERT, Anatel, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET). 


    A expectativa da ABERT é que as dificuldades relatadas pelos radiodifusores, como ajuste de enquadramento (C2) das emissoras após a migração do antigo sistema para o Mosaico e autocadastramento (abertura do C2), sejam totalmente resolvidas ainda no primeiro semestre deste ano.

    Desde janeiro, quando começaram as reuniões mensais, uma das principais soluções implementadas no sistema foi a disponibilização, pelo Mosaico, de relevo digitalizado para uso dos radiodifusores.

    Participam das reuniões mensais representantes dos departamentos de Radiodifusão Comercial e de Fiscalização do MCTIC, e da Superintendência de Outorga e Recursos à Prestação da Anatel.

    O Senado Federal homenageou, na sexta-feira (26), a Rede Globo de Televisão pelos 54 anos de fundação.

    Em discurso, o presidente do Senado, David Alcolumbre (DEM-AP), destacou o trabalho da emissora e os desafios em tempos de novas tecnologias.

    “Sem dúvida, trata-se de uma nova fronteira na forma de trazer informações e de entreter, mas tenho certeza que está sendo muito bem administrada pela Rede Globo, que sempre teve pioneirismo e criatividade”, afirmou Alcolumbre. O ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), também participou da solenidade e ressaltou a importância da emissora na exportação da cultura brasileira. “A Globo faz a narrativa da vida do brasileiro e exporta essa história ao mundo. Dá identidade, auto-estima e alegria de saber que nossa dramaturgia produz mais horas que toda Hollywood”, discursou Toffoli.

    O vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Globo, José Roberto Marinho, destacou que o sucesso da emissora é reflexo da “obsessão pela qualidade” e ressaltou o compromisso com a verdade dos fatos. “A Globo defende de forma enfática a democracia, a liberdade de expressão, a República, o império da lei do voto. Esse é nosso compromisso é não há melhor momento para reiterá-lo do que na comemoração do nosso aniversário nessa Casa”, afirmou Marinho.

    Senadores, deputados, autoridades e representantes da ABERT, da Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e da Associação Nacional de Jornais (ANJ) também participaram do evento.

     

    A ABERT recebeu nesta terça-feira (23) as visitas do presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara, deputado Félix Mendonça Junior (PDT-BA), e do deputado integrante da Comissão, Alex Mendonça (PDT-BA).

    Durante o encontro com o presidente Paulo Tonet Camargo, conselheiros e diretores da ABERT e representantes de entidades de comunicação, o deputado Félix Mendonça falou sobre as prioridades da CCTCI. “ Existem muitos temas importantes em discussão na CCTCI, como a implementação do 5G, o debate sobre notícias falsas, a inteligência artificial, entre outros. Estamos realizando diversas audiências públicas que nos ajudam a entender todos esses pontos”, disse em entrevista à Rádio ABERT.

    O parlamentar também destacou a necessidade de revisão da assimetria regulatória existente entre as empresas de tecnologia e as de radiodifusão. “Essa assimetria não deve existir. Não podemos privilegiar apenas um lado. É possível corrigir isso e temos que corrigir”, afirmou Félix Mendonça.

    Também em entrevista à Rádio ABERT, o deputado Alex Santana ressaltou a importância da liberdade de imprensa e de expressão no país. “Essas liberdades são fundamentais e já foram conquistadas. Não é possível retroceder”, concluiu.

    A íntegra das entrevistas à Rádio ABERT pode ser acessada em https://soundcloud.com/abertbr

    O próximo curso de ensino a distância (EaD) apresentará as técnicas que ajudam os gestores de emissoras a reter bons profissionais, diminuindo a rotatividade de funcionários e as ações trabalhistas. O EaD “Retenção de Talentos” está marcado para a próxima quarta-feira (24), às 16h.

    Promovido pela ABERT em parceria com a Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (AERP), o curso será ministrado pela consultora em gestão de pessoas e especialista em treinamentos de empresas, Hermine Luiza Schreiner.

    As inscrições gratuitas estão abertas no site https://aerp.org.br/novo/ensino/categorias/cursos/

    Quase 91,5 mil pessoas participaram da NABSHOW 2019, mantendo a tradição de maior feira mundial de equipamentos e serviços para as áreas de tecnologia, rádio, TV e entretenimento. O evento aconteceu entre os dias 6 e 11 de abril, em Las Vegas (EUA).

    Apesar de o público presente em 2019 ter sido um pouco menor que em 2018, o vice-presidente executivo de Comunicações da NAB, Dennis Wharton, comemorou o sucesso da feira. “Mais uma vez, a NABSHOW é a principal vitrine das inovações que estão remodelando o mundo da mídia, entretenimento e tecnologia”, afirmou.

    De acordo com levantamento da NAB (National Association of Broadcasters), 160 países enviaram delegações.

    Brasileiros marcam presença

    O Brasil manteve sua participação, representando uma das maiores delegações presentes.

    Durante o Café da Manhã da Radiodifusão Brasileira, oferecido pela ABERT em parceria com a Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (AESP), mais de 140 radiodifusores brasileiros marcaram presença no encontro, compartilhando experiências com o vice-presidente do Departamento de Tecnologia e administrador do Comitê de Rádio da NAB, David Layer, que apresentou as novidades norte-americanas para o setor.

