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    As emissoras de rádios que quiserem ajudar na divulgação do Fala Norte/Nordeste, congresso regional da Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACERT), já podem baixar e transmitir os spots sobre a programação (download aqui e aqui) do evento. O Fala Norte/Nordeste reunirá radiodifusores das duas regiões brasileiras nos dias 28 e 29 de novembro, no Shopping Rio Mar, em Fortaleza (CE).

    Seis cursos técnicos serão oferecidos no congresso: “Equipamentos transmissores de radiodifusão”, “Equipamentos de estúdio de emissoras”, “Processadores de áudio de TV, FM e AM”, “Link estúdio transmissor 950 MHZ, link móvel 450 MHZ e sistema de link dedicado que utiliza conexão TCP/IP (internet, WiFi ou qualquer rede de computador – LAN, MAN ou WAN) como meio de propagação do sinal de áudio”, “Instalação e manutenção eficiente de uma emissora de radiodifusão” e “Principais irregularidades encontradas pela fiscalização da Anatel nas emissoras”. Uma feira de equipamentos com as novidades para o setor também terá expositores de empresas regionais.

    Para mais informações, ligue (85) 3246 1051 ou envie email para Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo..

    Congresso da AGERT

    Já os radiodifusores e profissionais de rádio e TV do sul do país têm encontro marcado no 25º Congresso Gaúcho de Radiodifusão, que acontece entre os dias 22 e 24 de outubro, em Canela (RS).

    Promovido pela Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (AGERT), o evento terá palestras com Andiara Petterle, vice-presidente de Produto e Operações do Grupo RBS, Edilberto Camalionte, especialista em corporativismo, Marcelo Leite, diretor-executivo de Marketing do Grupo RBS, e Delton Batista, presidente da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing (ADVB) de Santa Catarina.

    As inscrições já estão abertas no site www.agert.org.br.

    O Projeto de Lei 8438/17 que obriga a inserção e ativação do chip FM em todos os celulares fabricados e montados no Brasil foi aprovado, na quarta-feira (2), pelos parlamentares presentes na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (CDEICS) da Câmara dos Deputados. Participaram da votação os deputados Bosco Saraiva (SD/AM), Amaro Neto (Republicanos/ES), Laércio Oliveira (PP/SE), Vander Loubet (PT/MS), Zé Neto (PT/BA), Otaci Nascimento (SD/RR) e Alexis Fonteyne (Novo/SP).

    Para o relator Amaro Neto, a aprovação é “uma conquista para os brasileiros”.

    “A população precisa poder contar com o celular como um novo aparelho para transmissão do rádio. Quero agradecer a cada um dos colegas que deram um voto a favor do nosso relatório e mencionaram o projeto como importante para o setor de radiodifusão e para a sociedade”, afirmou o deputado.

    A obrigatoriedade do chip FM é uma das prioridades da ABERT, que tem atuado junto ao governo federal e ao Congresso Nacional para que o projeto seja aprovado em definitivo. Para o presidente da ABERT, Paulo Tonet Camargo, a ativação do rádio FM é essencial para a população escutar a programação gratuitamente de onde estiver.

    “A aprovação desse projeto de lei na CDEICS é uma grande vitória para o setor. A população brasileira, em especial a de baixa renda, não pode depender de internet para ter acesso à programação do rádio FM no celular. Ter a função do rádio FM no celular não aumentará o preço do aparelho e será um grande aliado da população”, destacou Tonet.

    O projeto agora segue para a análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em caráter terminativo, sem necessidade de ser votado pelo plenário.

    Campanha da ABERT

    Em 2014, a ABERT lançou a campanha “Smart é ter rádio de graça no celular”, que incentiva a população a optar por um aparelho com chip FM na hora da compra e busca sensibilizar a indústria a fabricar aparelhos com receptor de rádio FM.

    Para facilitar a consulta dos interessados, a ABERT disponibiliza uma lista atualizada (aqui) de marcas e modelos de celulares que têm o dispositivo FM ativado.

    De acordo com a Associação, 100% dos celulares de até R$ 300 já vêm com rádio FM. Já nos smartphones acima deste valor, o percentual dos modelos equipados com receptor FM fica em 70%: dos 100 celulares à venda no mercado, 70 possuem rádio FM integrado.

