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    A crise mundial causada pela pandemia de COVID-19 vem impondo desafios ao setor empresarial, exigindo que seus gestores se adaptem a novas formas de consumo. Nesse cenário, o anúncio em rádio, ferramenta que se mantém forte mesmo nesse período turbulento, se tornou uma estratégia eficaz para manter as marcas próximas de seus consumidores.

    A coordenadora de marketing do Grupo RIC Paraná e diretora executiva da ADVB/PR Gislayne Muraro enxerga no rádio uma fonte de informação e entretenimento democrática, capaz de fortalecer a marca e chamar a atenção do público-alvo. “Suas características marcantes como gratuidade, companheirismo e credibilidade se fortalecem cada dia mais.”, ressalta.

    Na avaliação de Muraro, as pesquisas que apontam crescimento constante na audiência de rádio demonstram que, com a pandemia, as pessoas em isolamento social deixaram o carro de lado e encontraram outras maneiras de acessar a programação.

    A agilidade e a simplicidade em veicular conteúdo fazem com que os anunciantes que optam pelo meio radiofônico possam aproveitar acontecimentos de forma quase imediata e também consigam aproveitar tendências sazonais.

    De acordo com Clemilson Corrêa, CEO da Buysoft, empresa de Tecnologia da Informação sediada em Maringá (PR), os anúncios da empresa seguem firmes, porém a mensagem foi redirecionada.
    “Antes, nossa comunicação estava mais focada em passar informações sobre segurança, agilidade e produtividade para as empresas. Agora estamos divulgando iniciativas para ajudar o empresariado a superar a crise com o uso adequado da tecnologia. O rádio passa esse sentimento de estar próximo, de presença e companhia, que é muito compatível com o que queremos transmitir”’ afirma.

    Com informações da AERP

     

     

    aerp anunciantes

    Em reunião com a Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (AGERT), o diretor geral da ABERT, Cristiano Lobato Flores, apresentou balanço das ações realizadas até o momento pela entidade para diminuir os impactos negativos no setor de radiodifusão causados pela pandemia de COVID-19.

    Dentre as medidas junto ao Executivo, Flores destacou a mobilização da ABERT, logo após a chegada da crise ao país, para incluir a comunicação no rol de serviços essenciais decretados pelo governo federal. A ABERT ainda atuou para assegurar que empresas de radiodifusão não sofressem interrupção no fornecimento de energia elétrica durante o período.

    A questão tributária também foi alvo de preocupação. Dentre as medidas adotadas, Flores citou o empenho da ABERT em garantir a redução da contribuição à seguridade social, além do adiamento dos prazos de pagamento de contribuições e tributos como, por exemplo, o Simples Nacional, PIS e COFINS. Ele ainda lembrou que a mensalidade paga pelos associados da ABERT também foi reduzida desde o início da crise sanitária.

    A Medida Provisória 936, que permite a redução de jornada e salários de trabalhadores durante o período de pandemia foi outro desafio apontado por Flores e que contou com contribuição da ABERT. Aprovado na Câmara, o texto seguiu para apreciação do Senado Federal.

    O diretor geral da ABERT mencionou ainda a renegociação do convênio com o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD), permitindo o aumento do desconto de 25% para 40% durante os meses mais afetados pela crise sanitária. Outra medida que beneficia emissoras de rádio foi a parceria com o Kantar IBOPE Media. Para a realização de pesquisas de mercado, as emissoras têm direito ao abatimento de 30% sobre o valor total.

    Flores também destacou a consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a possibilidade de realização de publicidade institucional dos atos e campanhas de combate à COVID-19 durante os três meses que antecedem o pleito. A atual lei eleitoral proíbe a divulgação de campanhas por entidades públicas.

    Outra articulação citada foi a participação nos debates sobre a Medida Provisória 923/2020, conhecida como a MP dos Sorteios. A lei, atualmente em deliberação no Senado Federal, permite sorteios e distribuição de brindes em canais de TV. “Conseguimos garantir que a lei fosse isonômica, concedendo o direito a grandes e pequenas empresas”, destacou Flores.