    Layer destacou as mudanças no comportamento do ouvinte americano e apontou a combinação entre rádio híbrido – com recepção do sinal pelo ar, de AM, FM, analógico e digital, e uso da internet para outros dados, como detalhes da programação – e rádio digital como um caminho promissor para o meio.

    Veículos conectados

    A tecnologia destacada por Layer está embarcada em veículos automotivos conectados e autônomos, que foram apresentados ao público na NABSHOW.

    Na exposição, foi possível acompanhar as demonstrações das possibilidades criadas pelo novo sistema de mídia, como o desenvolvimento de conteúdo, oportunidades de consumo, entrega e monetização relacionadas aos veículos conectados.

    Pavilhão Brasil

    Também o Pavilhão Brasil, que pela 12ª vez participou da NABSHOW, contou com a presença de 12 empresas nacionais. Organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (APEX-Brasil) e pelo Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares no Vale da Eletrônica (Sindvel), o Pavilhão Brasil fechou negócios na ordem de U$ 696 mil, com expectativa de U$ 3,284 milhões de novos negócios para os próximos meses.

    As associações estaduais de radiodifusão já estão definindo as datas dos congressos regionais que debaterão temas de interesse do setor. Três grandes encontros acontecerão no segundo semestre deste ano. Entre os dias 18 e 20 de setembro, Curitiba (PR) será sede do 25º Congresso Paranaense de Radiodifusão. Promovido pela Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (AERP), o congresso terá como tema “A força da TV e do rádio multiplataformas”.


    De 22 a 24 de outubro, em Canela (RS), a Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (AGERT) reunirá empresários e profissionais de rádio e TV no 25º Congresso Gaúcho de Radiodifusão. As inscrições já estão abertas no site www.agert.org.br. Já em novembro, a Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACERT) realizará, nos dias 28 e 29, mais uma edição do Fala Norte-Nordeste, reunindo radiodifusores e comunicadores das duas regiões.

    Deputada federal em primeiro mandato, Celina Leão (PP-DF) visitou a ABERT na terça-feira (16). Recebida pelo presidente Paulo Tonet Camargo, diretores e conselheiros, a parlamentar falou sobre o trabalho nesses primeiros meses no Congresso Nacional e da experiência ao longo dos oitos em que foi deputada distrital, inclusive como presidente da Câmara Legislativa do DF.

    Leia os principais trechos da entrevista. A entrevista na íntegra pode ser acessada aqui.

    Durante oito anos a senhora foi deputada distrital e agora, está há quatro meses na Câmara Federal. Quais são as diferenças?
    Eu percebo que o deputado distrital, principalmente aqui em Brasília, que não existe a figura do vereador, tem um vínculo muito próprio com a cidade e com todos os problemas locais. Desde o buraco na porta da sua casa, passando pela merenda escolar e pela saúde. E na Câmara Federal nós tratamos de temas mais estratégicos e macros, discutindo os rumos do país. Apesar de tudo isto, eu ainda tenho uma ligação muito próxima com o DF. Foram oito anos na Câmara e não quero ficar longe dos problemas mais comuns do Distrito Federal.

    Quais são as prioridades do seu mandato?
    Eu tenho um trabalho muito forte em relação às multas de trânsito. Há fábricas de multas no país, precisamos regulamentar melhor essa questão. Hoje em dia, os radares nas rodovias e avenidas ficam escondidos só para o motorista ser multado. Estamos fazendo um estudo para propor a regulamentação do uso do equipamento. O objetivo do radar não pode ser o de multar, ele tem que conscientizar a população que há uma regra de velocidade para ser cumprida e o objetivo principal é diminuir acidentes e não ficar arrecadando dinheiro. Outro tema em que gosto de atuar é na defesa das mulheres. Sou presidente da Frente Parlamentar dos Direitos das Mulheres. É um colegiado atuante, e estamos propondo inúmeras políticas públicas para que as mulheres sejam mais respeitadas.

    A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou projeto que prevê multa para condenados por agressão a mulheres. Qual sua avaliação?
    Acho que toda a lei que vem para constranger e criar mais dificuldades para o agressor é válida. Apesar de estarmos endurecendo a legislação contra pessoas que agridem as mulheres, tenho uma percepção que, apesar das leis, a violência contra a mulher vem crescendo. Então, acho que a questão da educação também é fundamental. A criança na escola tem que aprender que tem que respeitar a mulher e respeitar o diferente.

    Há uma declaração da senhora que diz que a Reforma da Previdência que está tramitando na Câmara pode ser injusta com as mulheres. Por que?
    Acredito que muitas das conquistas que as mulheres tiveram durante anos podem ser extintas com a Reforma da Previdência do jeito que está. Queremos garantir uma aposentadoria diferenciada para as mulheres. Cito, como exemplo, as professoras. Claro que é importante e temos sim que votar a Reforma da Previdência, mas temos que ao menos tentar garantir a equidade desses direitos.

     

     

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