    Associações estaduais comemoram

    A aprovação do PL foi comemorada pelas associações estaduais. 

    “É uma grande vitória para o rádio. Nós radiodifusores devemos chamar a atenção de todos os ouvintes e conscientizá-los que o rádio ouvido no celular é o futuro na palma da mão. Em qualquer comunidade, o rádio é uma das plataformas de comunicação de massa mais importantes, atingindo 89% da população, que está migrando para novos formatos de consumo, principalmente o celular", afirma Alexandre Barros, presidente da Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (AERP). 

    Para Fernando Machado, da Associação das Empresas de Rádio e TV do Espírito Santo (AERTES), "os deputados entenderam que a população tem na radiodifusão um serviço gratuito e de grande utilidade pública e que o cidadão ouvinte não deve pagar por esse serviço, que é gratuito na fonte ao utilizar o celular".

    "Liderados pela ABERT, conseguimos esta grande vitória para o setor. Vamos continuar juntos apoiando e nos mobilizando para este importante pleito da radiodifusão, que sem dúvida beneficiará a população com mais prestação de serviços. Parabéns ao rádio brasileiro", afirma Rodrigo Neves, presidente da Associação das Emissoras Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (AESP).

    O projeto de lei (PL 8438/17) que obriga a inserção e habilitação do chip FM em todos os celulares fabricados e montados no Brasil poderá ser votado nesta quarta-feira (2) na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (CDEICS) da Câmara dos Deputados. A votação deve acontecer às 10h. Se aprovado, o projeto segue para a Comissão de Justiça.

    O relator do projeto, deputado Amaro Neto (Republicanos-ES), publicou um artigo em que lembra o Dia Nacional do Rádio, comemorado na última quarta-feira (25), e faz um apelo para a aprovação do PL que obriga o chip FM nos celulares.

    “O serviço de rádio é o principal instrumento de aviso público no caso de emergências, mitigando os transtornos causados pelo trânsito, deslizamentos, enchentes, acidentes e nos casos de desastres naturais, quando os demais serviços de telecomunicações podem ser interrompidos”, diz trecho do artigo. A íntegra está disponível aqui

    A liberação do chip FM é uma das prioridades da ABERT, que tem atuado junto ao governo federal e ao Congresso Nacional para que o projeto seja aprovado em definitivo.

    Em 2014, a ABERT lançou a campanha “Smart é ter rádio de graça no celular”, que incentiva a população a optar por um aparelho com chip FM na hora da compra e busca sensibilizar a indústria a fabricar aparelhos com receptor de rádio FM.

    Os processos em andamento na Secretaria de Radiodifusão do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) deverão ganhar celeridade com a Portaria nº 5153/2019, publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (30) e que descentraliza as decisões de menor complexidade. A nova delegação de competências atende a um antigo pleito da ABERT de desburocratização do setor.

    A portaria delega ao diretor do Departamento de Radiodifusão Comercial atribuições como autorizar a alteração de características técnicas dos serviços de radiodifusão comercial e ancilares, nos casos de mudança do sistema irradiante para as coordenadas fora da localidade de outorga, bem como de mudança de classe de potência; consignar canais de radiofrequência destinados à transmissão digital do serviço de radiodifusão de sons e imagens e do serviço de retransmissão de televisão; expedir licença para funcionamento de estação dos serviços de radiodifusão comercial e ancilares, no âmbito de sua competência.

    Também foram delegadas ao coordenador-geral de Pós-Outorgas do Departamento de Radiodifusão Comercial atribuições como: autorizar alteração de características técnicas dos serviços de radiodifusão comercial, exceto nos casos de mudança do sistema irradiante para coordenadas fora da localidade de outorga, bem como de mudança de classe de potência; homologar alterações estatutárias ou contratuais efetivadas em razão de dispositivos legais, referentes aos serviços de radiodifusão comercial, respeitadas as limitações legais; aprovar projetos de instalação de estações e de utilização de equipamentos de serviços de radiodifusão comercial; prorrogar prazo para a instalação de estação dos serviços de radiodifusão comercial, conforme disposto na regulamentação aplicável; fixar e prorrogar prazos para o enquadramento em novas características de Planos Básicos de Radiodifusão comercial, conforme disposto na regulamentação aplicável.