    Em diálogos constantes com o então Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), a ABERT negociou a suspensão de prazos em andamento na Secretaria de Radiodifusão, subordinada ao órgão.

    Com a recriação do Ministério das Comunicações (Minicom), já estão em andamento novos debates sobre temas relativos ao setor. “Entram na pauta temas como assentimento prévio, dispensa de veiculação do programa A Voz do Brasil, assimetrias regulatórias. Temos boas expectativas para o segundo semestre”, ressaltou.

    Em manifesto enviado na quarta-feira (24) às mais de 17 mil emissoras de rádio e TV das três Américas afiliadas à entidade, a Associação Internacional de Radiodifusão (AIR) destacou o papel fundamental da imprensa em tempos de emergência sanitária global, permitindo que a população acesse, de forma livre e gratuita, informação atualizada e entretenimento. O documento reforçou ainda a importância da imprensa livre e a necessidade de entidades públicas e privadas ajudarem emissoras de rádio e televisão a atravessar a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

    A AIR destaca o esforço dos veículos para dar voz às autoridades, realizar campanhas solidárias e de conscientização, abrindo espaços de debate e disseminação de conhecimentos, atuando como “muros de contenção de informações falsas”. Segundo a AIR, os altos níveis que veículos de radiodifusão vêm conquistando durante a pandemia de COVID-19 confirmam o valor que a audiência dá às emissoras de rádio e TV como auxiliares na administração da rotina.

    O esforço, prossegue o texto, ocorre em período de menor investimento publicitário e, consequentemente, de menos recursos disponíveis no setor, o que coloca em risco diversos canais de comunicação de todo o mundo. “Diante dessa situação imprevisível, e de força maior, é necessário que governos e organismos internacionais adotem medidas urgentes para assegurar o funcionamento e preservar a independência desses meios”, salienta.

    Dentre as medidas citadas, estão a ampliação de investimentos oficiais, o alívio da carga regulatória, a criação de linhas de crédito especiais para o setor, além de prazos mais largos para o pagamento de tarifas e tributos. A AIR reforça ainda que o apoio de empresas privadas relacionadas ao setor é imprescindível para o funcionamento, a existência e a continuidade dos meios de comunicação.

    A AIR considera, ainda, fundamental para o funcionamento, a existência e a continuidade dos meios de comunicação, o apoio do setor privado vinculado à radiodifusão, como instituições financeiras, que possam conceder crédito com regras mais flexíveis, de anunciantes e agências, para investir no setor, e também de sociedades de gestão coletivas de direito, para rever tarifas e financiar pagamentos.

    Durante solenidade de posse do novo ministro das Comunicações, Fábio Faria, na quarta-feira (17), o presidente Jair Bolsonaro assinou o Decreto 10.401/2020, que regulamenta o canal de rede.

    A implementação do canal de rede é uma antiga demanda do setor de radiodifusão e a regulamentação permite o uso racional do espectro e a desburocratização dos processos de autorização das retransmissoras de televisão em caráter primário.

    "Com a definição destes canais de rede, o novo Ministério das Comunicações também poderá retomar o fluxo de consignações de canais digitais, fundamental para o processo de digitalização da televisão aberta", afirma o diretor geral da ABERT, Cristiano Lobato Flores.

    Para compreender a nova política pública sobre o canal de rede, clique AQUI

    Em mais uma edição de encontros online para debater temas relativos à radiodifusão, na terça-feira (16), a Associação de Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (AESP), refletiu sobre os rumos do rádio durante a pandemia de COVID-19. Os participantes foram o empresário e jornalista Daniel Starck e o correspondente internacional da Rádio Bandeirantes e empresário do setor de jingles, Henrique do Valle.

