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    Após o cancelamento da NABSHOW 2020, feira mundial de radiodifusão prevista para ocorrer no próximo mês em Las Vegas (EUA), a Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET) decidiu alterar o formato do Set e Trinta, seminário realizado anualmente pela entidade, como parte integrante do evento americano. A decisão foi tomada após o aumento dos casos de coronavírus ao redor do mundo.

    Diante do quadro de pandemia, a SET adaptou o encontro para o mundo virtual. As novidades serão apresentadas em uma série de webinários, gratuitos, que estarão disponíveis ao longo do mês de abril. Os horários e datas estão em fase de definição e serão divulgados na próxima semana.

     Segundo o diretor geral da SET, Olímpio José Franco, o intuito é assegurar o bem-estar da comunidade atendida pela sociedade. “Queremos unir os nossos amigos, parceiros e a comunidade SET e fazer um belo evento online", informou.

    Cancelamentos em série

    Seguindo a orientação de diversas autoridades sanitárias, a NAB (National Association of Broadcasters) decidiu suspender a feira - inicialmente marcada para os dias 18 a 22 de abril - como precaução contra a propagação do coronavírus.

    Mais de 800 atividades, entre painéis e workshops sobre mídia, tecnologia e entretenimento, além de uma feira de produtos e serviços estavam previstos pela organização da feira. O público previsto era de cerca de cem mil pessoas.

    Na mesma linha, a ABERT também cancelou o Café da Manhã da Radiodifusão Brasileira, tradicional evento que reúne empresários de rádio e TV, parlamentares e representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em Las Vegas, durante a NABSHOW.

     

     

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    Assim que o novo coronavírus se espalhou pelo mundo, a radiodifusão brasileira se mobilizou para levar à sociedade informação apurada e checada sobre a nova doença. As associações estaduais de rádio e TV passaram a publicar material informativo para ser compartilhado por associados, em redes sociais.

    Desde segunda-feira (16), a Associação Mineira de Emissoras de Rádio e Televisão (AMIRT) está publicando informativos, em formato de vídeo, sobre a situação da COVID-19, sintomas e dicas de prevenção da doença.

    Também a Associação de Rádio e TV de Pernambuco (ASSERPE) divulgou peças para redes sociais e um spot de rádio, abordando temas que ajudam a conscientizar a população sobre a importância de lutar contra a escalada do vírus, e também de combater a desinformação.

    No Ceará, a Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACERT) foi convidada pelo governo estadual para integrar o comitê de enfrentamento à doença. Todo o conteúdo de alerta produzido pelo governo está sendo replicado pelos veículos associados.

    A Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (AGERT) optou por compartilhar conteúdo produzido pelo governo federal. Além de material preparado para divulgação pelas redes sociais, um spot de rádio e um testemunhal pode ser utilizado pelas emissoras. Os temas se dividem entre sintomas, formas de transmissão e medidas para se proteger da contaminação.

    Já a Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACAERT) alerta ouvintes e telespectadores para o perigo de informações falsas, com a campanha “Não pague o pato, confie em quem apura o fato”.

    Também a Associação Paranaense de Emissoras de Rádio e Televisão (AERP) produziu um conjunto de dicas que servem tanto ao público em geral quanto aos comunicadores. Além disso, criou uma série de perguntas e respostas úteis sobre o assunto e transformou as principais orientações em posts para redes sociais.

    O conteúdo compartilhado pela AGERT está disponível AQUI

    Para saber mais sobre o conteúdo da ASSERPE, acesse o portal www.asserpe.org.br

    Para o material da AMIRT, clique em: www.portalamirt.org.br

    Para acessar o material da ACAERT, acesse AQUI 

    O conteúdo da AERP pode ser acessado AQUI

     

     

     

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    A ABERT informa que, a partir de quinta-feira (19), em virtude da pandemia do novo coronavírus, adotará regime especial de trabalho como forma de preservar a saúde e o bem-estar de seus colaboradores.

    Duas rádios comunitárias que atuam nas cidades catarinenses de Criciúma e Canelinha foram proibidas pela Justiça de Santa Catarina de veicular propaganda comercial em suas programações. As decisões fixaram multas diárias às duas emissoras em caso de desobediência.

    Ao acatar as ações movidas pela Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACAERT), a justiça determinou que as emissoras veiculem apenas o que se entende por apoio cultural, proibindo a veiculação de comerciais que contenham bens, produtos, preços, condições de pagamento, ofertas, vantagens e serviços que promovam a patrocinadora. Também determinou que a emissora deve respeitar o raio de cobertura definido pela legislação de rádio comunitária, de mil metros a partir da torre de transmissão.

    Rádio ilegal é crime

    A atividade clandestina de telecomunicação é crime previsto na Lei 9.472/97, artigo 183, com pena de detenção de dois a quatro anos, aumentada pela metade se houver dano a terceiros, além de multa de R$ 10 mil.

    O Código Penal também prevê o delito em seu artigo 336.