    A íntegra da portaria pode ser acessada clicando aqui.

    Os aspectos criativos da publicidade no rádio e o ponto de vista dos anunciantes sobre o meio estiveram no centro dos debates dos painéis realizados no encontro "Rádio: mercado em sintonia", na quarta-feira, em São Paulo (SP).

    A relevância do rádio como atividade econômica, com indicadores, perspectivas e tendências do mercado para o meio, além da força na divulgação de peças publicitárias foram destacadas pelos palestrantes.

    Sob a mediação do professor e especialista em mercado de comunicação Fernando Morgado, no painel "Rádio e publicidade: a alma do negócio", o presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP), Mario D’Andrea, defendeu que o rádio é o meio que mais se beneficiou com a chegada da tecnologia digital: "Ele não perdeu características, só ganhou novas", pontuou. "O rádio você consegue consumir até tomando banho, é um veículo que você conversa. Essa intimidade é uma ferramenta que para nós, criativos, é fundamental. Acho que as agências brasileiras deveriam usar mais; o rádio tem um poder de mobilização muito grande, principalmente agora", explicou D'Andrea.

    O cantor Wilson Simoninha, relatou sua ligação familiar com o rádio: "O meu tio avô Antonio Leite foi contratado pela Rádio Tupi, TV Tupi. O meu parto quem pagou foi a Rádio Nacional, então minha ligação com o rádio vem desde o berço, literalmente", relembrou. "Além de produzir, sou um ouvinte, consumo rádio diariamente. Trabalhar, criar para rádio sempre foi um desafio muito grande, como emocionar as pessoas, como tocar as pessoas, através dessa maneira muito única", destacou Simoninha.

    Ao afirmar que algumas peças feitas para a televisão são veiculadas no rádio sem as devidas adaptações, Morgado provocou os debatedores a falar sobre o tema.

    Na avaliação de Simoninha, o fator determinante para esse fenômeno é uma questão econômica: "A gente precisa criar mais para o veículo [rádio], mas em algum momento da nossa história recente é que a rádio ficou um pouco em segundo plano para o comercial das empresas e para as agências. Falta um trabalho do quanto é importante e abrangente a questão da rádio. De um tempo para cá, a gente está tendo uma retomada do veículo para os clientes. Existem peças que não sobrevivem sozinhas no rádio. E existe má adequação de uma nova ideia", disse Simoninha.

    Na opinião de Mario D'Andrea, essa falta de adaptação das peças "é preguiça mesmo". Ele detalha: "Eu sei que dá mais trabalho produzir para cada um dos meios. Mas não criar especificamente para rádio é uma falha gravíssima. É perder toda a especificidade que o rádio tem. Se você tem uma música forte, que passa toda a mensagem, tudo bem você veicular no rádio. Mas eu já vi casos de som que não significam nada ao passar só o som [da publicidade] para o rádio". Para Mario D'Andrea "o meio [rádio] tem que se reinventar perante as agências e os clientes. Então, festival, concorrência, premiação, funcionam sim, para estimular", concluiu.

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    Relação do rádio com os anunciantes

    "É uma honra para os anunciantes participar desse evento. Tenho uma relação muito íntima com o rádio. No interior, a gente ouve muito rádio e eu mesma ouço muito hoje em dia", relatou Nelcina Tropardi, presidente da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA). Para Nelcina, o rádio se adaptou muito a outras plataformas e sua abrangência é muito grande. "No Brasil, estima-se que há dois dispositivos por pessoa e aí contam os computadores, tablets e smartphones. Hoje temos 230 milhões de telefones celular. Além das inovações, os podcasts, as transmissões via youtube, nós enxergamos esse meio com potencial de alcance muito grande", afirmou.