    Segundo Starck, a pandemia mudou interesses da audiência e acelerou o processo de atualização tecnológica que surgia no setor. Uma das missões do rádio durante o período, acrescenta, é informar quais os produtos disponíveis na região próxima ao ouvinte e de que forma é possível consumi-los. “Apesar da redução de receita, é preciso ser assertivo”, destacou.

    Traçando um paralelo com a cidade em que vive, Nova York (EUA), Henrique do Valle apontou o crescimento de alguns gêneros na radiodifusão do país. Os programas matinais foram prolongados e as entrevistas de destaque, exibidas em podcasts. Esse formato, por sinal, ganhou protagonismo entre os americanos. Com os estúdios de Hollywood parados em decorrência da COVID-19, as empresas de radiodifusão resgataram clássicos antigos da programação. “A intenção é se desligar dos problemas atuais e resgatar memórias boas do passado”, acredita.

    Do Valle defendeu que o momento é propício para que emissoras busquem estabelecimentos comerciais prestes a reabrir, como restaurantes, salões de beleza e academias, para fechar pacotes comerciais vantajosos a ambos os lados. “O depoimento dos locutores ganhará maior importância. Ele deve mostrar ao ouvinte como se faz a pizza, não mais o preço da pizza. É preciso transmitir segurança e confiança”, analisa.

    Starck falou sobre a necessidade de tornar a situação mais leve e didática. “É possível tocar uma música que ensine a lavar as mãos, por exemplo”. Segundo o jornalista, a crise global ampliou o compartilhamento de conteúdo, o que favorece emissoras de menor porte.

    A atualização regulatória e os destinos da radiodifusão foram temas discutidos durante reunião realizada, na quarta (17), pelo comitê técnico da AESP (Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado do São Paulo), sob a liderança de Eduardo Cappia, e com a presença de Rodolfo Salema, gerente jurídico da ABERT.

    O histórico das discussões sobre o Decreto 10.401/2020, que regulamenta o canal de rede, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, na quarta-feira (17), foi apresentado por Salema. Até chegar ao texto final, foram várias etapas e impasses. Segundo Salema, o novo decreto deixa claro que o canal da geradora não precisa ser o mesmo na hipótese de se formar o canal de rede com três canais iguais de retransmissoras. “Agora, o Ministério das Comunicações poderá publicar a lista do canal de rede e as consignações de canais voltarão a caminhar na sua normalidade”, destacou.

    Com relação ao Decreto nº 10.326, que desburocratiza o processo de licenciamento das estações, a expectativa é que seja assinado na próxima semana. De acordo com Rodolfo Salema, o governo sinalizou que as sugestões do setor, levantadas pela ABERT, serão consideradas, sobretudo em relação aos prazos, considerados muito curtos.

    Na avaliação da ABERT, tanto o desmembramento do Ministério das Comunicações do antigo MCTIC, como as expectativas em relação à nova equipe do Minicom, são positivos. “Um ponto importante é que as pessoas da nova equipe já conhecem o setor a fundo, o que ajudará a avançarmos com rapidez nas pautas mais urgentes da radiodifusão”, ressaltou.

    Um estudo do King’s College de Londres, uma das instituições de pesquisa mais respeitadas do Reino Unido, concluiu que as redes sociais representam um risco à saúde pública, porque disseminam teorias da conspiração sobre a pandemia do novo coronavírus.

    Segundo o estudo, as pessoas que se informam quase que exclusivamente pelas plataformas digitais sobre a COVID-19 estão mais propensas a desrespeitar as medidas restritivas de combate à doença. Entre as pessoas que utilizam as redes sociais como principal fonte de informação, muitas acreditam, por exemplo, que o vírus surgiu em um laboratório ou pela radiação liberada pela tecnologia 5G, teorias já descartadas pelos cientistas.

    O estudo cobra ainda mais atitude das empresas de tecnologia, como a remoção de conteúdos falsos sobre a pandemia.


