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    A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) condena com veemência a agressão a um cinegrafista da Rede Gazeta que atuava na cobertura do segundo turno das eleições em Vila Velha, Espírito Santo, no começo da noite deste domingo (28).

    Como outros repórteres, o cinegrafista de 47 anos aguardava o início da entrevista coletiva do atual prefeito da cidade, Neucimar Fraga (PR), que tentou a reeleição pela coligação Vila Velha no Rumo Certo, mas foi derrotado.

    Antes da manifestação de Fraga, correligionários do político passaram a ofender o cinegrafista e jornalistas de outros veículos de comunicação. As ofensas evoluíram para a agressão física ao profissional. Segundo relato de colegas, o cinegrafista foi agredido até desmaiar, já na frente do comitê partidário. Ele foi socorrido e levado para um hospital, onde permanece sob observação. A Rede Gazeta decidiu não divulgar o nome do cinegrafista.

    A ABERT considera gravíssimo o episódio, por se tratar de um atentado contra um princípio fundamental do Estado democrático de direito, que é garantia à liberdade de imprensa. Esta não se trata de uma concessão das autoridades, mas sim de um direito da sociedade. E por isso deve ser respeitada.

    A ABERT espera apuração rigorosa pelas autoridades do Estado.


    DANIEL PIMENTEL SLAVIERO
    Presidente


    A ABERT é uma organização fundada em 1962, que representa 3 mil emissoras privadas de rádio e televisão no país, e tem por missão a defesa da vigência da liberdade de expressão em todas as suas formas

    O Ministério das Comunicações deve encaminhar o plano de desligamento da televisão analógica no país para consulta pública até o fim do ano.  Uma portaria publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira, 26, estipula o prazo e cria formalmente o grupo de trabalho responsável por planejar o desligamento das transmissões e implantar o sinal digital de TV em todo o território brasileiro. 

    Fazem parte do grupo o Ministério e a Anatel. Os órgãos reguladores poderão convocar quando necessário especialistas e representantes de outras entidades do setor e/ou da sociedade civil. A portaria também prevê um prazo de doze meses para a conclusão do trabalho proposto no plano de desligamento.

    De acordo com a portaria, o plano deve levar em conta o desenvolvimento do setor de radiodifusão, de modo a propiciar a sua expansão e possibilitar a evolução de serviços decorrentes da tecnologia digital. Também devem ser consideradas as oportunidades para a indústria nacional e a  participação dos setores atingidos pelo plano.

    Com relação à população à cobertura, o documento elaborado pelo governo deve prever o acesso de famílias de baixa renda à televisão digital; a comunicação adequada à população dos eventos relativos ao desligamento da televisão analógica e a cobertura do sinal digital transmitido em áreas servidas anteriormente pelo sistema analógico.

    Quanto a prazos e estratégias para o cumprimento de metas, o plano de desligamento deverá conter um cronograma para o fim das transmissões do sinal analógico de televisão; a realização de testes-piloto.

    Também devem ser feitas ações relativas à recepção para acesso ao Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre pelo público em geral; ações relativas à cobertura para o adequado cumprimento das condições de exploração objeto das outorgas; a divulgação do desligamento e ações de atendimento ao cidadão; entre outros aspectos.

    Assessoria de Comunicação da Abert

    PARLAMENTO
    Deputado Newton Lima (PT-SP)

    Projeto de Lei 393/2011 de autoria do deputado Newton Lima (PT-SP) propõe o fim da censura prévia a publicação de informações biográficas sobre pessoas com notoriedade pública. A proposta altera o artigo 20 do Código Civil de 2002 e assegura a divulgação de imagens e informações sobre pessoas cuja trajetória pessoal tenha dimensão pública. “A interpretação de alguns juízes que barram a publicação dessas obras fere frontalmente o princípio da liberdade de expressão e informação e acesso a cultura”, afirmou o deputado em entrevista à Abert. Aprovado já foi aprovado na Comissão de Educação e Cultura e será analisado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).  Confira os principais trechos da entrevista.