    Marco Frade, diretor de Mídia da LG no Brasil, avalia que algumas reflexões são muito mais poderosas nesse momento: "Como a gente caminha para frente no mercado publicitário? Estamos tendo uma experiência no Rio Grande do Sul com efetivo retorno de marketing share investindo em rádio. Na realidade, por que é tão difícil sair dos 4% da participação publicitária no Brasil? E não adianta dizer que é equipe reduzida, o rádio vem a reboque. A gente está fazendo a conversa do lado errado", provocou Frade. Para ele, é importante pensar mais do ponto de vista do anunciante. "A gente quer resultado do investimento que é feito. Quando eu não tenho no montante uma capacidade de mostrar resultado, fica difícil de fazer a divisão de budget [orçamento] para os meios. O rádio é granular, então é difícil somar esses resultados. O Google está aspirando todo o budget. Isso ocorre porque o rádio parte do granular para poder chegar no total, é justamente porque a gente não consegue somar" afirmou Frade.

    Para Marco Frade, são três os pilares para reverter esse quadro. "O primeiro é o investimento no próprio negócio, para que as pessoas reconheçam que aquele negócio é valoroso para a marca. O segundo é trazer para o mercado profissionais, não dá pra trabalhar com amadores, tem que trazer profissionais gabaritados. O terceiro ponto é a métrica. Se não tiver uma métrica, não tem como apresentar resultado para o cliente. Quando a gente brifa a agência de publicidade que é muito granular a audiência em São Paulo, então você precisa colocar seis ou sete emissoras. Eu vou ter dificuldade de justificar", explicou.

    Nelcina Tropardi resgatou a importância do diálogo entre os atores envolvidos. "Vamos estabelecer um diálogo, porque eu tenho certeza que quando os players sentarem, a gente consegue chegar numa equação em que se possa fornecer informação que o anunciante precisa para poder colocar seu investimento. Envolve a agência que, daí, tem uma nova forma para conseguir trazer esses planos para o anunciante, contemplando o rádio, e, assim, o ecossistema se desenvolve de forma conjunta como deve ser", concluiu.

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    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, participou, na quarta-feira (25), em São Paulo (SP), da reunião do Conselho Superior da ABERT e de presidentes de associações estaduais e sindicatos de radiodifusão.

    Ao falar para mais de 50 empresários de rádio e TV de todo o país, Moro apresentou um protocolo de sugestões para que os veículos de comunicação evitem a exposição midiática de episódios como tiroteios em massa, que podem incitar outras ações semelhantes.

    Uma das sugestões é que os meios de comunicação evitem a publicação de fotos, vídeos e registros dos agressores, vítimas e agentes de segurança. O protocolo sugere, ainda, que seja evitada a divulgação nas redes sociais de textos ou manifestos de criminosos e que as informações não estimulem novos atos violentos. Outra sugestão é pautar na grade jornalística entrevistas com especialistas que difundam informações para prevenir tais atos.

    Ao ser informado sobre o fechamento de 25 emissoras de rádio clandestinas em São Paulo, Moro afirmou que "de fato, esta é uma preocupação. Essas rádios podem ser utilizadas para propósitos criminosos".

    A reunião foi comandada pelo presidente da ABERT Paulo Tonet Camargo, que apresentou as conquistas e desafios do setor e defendeu a união da radiodifusão.

    “A ABERT é um esforço coletivo. A gente consegue superar os desafios porque juntos somos grandes e temos muita força”, afirmou Tonet.

    O ator Lima Duarte, convidado especial do encontro "Rádio: Mercado em Sintonia", emocionou a plateia de mais de 500 participantes presentes ao Teatro do Renaissance São Paulo Hotel, em São Paulo (SP), na quarta-feira (25).

    Aos 90 anos, o artista, um dos mais completos do Brasil, falou sobre sua experiência em rádio no início da carreira artística, no interior de Minas Gerais, e relembrou sua trajetória até chegar à televisão. Ele contou que lia o jornal para o pai, inclusive inventando notícias que não estavam escritas. Lima disse que depois que o pai dele ganhou um rádio, objeto raro na pequena cidade de Sacramento (MG), a vizinhança se juntava na porta da casa da família para tentar ouvir o rádio junto. "Meu pai dizia que quem detém a informação, detém o poder. Então ele ouvia rádio bem baixinho, para ninguém ouvir", relatou, arrancando risos do público.