    Para denunciar uma rádio ilegal basta entrar em contato com a Anatel pelo telefone 1331 (chamada gratuita) ou enviar uma correspondência para: ARU - Assessoria de Relações com o Usuário da Anatel, endereço: SAUS Quadra 06, Bloco F, 2º andar, Bairro Asa Sul, CEP: 70.070-940 - Brasília-DF

     

     

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     Os temas e projetos de lei em tramitação na Câmara dos Deputados que envolvem o fortalecimento da radiodifusão e a defesa do princípio constitucional da livre iniciativa, a simetria de regras e avanço tecnológico e a defesa da liberdade de expressão, em todas as suas formas, estarão na agenda da Frente Parlamentar da Radiodifusão em 2020.

    Na primeira reunião do ano, na quarta-feira (11), em Brasília, os deputados que compõem o colegiado discutiram a pauta de interesse do setor, como, por exemplo, o projeto de lei que obriga a inserção e a ativação do chip FM em todos os celulares fabricados e montados no Brasil e os projetos que estabelecem restrições à publicidade ou o confisco de tempo das emissoras de rádio e televisão.

    Para o deputado Eli Corrêa Filho (DEM/SP), presidente da Frente Parlamentar, “muitos serão os desafios enfrentados. Neste primeiro momento, vamos focar em organizar uma reunião com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia e do Senado, Davi Alcolumbre, realizar o seminário da Frente Parlamentar em Brasília e seguir com as propostas de interesse do setor de radiodifusão e da sociedade brasileira”.

     

     

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    O primeiro curso de ensino a distância (EaD) deste ano contou com a participação de 1.240 radiodifusores e profissionais de rádio de todo o Brasil. O curso sobre gestão de vendas, com enfoque especial no aumento da lucratividade, aconteceu na quarta-feira (11).

    O consultor e escritor Marcelo Caetano destacou que o talento não é a única característica para uma boa venda. “O vendedor precisa estar muito bem informado e preparado para vender”.

    De acordo com Caetano, as emissoras devem trabalhar bem a fidelização. “Fidelizar não é baixar preço. Você precisa pesquisar e saber se seu cliente está satisfeito, além de conhecer o seu diferencial. Se baixarmos o preço no limite máximo, comprometemos a qualidade do nosso serviço”, ressaltou.

    O mediador e presidente da Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (AERP), Michel Micheleto, reforçou que a disputa pelo preço compromete a emissora. “Não tem como contratar bons comunicadores e profissionais preparados se a emissora ‘sangrar’ pela disputa desenfreada pelo preço”.

    Para Suzana Oliveira, programadora e recepcionista da Rádio Inconfidência de Umuarama (PR), o tema foi muito bem abordado. “Migramos recentemente do AM para FM e nossa tabela de preço mudou um pouco. As dicas do palestrante convidado foram muito importantes”, parabenizou.

    Já Adriano Lima, gerente da equipe nas Rádios Líder e Planetário, em Espumoso (RS), enfatizou a importância da qualificação da equipe de vendas. “Vou reunir a equipe e vamos assistir novamente o EaD. O assunto é muito pertinente e todos devem estar alinhados”, completou.

    Gratuitos

    Gratuitos, os cursos EaD são oferecidos graças à parceria entre a ABERT e a AERP. Em ambiente virtual, os participantes podem enviar em tempo real suas perguntas, que serão respondidas por especialistas renomados. Para acompanhar as novidades e a programação, acesse www.abert.org.br.

     

     

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    Em sessão especial na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), na terça-feira (10), o presidente da Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACAERT), Silvano Silva, falou sobre a atuação da radiodifusão local em prol do desenvolvimento do estado. Na mensagem à Alesc, Silva destacou a credibilidade do rádio e da TV e falou sobre as campanhas desenvolvidas pela ACAERT, em especial a de combate às notícias falsas relacionadas ao novo coronavírus.

    “É fundamental lembrar que uma fake news pode matar, e nós, como veículos de credibilidade, vamos sempre combater a desinformação, sempre que for necessário, porque essa é nossa grande virtude”.

     Crédito/fotos: Daniel Conzi e Assessoria de Imprensa ACAERT

     

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     Em virtude da pandemia de coronavírus, a Associação Mineira de Rádio e Televisão (AMIRT) cancelou o 17º Encontro Regional de Radiodifusão, que aconteceria no município de Teófilo Otoni, no sábado, 14 de março. Assim que a situação estiver nornalizada, a AMIRT divulgará nova agenda.

    A ABERT informa o cancelamento do Café da Manhã da Radiodifusão Brasileira, que aconteceria no dia 21 de abril, durante a NABSHOW 2020, em Las Vegas (EUA).

    O cancelamento ocorre após decisão da National Association of Broadcasters (NAB) de suspender a feira - inicialmente marcada para os dias 18 a 22 de abril - como precaução contra a propagação do coronavírus.

    A ABERT lamenta o imprevisto e, tão logo uma nova data seja confirmada, entrará em contato com seus parceiros e fornecedores.