    1) Qual é a proposta do projeto?
    O PL propõe a alteração do artigo 20 do Código Civil de 2002, que dá aos biografados e seus herdeiros, mesmo indiretos, o poder de vetar biografias não autorizadas. Se aprovada, a proposta vai eliminar a necessidade de qualquer autorização prévia para a publicação de uma obra sobre uma personalidade ou celebridade. A interpretação de alguns juízes que barram a publicação dessas obras fere frontalmente o princípio da liberdade de expressão e informação e acesso a cultura.

    2) O princípio da inviolabilidade da intimidade da pessoa, garantido na Constituição tem motivado parentes de figuras públicas a ingressarem no Judiciário contra a publicação de livros biográficos. Como o projeto vai resolver essa questão?  

    A concepção em dois capítulos da comunicação social e no próprio direito a liberdade de expressão, também coloca o direito da sociedade à informação. As celebridades sabem que vivem do interesse da opinião pública, Elas tem o bônus, portanto, têm que compreender que qualquer obra cultural relacionada a essa figura pública passa a ser de domínio público. Entretanto, o seu direito de abrir processos por reparos e indenizações quando achar que a honra do biografado foi prejudicada continua. Estamos em um estado democrático e a censura prévia não pode ser possível. 

    3) Como o senhor avalia esse paradoxo da Justiça de contrariar um direito fundamental como o da Liberdade de Expressão e o Direito da Informação em favor da “privacidade” do biografado?

    É uma herança do estado autoritário, que deixou “resquícios” na nossa legislação. Mesmo no Código Civil de 2002, há uma brecha que estimula certas interpretações de juízes, a exemplo do caso do cantor Roberto Carlos, cuja obra biográfica foi proibida.  Essa interpretação fere claramente a liberdade de expressão, de informação e acesso a cultura. A exposição é um ônus da vida pública. De modo que quem escolhe esse caminho o está aceitando.

    Assessoria de Comunicação da Abert

    O diretor de Planejamento e Uso do Espectro da Abert, Paulo Ricardo Balduíno, representa a radiodifusão brasileira na 20ª reunião do Comitê Consultivo Permanente II da Comissão Interamericana de Telecomunicações (Citel), que ocorre até o sábado, 27, no México.

    Durante o encontro, delegações de 35 países das Américas membros da Organização dos Estados Americanos debatem aspectos técnicos e regulatórios de serviços de radiodifusão, terrestres fixos e móveis, sistemas de satélite e alocação de espectro.

    Formada por autoridades e especialistas do setor público e privado do setor de telecomunicações de cada país, o comitê é responsável por discutir propostas de regulação de serviços de radiocomunicações da região além de unir contribuições do bloco às conferências mundiais da União Internacional de Telecomunicações (UIT). 

    O Ministério das Comunicações e a Agência Nacional de Telecomunicações representam o governo na delegação brasileira. 

    Assessoria de Comunicação da Abert

     

    O ECAD vai passar a detectar de forma automática as músicas executadas na programação das TVs aberta e por assinatura.  O escritório desenvolve em parceria com a Puc-Rio um software que identifica as músicas por meio de um código individualizado (fingerprint) que contém as características da música. A previsão é a de que a nova ferramenta entre em operação no final de 2013.

    Atualmente, a distribuição dos direitos autorais de músicas executadas nas TVs é baseada em planilhas enviadas pelas emissoras, que são auditadas pelo Ecad. Com esse novo sistema, a captação e a identificação das músicas acontecerá de forma automática durante as 24 horas por dia e nos sete dias da semana.

    No ano passado, a entidade arrecadadora lançou um sistema semelhante para o rádio. Com um montante de R$ 258,1 milhões, o rádio e a TV aberta foram os segmentos que mais contribuíram com a distribuição de direitos autorais em 2011, alcançando 63% do total repartido pelo escritório.

    Segundo o Ecad, nos últimos cinco anos, foram investidos mais de R$ 20 milhões em TI para desenvolvimento de tecnologias que atendam às necessidades específicas do segmento de direitos autorais

    Assessoria de Comunicação da Abert


    O Comitê Jurídico da Abert se reuniu na quinta-feira, 25, em Brasília, para debater aspectos jurídicos de temas estratégicos da radiodifusão, como espectro radioelétrico, extensão da faixa de FM e propaganda eleitoral.