    O ator também falou sobre seu trabalho na Rádio Tupi, ainda muito jovem, e "por acaso": ao falhar num teste para uma vaga de locutor, "por causa do sotaque caipira", um técnico de som ofereceu trabalho a ele, que aceitou."O meu trabalho era chegar às seis horas da manhã, pegar uma válvula até o filamento ficar vermelho. Aí, nos intervalos, eu ia pro estúdio e imitava porco, cavalo, galinha, cachorro, e dei uma palhinha para demonstrar alguns desses sons criados com o corpo", detalhou.

    Segundo Lima Duarte, foi assim que ele se tornou sonoplasta, até ser convidado para fazer radionovela. "Fiz radioteatro por muitos anos. Fui sonoplasta, radioator e teleator". Lima Duarte encantou a plateia com suas inúmeras histórias e saiu aplaudido de pé ao final de seu depoimento.

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    Mais de 500 pessoas entre radiodifusores, artistas e grandes nomes do mercado publicitário e anunciante participaram do encontro "Rádio: mercado em sintonia", na quarta-feira (25), no Teatro do Renaissance São Paulo Hotel, em São Paulo (SP), para celebrar o Dia Nacional do Rádio e a importância do veículo na sociedade. Promovido pela ABERT, em parceria com a Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) e a Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP), o evento comemorou os 97 anos do rádio, com debates sobre os desafios do meio do ponto de vista de agências e de anunciantes.

    O presidente da ABERT, Paulo Tonet Camargo, abriu o encontro, destacando a credibilidade do rádio. "Falar sobre o rádio é fazer uma retrospectiva que tem como marca principal a credibilidade. Quem tem credibilidade tem o poder de divulgar a verdade e somente com a verdade a sociedade se aperfeiçoa e evolui. É um esteio da democracia. Ao longo da sua história, o rádio construiu uma fortíssima relação de proximidade e até de intimidade com os brasileiros, que confiam na sua informação e formam suas convicções", afirmou.

    Tonet também ressaltou que hoje o rádio é muito mais do que sempre foi, porque está em todas as plataformas, mas não recebe investimentos à altura de seu alcance: "Neste evento, os senhores conhecerão relatórios, números e tendências, dados de fonte com credibilidade reconhecida no Brasil e no exterior, e que poderão servir de ferramentas de apoio para os anunciantes e para as emissoras defenderem os resultados que geram", destacou. "A contribuição do rádio para o desenvolvimento social, cultural e econômico é indiscutível. Temos dados que mostram isso", concluiu.

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    O secretário de Radiodifusão do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Elifas Gurgel, homenageou os profissionais da área técnica do rádio: "No Dia do Rádio, a gente reflete sobre o nascimento do rádio no Brasil e também o papel das pessoas que colocam a mão na massa, que desenham, que montam, dos engenheiros e técnicos que permitem que haja essa beleza que é o rádio brasileiro. Eu montei meu primeiro rádio quando tinha 7 ou 8 anos de idade", lembrou. Elifas Gurgel homenageou o técnico cearense Antonio Normandes, em nome de todos os técnicos e profissionais do rádio.

    O conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Moisés Moreira, criticou a proposta que tenta equiparar as rádios comunitárias às comerciais. "As rádios comunitárias têm que obedecer as regras do jogo. Elas precisam estar cientes para o que elas existem, e, muitas vezes, elas se tornam, na verdade, rádios piratas e prejudicam a economia das rádios comerciais". Ele destacou ainda o combate às rádios piratas. "São Paulo fez uma grande operação neste mês de setembro que desmantelou 35 rádios piratas, 25 das quais num único dia", registrou.

    Já o deputado Eli Correa Filho (DEM/SP) anunciou a criação da Frente Parlamentar da Radiodifusão, que reuniu assinaturas de mais de 250 deputados federais, e que conta com o apoio de empresários e profissionais de rádio. "Coube a mim a tarefa de liderar essa frente na Câmara Federal e peço a colaboração de vocês para que possamos combater injustiças contra o rádio e trazer benefícios, principalmente para o ouvinte, como a qualidade do som, por exemplo".