    Em 2019, a imprensa brasileira sofreu quase 11 mil ataques diários pelas redes sociais, o que representa, em média, 7 agressões por minuto. Os dados estão no Relatório ABERT sobre Violações à Liberdade de Expressão, lançado pelo presidente da Associação, Paulo Tonet Camargo, na quarta-feira (11), em Brasília.
    “O ano de 2019 foi preocupante. No futuro, olharemos para ele como um ano atípico, de ódio, incompreensão, uma falta de avaliação serena dos fatos. Isso revela uma incompreensão com o papel que os jornais e os jornalistas exercem na imprensa brasileira”, afirmou Tonet.

    Na edição deste ano, pela primeira vez, o relatório trouxe um capítulo sobre os ataques virtuais sofridos pelo jornalismo profissional.

    De acordo com estudo encomendado pela ABERT à Bites, empresa de consultoria que faz o monitoramento do universo digital, em 2019, os 130 milhões de brasileiros com acesso à internet produziram 6,2 bilhões de posts no Twitter.
    Desse volume, 39,2 milhões trouxeram conteúdos com a combinação das palavras “mídia”, “imprensa”, “jornalista” e “jornalismo”.
    Desse total, 3,2 milhões de posts (10%) foram produzidos por perfis e sites mais conservadores com palavras de baixo calão ou expressões que tentam desacreditar o trabalho da imprensa. O número mostra que a mídia profissional sofreu 9 mil ataques diários, uma média de 6 ataques por minuto.

    714 mil tweets foram produzidos pela esquerda, o que representa 1,9 mil ataques diários, ou 1,3 agressão por minuto.
    A soma dos ataques com viés ideológico é de cerca de 4 milhões de postagens negativas, ou 10% de tudo o que foi produzido em 2019 sobre a área de comunicação profissional no Brasil.
    No Poder Legislativo, as legendas PSL e PT, da Câmara dos Deputados, lideraram as postagens sobre a mídia em 2019.
    Do total de 4.506 posts, 1.575 foram do PSL e 1.156 do PT.
    “Os indicadores revelam que a ação contra a mídia não está restrita a um universo particular de apoiadores da direita ou da esquerda política, mas àqueles que não aceitam o contraditório”, afirma a Bites.
    Número de violência não letal tem redução de 50%

    O Relatório da ABERT registrou ainda 56 casos de violência não-letal, que envolveram pelo menos 78 profissionais e veículos de comunicação.
    Em relação a 2018, houve uma redução de 50,87% no número de casos e de 52,72% no número de vítimas. A redução é positiva, porém não significa que houve uma melhora na percepção sobre a importância do trabalho da imprensa.
    As agressões físicas, que vão desde socos e pontapés a disparos de bala de borracha, continuam sendo a principal forma de violência não-letal: foram 24 casos relatados (42,85% do total) em 2019, envolvendo pelos menos 30 jornalistas. Os principais alvos foram os profissionais de rádio e TV do sexo masculino. A Região Sudeste registrou o maior número de ocorrências.

    Os autores das agressões foram, principalmente, os políticos ou ocupantes de cargos públicos. Em seguida, estão jogadores, torcedores e técnicos nas coberturas esportivas.
    As ofensas vêm em seguida, com 8 casos, envolvendo 10 vítimas, e respondem por 14,28% do total. O número nem sempre representa a realidade, já que muitos casos não são relatados ou são minimizados por parte das vítimas. Em 2019, os profissionais de jornal foram os principais alvos de políticos ou ocupantes de cargos públicos.

    Os casos de intimidação, ameaça, assédio sexual, ataques/vandalismo e roubos/furtos também tiveram queda, enquanto os de censura, detenção e injúria racial tiveram aumento nos registros.
    Pela primeira vez desde 2012, quando a ABERT passou a monitorar os casos de violações à liberdade de expressão, houve um registro, de forma presencial, de injúria racial, crime inafiançável que deve ser punido com todo rigor. Outras situações ocorreram por meio de ataques em redes sociais.

    Também as decisões judiciais estão registradas no Relatório ABERT sobre Violações à Liberdade de Expressão, mas não estão contabilizadas como violência não-letal. Em 2019, houve um aumento de 15,38% em relação ao ano anterior. Os pedidos de indenização representaram a maioria das decisões judiciais; em seguida, estão os pedidos de retirada do ar de informações e matérias jornalísticas.
    O Relatório da ABERT cita ainda os casos de dois jornalistas assassinados em Maricá (RJ), em menos de um mês, mas os registros não foram contabilizados, pois a Polícia de Niterói não confirma se os crimes estão relacionados à atividade profissional.

    O BRASIL NO MUNDO
    O Brasil continua apresentando um cenário preocupante para o exercício do jornalismo e nem mesmo a redução no número de mortes e violência não-letal fez com que o país fosse retirado das listas mundiais de nações perigosas para a profissão.
    De acordo com a ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF), entre 180 países avaliados, o Brasil figura na posição 105 no ranking de liberdade de imprensa.
    Já o Comitê para Proteção dos Jornalistas (CPJ) coloca o Brasil na nona posição na lista dos países que possuem mais crimes contra jornalistas sem solução.

     

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