    Integrado por representantes das áreas jurídicas das emissoras de rádio e de televisão, o grupo tem como objetivo oferecer subsídios ao Conselho Superior da entidade. O comitê é coordenado pelo conselheiro Alexandre Jobim (RBS) e tem como secretário o diretor de Assuntos Legais da entidade, Rodolfo Moura.

    Assessoria de Comunicação da Abert

    Representantes de emissoras de rádio e televisão das Américas, da Ásia e Europa estarão reunidos para a 42ª Assembleia Geral da Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), que começa no próximo domingo (28), em Montevidéu.

    No primeiro dia, estão previstas reuniões do Conselho Diretivo da entidade e do presidente Luís Pardo Saínz com os presidentes das delegações para tratar das resoluções de cada país.

    No dia 29, haverá a abertura oficial da assembleia, seguida da conferência “Protegendo a Liberdade de Expressão na Era Digital”, a cargo do presidente da National Association of Broadcasters (NAB), Gordon Smith, convidado especial para o evento.

    No mesmo dia, haverá o painel “Radiodifusão, Liberdade de Expressão e Democracia”. Nele, chefes de Estado e autoridades de países da América Latina vão contar como lidam com o papel da radiodifusão para o exercício da democracia.

    Um dos temas centrais da assembleia será a situação de liberdade de imprensa em países representados pela AIR nas Américas, Ásia e Europa. Nos dias 30 e 31, cada delegação apresentará seu relatório denunciando casos como assassinatos de jornalistas, atentados e outras ameaças aos veículos de comunicação.

    O relato sobre o Brasil será levado pelo presidente da Abert, Daniel Slaviero. Ele ocupa a vice-presidência do Comitê Permanente de Liberdade de Expressão da AIR.

    A entidade internacional tem como vice-presidente Paulo Tonet Camargo (Globo) e como presidente do Comitê Jurídico Permanente, Alexandre Jobim (RBS), ambos conselheiros da Abert. 

    Serviço
    Data: 28 à 31 outubro
    Local:  Hotel After – Rua: Arturo Pratt 3755, Montevidéu, Uruguai
    Informações: www.airiab.org ou Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.


    Com o objetivo de analisar denúncias de violência e ameaças sofridas por profissionais de comunicação, o Governo Federal  criou o Grupo de Trabalho sobre Direitos Humanos dos profissionais de jornalismo no Brasil. O colegiado será composto por diferentes órgãos públicos e entidades ligadas ao setor.

    O grupo também terá a função de sugerir ações e medidas que auxiliem na criação de um sistema de monitoramento de denúncias, bem como propor políticas públicas que garantam a proteção dos jornalistas diante situações de risco.

    Para contribuir com as apurações do grupo, desde maio deste ano, a central de atendimento da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos – Disque 100 -  passou a receber denúncias de violação aos direitos humanos dos profissionais de comunicação. O serviço é gratuito e recebe denuncias de violação aos Direitos Humanos de diversos outros segmentos, especialmente daqueles mais vulneráveis.

    -O Grupo de Trabalho será presidido por um integrante do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) e contará com representantes da Presidência da República (Secom/PR), da Secretaria Geral da Presidência da República (SG/PR), do Ministério da Justiça (MJ), do Ministério das Comunicações (MC), da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC/MPDF), além de entidades do setor de comunicação e da Secretaria de Direitos Humanos, Secretaria de Comunicação Social.

    A primeira reunião do grupo deverá ocorrer na segunda quinzena de novembro.

    Assessoria de Comunicação da Abert


    Com o objetivo de analisar denúncias de violência e ameaças sofridas por profissionais de comunicação, o Governo Federal  criou o Grupo de Trabalho sobre Direitos Humanos dos profissionais de jornalismo no Brasil. O colegiado será composto por diferentes órgãos públicos e entidades ligadas ao setor.

    O grupo também terá a função de sugerir ações e medidas que auxiliem na criação de um sistema de monitoramento de denúncias, bem como propor políticas públicas que garantam a proteção dos jornalistas diante situações de risco.

    Para contribuir com as apurações do grupo, desde maio deste ano, a central de atendimento da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos – Disque 100 -  passou a receber denúncias de violação aos direitos humanos dos profissionais de comunicação. O serviço é gratuito e recebe denuncias de violação aos Direitos Humanos de diversos outros segmentos, especialmente daqueles mais vulneráveis.