    O evento foi apresentado pela jornalista Adriana Couto. 

    HOMENAGEM A RICARDO BOECHAT

    O jornalista Ricardo Boechat, morto em um acidente de helicóptero em fevereiro deste ano, foi o grande homenageado do dia. Um vídeo com os principais momentos da carreira dele foi exibido, destacando suas qualidades profissionais e humanas.

    Bastante emocionada, a viúva do jornalista, Veruska Boechat, recebeu, das mãos do presidente da ABERT, Paulo Tonet Camargo, uma placa com a foto de Boechat e os dizeres "O Homem do Rádio". Veruska lembrou os vários momentos do jornalista como profissional e no ambiente familiar e agradeceu a homenagem da ABERT. "É um belo reconhecimento. O jornalista, para homenagear um colega, é porque ele precisa ser muito bom, porque não existe categoria mais crítica", afirmou.

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    Associações elogiam encontro da ABERT

    As associações estaduais também marcaram presença no encontro de rádio da ABERT. O presidente da Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (AERP), Alexandre Barros, destacou que o rádio precisa atualizar seu modelo de negócios de acordo com as novas tecnologias.

    “O rádio precisa de um modelo de negócio novo. O Marco Frade e o Mario D'Andrea falaram isso nas palestras. Eu acho que a gente tem que se colocar no mercado com um modelo de negócios mais completo, multiplataforma, com aproveitamento das tecnologias digitais, sendo monetizados junto com a venda da nossa publicidade”, afirmou Barros.

    O presidente da Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (AESP), Rodrigo Neves, ressaltou que o evento foi “excelente, oportuno e necessário”.

    “Foi uma grande homenagem para o rádio, para os profissionais do rádio e para o mercado. Foi apresentada uma mensagem de entusiasmo e otimismo, enfatizando a importância desse veículo tão amado por todos nós”, disse Neves.

    Já o presidente da Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACERT), Paulo César Norões, afirmou que o evento foi essencial para ressaltar a importância do rádio para o mercado publicitário.

    “Foi uma excelente iniciativa da ABERT. O mercado publicitário precisava de uma sacudida para entender que, apesar das evoluções tecnológicas e do surgimento de novas plataformas, o rádio continua sendo o veículo mais querido e sintonizado pelas pessoas. Juntos, mercado e radiodifusores puderam discutir suas demandas e perspectivas, e não tenho dúvida que o resultado dessa interação virá em forma de campanhas e anúncios, ratificando a histórica e vitoriosa parceria entre a publicidade e rádio”, destacou Norões. 

    O rádio é “prime time” o tempo todo. Ou seja, durante todo o dia, o rádio mantém a audiência alta. O dado está no estudo Inside Radio 2019, lançado com exclusividade pelo Kantar Ibope Media no encontro “Rádio: mercado em sintonia”, na quarta-feira (25), em São Paulo. A pesquisa, apresentada pela CEO do Kantar, Melissa Vogel, no painel "Rádio em números e tendências", mostrou que o rádio tem rápido alcance e cobertura local, regional e nacional.

    Melissa Vogel explicou a importância do rádio no cotidiano das pessoas: "Se a gente vai falar de rádio, a gente precisa voltar para a essência que é o áudio, é a primeira coisa que experimentamos no ventre de nossas mães. Temos uma relação de afeto, de amor, o áudio emociona. No mundo cheio de tecnologia, o rádio tem o potencial de criar relações, de humanizar".

    Para Melissa, o rádio mantém seu lugar de destaque na preferência dos brasileiros: "No final, o rádio é conteúdo, é entretenimento, informação e o companheiro que faz com que a gente consiga amplificar a nossa imaginação. É dentro desse cenário que o rádio é uma das grandes preferências nacionais".

    Segundo o estudo, apenas nos últimos sete dias, 76% dos brasileiros ouviram rádio. Desse total, 61% ouviram rádio on e offline e 38% escutaram por streaming. Em média, os ouvintes acompanharam a programação durante 4h33 por dia e três em cada cinco pessoas escutam o veículo todos os dias.