    Campanha da ABERT lembra que desinformação mata
    Em 20 de março, a ABERT lançou uma campanha que lembra a importância do jornalismo profissional e alerta para os riscos de disseminação de falsas informações, sob pena de colocar vidas em risco durante a pandemia global de COVID-19.

    Com o lema "Desinformação Mata", a iniciativa é composta por vídeo para TV e redes sociais, além de spot para rádio, e está disponível para compartilhamento gratuito

    Para saber mais sobre a campanha da ABERT, acesse AQUI

     

    kings college

    A importância do rádio na carreira e na conquista de audiência para as músicas de artistas foi o tema debatido pelo empresário de radiodifusão Fábio Schuck na segunda-feira (15), durante entrevista ao vivo para o especialista em marketing musical, Dhiego Bicudo.

    Shuck ressaltou a necessidade de os artistas estarem presentes no rádio, principalmente durante a pandemia de COVID-19, quando a audiência tem apresentado índices de crescimento constante. Para o empresário, é necessário entender como funciona a dinâmica das emissoras e apostar mais do que nunca no relacionamento com os divulgadores, o que, segundo ele, aumenta significativamente a chance de as músicas dos artistas entrarem no circuito.

    “Os primeiros influenciadores são os radialistas, comunicadores da região, que têm credibilidade com a audiência e sabem como se relacionar, conhecem os artistas locais e os anunciantes. Cada vez que uma música toca no rádio chancela a realidade local”, destacou Shuck. “As músicas dos artistas que são divulgadas no rádio são as que têm mais chance de sucesso, de serem as mais cantadas nos shows, exatamente porque entram no consciente popular ao serem massificadas e entregues de forma tão democrática por meio desse veículo”, exemplificou o empresário.

    Shuck lembrou ainda que, se há audiência, é preciso levar o artista e sua música para além das fronteiras regionais. “Não importa onde estou. Existem dezenas de possibilidade de engajamento e várias formas de interação e geração de negócios. Por isso é importante olhar o mercado não somente sob a ótica de concorrência com outras plataformas. É hora de buscar sinergia do rádio, inclusive, com o digital. Estar atento para o que está acontecendo ao redor, aberto para parcerias e maior relacionamento e, principalmente, saber que o segredo está em entender melhor a sua audiência”, destacou.

     

     

    radiofazdiferenca

    O jornalista e ex-presidente da ABERT, José de Almeida Castro, morreu na segunda-feira (15), em São Paulo (SP), aos 97 anos. Ele estava internado em um hospital da capital paulista desde janeiro, com problemas de saúde.

    Natural de Salvador (BA), Almeida Castro tinha orgulho de dizer que nasceu em 1922, mesmo ano da primeira transmissão do rádio no Brasil. Presidiu a ABERT no biênio de 1972-1974 e foi quatro vezes presidente da Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), tendo se destacado nacional e internacionalmente como ator, radialista, apresentador de televisão, advogado, conferencista internacional e escritor com mais de uma dezena de livros publicados e artigos.

    Atuou também como dirigente sindical e empresário nos segmentos de rádio, televisão e jornal. Foi diretor geral dos Diários e Emissoras Associados, Rede Record e TV Tupi. Inaugurou e dirigiu a TV Piratini (Rio Grande Sul), a TV Itapoan e a TV Rádio Clube, em Pernambuco.

    Em nota, a ABERT lamentou a morte do jornalista e prestou solidariedade aos familiares e amigos. Em nota, a ABERT lamentou a morte do jornalista e prestou solidariedade aos familiares e amigos. “Almeida Castro deixa um grande legado que fica para a história da comunicação brasileira”, afirma a nota assinada pelo presidente Paulo Tonet Camargo.

     

     

    JornaliistaAlmeida Castro

      SAF Sul Qd 02 Ed Via Esplanada Sl 101 Bl D Brasília - DF CEP:70.070-600

      Email: abert@abert.org.br

      Telefone: (61) 2104-4600

      Telefone: 08009402104

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