    -O Grupo de Trabalho será presidido por um integrante do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) e contará com representantes da Presidência da República (Secom/PR), da Secretaria Geral da Presidência da República (SG/PR), do Ministério da Justiça (MJ), do Ministério das Comunicações (MC), da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC/MPDF), além de entidades do setor de comunicação e da Secretaria de Direitos Humanos, Secretaria de Comunicação Social.

    A primeira reunião do grupo deverá ocorrer na segunda quinzena de novembro.

    Assessoria de Comunicação da Abert

    O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, multou em R$ 5 milhões sete empresas fabricantes de televisores por propaganda enganosa. A multa foi aplicada porque as empresas não prestaram informações claras ao consumidor sobre qualidade de imagem digital e nem que o produto poderia apresentar manchas na tela caso fosse utilizado ininterruptamente durante um longo tempo.

    Segundo o órgão, para incentivar a venda dos produtos, os televisores eram testados em aparelhos de DVD a fim de garantir qualidade digital na transmissão das imagens.

    O Ministério da Justiça levou em consideração os critérios do Código de Defesa do Consumidor e a quantidade de televisores comercializados por cada empresa. As empresas penalizadas foram: a Gradiente (R$ 240 mil), a LG (R$ 1,85 milhão), a Panasonic (R$ 790 mil), a Philips (R$ 290 mil), a Samsung (R$ 910 mil), a Semp Toshiba (R$ 25 mil) e a Sony (R$ 900 mil).

    O valor das multas deve ser depositado em favor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos do Ministério da Justiça e será aplicado em projetos voltados à proteção do meio ambiente, patrimônio público e defesa dos consumidores.

    Resposta das Empresas:

    A Samsung diz que não foi notificada sobre a multa, por isso não irá se pronunciar.

    A Companhia Brasileira de Tecnologia Digital (CBTD), holding que detém a marca Gradiente, informou que irá se pronunciar após conhecer mais detalhes do processo.

    A Philips do Brasil informou que recorrerá

    As demais empresas ainda não se pronunciaram sobre a multa

    Assessoria de Comunicação da Abert


    O presidente da Abert Daniel Slavieiro recebeu na tarde de quinta-feira, 25, na sede da entidade, em Brasília, uma delegação formada por representantes do governo e radiodifusores da República do Botsuana, país a leste do Zimbábue e a sul da África do Sul. O grupo visita o Brasil para conhecer o ISDB-T, padrão nipo-brasileiro de televisão em fase de implantação e que alcança no momento 47% da população brasileira.

    O país africano tem interesse na tecnologia, que já foi adotada em dez países além do Brasil, como Peru, Argentina, Chile, Equador, Uruguai, Costa Rica e Venezuela. O governo botsuano realizou testes com o padrão nipo-brasileiro e com o DVT-B2, adotado na Europa, e deve anunciar em breve a sua escolha.

    Durante o encontro, Slaviero falou sobre as características do ISDB-TV, o processo de implantação da tecnologia no Brasil e seus atuais desafios.  Ele sugeriu que o país africano invista em uma política industrial para massificação do sinal da TV em plataformas móveis. 

    Na avaliação dele, o grande desafio de Botsuana, assim como o brasileiro, será a garantia do acesso da população a receptores de sinal digital, sobretudo no país africano, onde não há fabricação de equipamentos.

    “A adoção do sistema nipo-brasileiro por Botsuana será muito positiva, pois quanto mais países adotarem o padrão, melhor será para o desenvolvimento da tecnologia”, afirmou Daniel Slaviero.

    O secretário da presidência para negócios e administração pública de Botsuana, N. Kahuja, agradeceu a recepção da Abert. “A vantagem para nós é que podemos aprender com os erros e os acertos de outros países na implantação do padrão nipo-brasileiro”, afirmou.

    Se Botsuana adotar o modelo ISDB-TV, o Brasil deverá firmar uma série de acordos de cooperação com o país, que devem incluir treinamentos e capacitações tanto no campo industrial quanto de pesquisa e inovação.

    Assessoria de Comunicação da Abert

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