    O estudo mostra ainda que é falsa a ideia de que os jovens não se interessam pelo rádio: cerca de 86% das pessoas entre 20 e 49 anos ouvem rádio. Já entre 10 e 19 anos, 82% são ouvintes, e entre 50 e 59 anos, 83%. O destaque é para as pessoas que escutam a programação dentro de casa.

    "Começa a haver o uso do celular mais frequente e é por esse aparelho que as pessoas conseguem carregar o rádio na palma da mão. Ele começa a ganhar uma grande força online", destacou Melissa Vogel.

    O estudo está disponível aqui

    Nove em cada dez adultos conectados escutam rádio offline no Brasil. O dado está no relatório “Rádio: credibilidade, resultado e união nacional”, lançado durante o encontro “Rádio: mercado em sintonia”, na quarta-feira (25), em São Paulo (SP).

    De acordo com o estudo, o veículo é líder em confiança entre os brasileiros: 64% das pessoas acreditam que as notícias de rádio são verdadeiras e mais da metade dos ouvintes ligam o rádio porque querem se informar.

    Quando usado de forma combinada, o rádio fortalece todas as mídias e traz resultados ainda maiores para agências e anunciantes. Publicações feitas junto com revistas, por exemplo, atingem quase três vezes mais consumidores.

    Os 500 participantes do evento receberam um pen drive em formato de cartão com o relatório da ABERT e o estudo da Kantar/Ibope. "Essas informações respondem a uma demanda por estudos do meio rádio. Nós temos muitos dados sobre o rádio, mas que estavam dispersos, dificultando a análise", explicou o jornalista Fernando Morgado, que trabalhou no estudo. "A ABERT escolheu as melhores e as pesquisas mais atuais com fonte de credibilidade reconhecida. São dados que mostram a força do rádio com argumentos de textos, gráficos, dados e números. A gente precisa usar esse relatório nas defesas comerciais, treinar as equipes de venda. E de uma maneira muito prática: a linguagem está muito acessível, os gráficos são objetivos", afirmou ele.

    O relatório ainda mostra que oito em cada dez ouvintes possuem rádio convencional e um em cada quatro escuta rádio no carro. O consumo de rádio online por meio de smartphones também tem crescido: uma a cada cinco pessoas escuta rádio pelo celular.

    O estudo completo está disponível aqui.

    Durante o encontro “Rádio: mercado em sintonia”, a ABERT lançou, na quarta-feira (25), em São Paulo (SP), a campanha nacional “Rádio. É só ligar!”, que mostra a importância do meio no dia a dia do brasileiro.

    O lançamento da campanha é uma comemoração ao Dia Nacional do Rádio. São sete spots de 30 segundos cada ("Anunciantes", "Credibilidade", "Entretenimento", "Institucional", "Multiplataforma", "Serviço Social" e "Tecnologia"), um vídeo (30 segundos), além de banners para jornais, revistas, sites e redes sociais. A íntegra do material e o cronograma de divulgação estão disponíveis no site www.abert.org.br/evento.

    “Gostaria de mencionar que o patrono da data de hoje, Roquette-Pinto, já dizia que o rádio é 'o jornal de quem não sabe ler; é o mestre de quem não pode ir à escola; é o divertimento gratuito do pobre; é o animador de novas esperanças; o consolador do enfermo; o guia dos sãos, desde que o realizem com espírito altruísta e elevado'. O rádio é um veiculo extremamente democrático, que impacta diretamente todas as classes sociais e todas as idades”, ressaltou o diretor geral da ABERT, Cristiano Lobato Flores, ao apresentar a campanha para os mais de 500 participantes do encontro.

    A campanha destaca os benefícios do rádio, como a credibilidade e a prestação de serviços, e estimula o público a ouvir o meio nas diversas plataformas. "Ainda se consome muita música no rádio, muito no celular, por exemplo. O mote de que 'rádio é só ligar' lembra tudo o que o rádio oferece gratuitamente: informação com credibilidade, entretenimento, cultura. O rádio é o veículo que goza de maior credibilidade", sintetizou Cristiano Flores.

    abert campanha radio e so ligar social geral

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      Email: abert@abert.org.br

      Telefone: (61) 2104-4600

      Telefone: 08009402104

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